terça-feira, 29 de novembro de 2016

Efeito Borboleta

A teoria do caos é muito complexa e eu não tenho conhecimento nem mesmo básico para falar sobre ela, mas lembro que o efeito borboleta tem alguma coisa a ver com isso (tem?). Mas na verdade isso tudo é sobre um filme. Não, isso é tudo sobre a vida. Efeito Borboleta é o nome de um filme que vi na minha adolescência e que lembro que na época me impactou. Vez ou outra lembro do filme. Resumindo, um rapaz tinha a capacidade de voltar no tempo e modificar pequenos acontecimentos, e isso impactava muito drasticamente o futuro dele; para pior. No filme, é explicado que até mesmo o bater das asas de uma borboleta pode modificar o curso das coisas, da história. Posso estar equivocada, uma vez que vi esse filme quando era apenas uma adolescente e posso ter entendido errado essa metáfora, mas acredito que seja isso mesmo. Eliminando o elemento drama da história, penso sempre sobre como os acontecimentos alteram todo o percurso de uma vida. Posso dar como exemplo a morte do meu pai. A minha vida certa e definitivamente não seria igual caso meu pai não tivesse nos deixado quando eu tinha apenas 8 anos. Entretanto, é impossível saber se a minha vida seria melhor, pior ou igualmente OK caso meu pai estivesse conosco até hoje. Outros fatos banais também podem ter mudado toda a minha história: passar por uma rua, ao invés de por outra; não ter ido à faculdade naquele dia; não ter ficado com certa pessoa; ter saído de casa 5 minutos mais cedo. Posso estar exagerando um pouco, mas é assim que sinto. Sinto que todos os meus atos e minhas escolhas modificam o meu futuro (próximo e/ou distante); tudo que acontece ao meu redor também modifica e define o que virá a seguir. De certa forma acho que essa teoria me acalma, porque tenho a sensação de que, apesar de nem sempre as coisas parecerem justas, tudo está como deveria estar. Talvez voltar atrás e consertar um "erro" pudesse ser fatal. Tudo bem, talvez não. Talvez tudo continuasse na mesma. Talvez tudo fosse melhor se meu passado tivesse sido difrerente. Mas essas especulações apesar de presentes, não são mais fortes do que a sensação de que tudo é como deveria ser. E isso me conforta. Não que eu ache que existe um Deus comandando nossos atos e destino e que nada está no nosso controle; muito pelo contrário. Tenho a sensação que estamos tão perigosamente no controle de tudo, ao ponto de que nossas escolhaas consigam impactar inclusive a vida de outras pessoas. Realmente, um caos. Mas um caos que nunca saberemos ser benéfico ou não. Nunca saberemos se uma escolha foi de fato certa ou errada. Uma coisa ruim pode ser muito ruim, mas com um propósito. Por isso acabo me sentindo mais confortada sobre erros ou momentos ruins do passado. Claro, se eu pudesse faria de tudo para ter meu pai de volta, mas será que isso seria uma coisa boa? Ou será que isso imapctaria negativamente a vida de um monte de outras pessoas? Eu sei, parece loucura. E é.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Um teste comportamental

Eu sou uma pessoa encrenqueira e de opiniões fortes. Traduzindo: chata. Eu prezo muito o respeito pela opinião alheia, mas acabo certas (muitas) vezes não praticando esse respeito. Não que eu saia por ai xingando quem pensa diferente de mim, mas acabo debatendo as coisas de uma forma muito ferrenha e acabo me indispondo com as pessoas. Esse é um dos meus defeitos. Eu também sou grosseira desnecessariamente, quando poderia apenas ter respondido de forma normal. Eu sempre fui assim e acho que me faltou quem fizesse isso de volta comigo pra que eu parasse pra analisar no que eu estava me tornando: uma pessoa insuportável. Não sou assim sempre e nem com todo mundo. Tem pessoas que eu simplesmente não consigo dar uma resposta torta. Mas a escolha de com quem ser doce e com quem ser amarga não faz nenhum sentido. Na verdade não é uma escolha; acontece. E isso muitas vezes faz eu ser injusta com pessoas que são legais comigo; pessoas que só queriam conversam e levaram uma patada aleatória. Poderia culpar muita coisa aqui: os hormônios, o estresse do dia, a preocupação, a ansiedade. Sim, todos esses fatores influenciam muito no comportamento de uma pessoa. No entanto, não acredito que esse seja o meu caso. O esquisito é que muita gente gosta de mim por eu ser desse jeito. Não importanta o que ou quem você seja, sempre alguém vai gostar de você. Mas isso não quer dizer que você deva repetir aquele clichê "eu sou assim e pelo menos sou sincera" e achar que tá tudo lindo. Não é assim que as coisas funcionam. Você tem total controle sobre suas atitudes. Você não é assim e pronto. Você está assim e pode estar o que quiser, quando quiser. Então por que não estar mais vezes agradável do que o contrário? Certas pessoas e situações merecem nosso lado mais ríspido e sem compaixão. Contudo me pergunto se eu estou sabendo identificá-los. Acredito que não. Estou desperdiçando meu amargor em pessoas que ou não merecem por serem muito legais comigo, ou que não merecem que eu gaste energia com elas. Tendo isso dito, decidi fazer um exercício nos próximos dias. Ao final de um período, vou tentar entender se tratar as pessoas da melhor maneira possível me trouxe benefícios, ou se me sufucou de tal maneira que me fez mal. Porque guardar as coisas só pra parecer agradável pode ser destrutivo. Por fim, vou tentar verdadeiramente controlar meus atos (já que sou dona deles) e ver o resultado disso tudo. Pra cada um esse teste certamente terá resultados diferentes. Não sei se consigo, mas não me custa tentar. Quero ser lembrada pelos meus defeitos, mas não somente por eles.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Steadily fading

And the meaning of life
Still hidden somewhere
In the back of your mind
Will soon present itself
Fast and in flashes

And all the books you own
Disappear from your bookshelf
All the pride hung up on the wall
Fall off and break and
No one will notice them

And your closet becomes empty
Leaving just the smell of mold
From your old winter clothes

And your bank account
Will be closed and your money
Will be gone faster than a bullet


And only your actions will remain
Not what you knew or had
Not what you felt or thought
Happily not for so long
Because their memories fade away

Until you can finally vanish


terça-feira, 22 de novembro de 2016

A minha importância no universo

Não vou negar minha arrogância. Todos nós somos arrogantes em inúmeros momentos da vida; na maioria das vezes nem notamos. O motivo Freud certamente explica melhor que eu. Não tem como escapar. Em dado momento você se sentirá superior independente do motivo. Seja pela classe econômica, gostos, gramática, política, vestimenta, ou quaisquer outros motivos. Vez ou outra você vai cair na armadilha de achar que é melhor que alguém por algum motivo banal. E digo banal porque quero fugir da obviedade de que alguém que não faz o mal é melhor do que quem faz. Me refiro apenas ao banal, como os exemplos que já mencionei acima. O que me surpreende não é fazermos isso sem querer. O que ainda me surpreende é fazermos isso de propósito. Nós não somos nada. Nós somos uma passagem irrelevante no tempo. Nós somos poeira cósmica. Nem mesmo a pessoa mais importante e influente e bondosa do mundo pode se sentir acima de qualquer coisa, pelo simples fato de que não somos nada em relação ao universo. Somos insignificantes e não digo isso para inferiorizar ninguém, porque não preciso fazer isso; o universo já nos mostra isso por si só. Mas claro, temos nossa importância nessa nossa sociedade - grandes merda de sociedade. E, levando em consideração essa nossa importância paradoxalmente insignificante, me pergunto o motivo de alguém querer soar arrogante propositalmente. Pra provar pra si que tem algum atributo relevante? Ninguém se importa. NOBODY YES DOOR  Se você tem algum atributo relevante, que bom pra você. Faça bom uso disso. Bom uso. Não perca seu tempo sendo propositalmente arrogante, porque isso só te faz ficar com cara de palhaço (ou perca). Claro que é bom se sentir bem com seus próprios pontos fortes. Nós devemos ter orgulho de quem somos e de termos alguma coisa boa dentro de nós. Mas não se iluda achando que isso te torna melhor ou mais importante. Você é importante pra alguém, sim! Não mais importante do que alguém. Há quem discorde e ache que "sim, eu sou mais importante do que tal pessoa porque tenho mais conhecimento, mais classe, mais bondade", mas o fato é que, no final das contas, você será apenas uma lembrança por um período finito de tempo. Depois você terá sido mais nada. Ou talvez terá sido só uma pessoa na história que impactou a sociedade de certa forma, mas é só isso. Não há nada de especial em você que seja melhor do que o que há de especial em outra pessoa, mesmo que algum ato seu tenha mais impacto positivo do que os atos da outra pessoa. Não, não dá pra escapar da arrogância; tá dentro da gente. Tá dentro de mim nesse exato momento escrevendo esse texto como se o que eu digo fosse verdade. Precisamos disso pra senitr que temos algum significado no meio desse monte de nada confuso.