segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Histórico desopilante

Dando uma passeada pelo histórico do blog, resolvi reler os arquivos dos meses que eu mais escrevi - devido ao fato de eu estar diminuindo a produção, - e vi um post meu sobre a análise de um filme que fiz como trabalho da faculdade. Para a minha surpresa, muitas pessoas leram a análise, comentaram, criticaram e até se xingaram no meio dos comentários. A coisa foi mais ou menos assim: Eu tinha que escrever a análise crítica de um filme muito bom para uma matéria da faculdade muito boa também. Porém, nunca fui boa aluna. Nunca gostei de escrever análises, porque eu sempre entendia tudo diferente do que era pra entender. Faço isso até hoje. A não ser que eu veja um filme por puro prazer; aí eu entendo tudo direitinho. Contudo, eu precisava escrever aquela maldita análise. Escrevi. Lembro que o professor não aprovou muito, mas era bem flexível comigo e me deu os pontos que eu precisava; mas somente depois de deixar claro que eu não havia entendido o filme. Assim mesmo, postei a análise aqui no blog. Eu gostava de postar trabalhos da faculdade porque, querendo ou não, era alguma produção escrita. Hoje, relendo, vi que era uma encheção de linguiça minha mesmo, cheio de erros de ortografia, sintaxe e pontuação, mas com algum sentido. No entanto, o mais importante foi o fato de tanta gente vir comentar. Tanta gente tipo umas dez. Pra mim isso já é muito. Isso quer dizer que pelo menos dez pessoas leram o que eu escrevi, mesmo que sendo uma pilha de baboseira. Independente de certo ou errado, muita gente me agradeceu pela análise. Uma pessoa em particular me explicou o que eu havia entendido errado e ainda me disse que mesmo assim adorou minha análise. Ou seja, gentilmente me consertou. Se importou. Eu havia esquecido como é sensacional receber feedback sobre o que eu escrevo; aqui, ou em conversas fora daqui. Um dos motivos de eu ter diminuído a produção foi a sensação de que não estava escrevendo pra ninguém. Se fosse pra ninguém ler, eu podia muito bem escrever só pra mim, e não publicar. Que é o que eu tenho feito. Mas ler esses comentários hilários hoje (provavelmente de graduandos desesperados porque não entenderam o filme, assim como eu), senti de novo o gostinho que é ter gente visitando o blog e mesmo não me conhecendo, se importando a ponto de deixar comentário malcriado para o anônimo que disse que eu não havia entendido nada do filme. Achei muito válida a interação. Já escrevi tanta besteira aqui... Já escrevi bastante coisa que fez sentido (pelo menos pra mim)... Algumas coisas que eu reli me fizeram ver o quanto eu mudei, e outras me fizeram ver o quanto eu mantive alguns pensamentos. Alguns pensamentos não tão inconstantes assim. Acho que a segunda melhor parte de escrever um blog é essa: o registro das suas ideias. A primeira, obviamente, é saber que as pessoas se identificaram e/ou odiaram. 

Um comentário: