sábado, 21 de novembro de 2015

What my failure represents.


This image represets my failure. But what does my failure represent? It represents my willingness to try. It means an attempt. It means I left my comfort zone. It means an action. It shows me I have the strength to go through the stressful process of challenging myself to doing more than I am already used to. My failure certainly represents my ability to overcome the sadness of being bad at something I love. It means I was able to deal with my anxiety crisis. It means I am not a coward. It means there are other paths to follow, but that choosing the same path as many times as it takes is also an option. That is, in fact, what I am trying to convincing myself of. After failing, I`ve been trying to convince myself that it is not a terrible thing to fail. I`ve been forcing myself to be Mrs. Brightside as I`ve always been. For some people, failing a test might be the end of a dream. For others, it might be just a normal event taking place. For me, it`s neither. For me, it`s a way of discovering how far I can go. My failure represents my personality. How I deal with it represents who I am as a person. How much of myself I have accomplished. My failure showed me I don`t know enough, but it also showed me I know something. My words were not all wrong, though they were not exactly as they should have been. My failure represents my life. I mean, "you`ll never know until you try."

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

My chaos.

I was thinking to my self: well, I guess I really need a break. A break from work, from life, from studies. Just lay in bed and chill the whole day. And yes! I do need all of those things. But that doesn`t mean I don`t appreciate my hectic life. After considering that, I asked myself: Do I really want an unchallenging life, with not much to accomplish? Do I really want my days to be empty and that this emptiness would only be filled with activities that are easy and enjoyable for me to perform? Well, that would be really great, right? It would. But only for a period of time. I need to do meaningful, challenging things throughout the day to feel better about myself at the end of it. I do need my spare time and I do need to spend time doing absolutely nothing productive. Or even doing productive things just because I like them, not because they`re productive in the first place. Nonetheless I still need to do things that are either rather difficult or not so enjoyable (at first). I need to have a rough day. I need to have problems. I need to be tired at the end of days. I need those things to keep me moving. I need those things to appreciate my moments of leisure. To be in a lifetime vacation sounds like such a perfect life; but I wasn`t born to have a perfect life. I was born to accomplish, to earn, to learn to fall and rise back. This year has been one of the most difficult ones for me. It`s been hectic and stressful. I know all the stress can`t be good for my mental and body health. However, to some extent, it is the controversial environment I`ve been living that keeps me going and keeps me longing for more in this life. I need to learn how to balance, that`s for sure. But no! I won`t be sad I have things to do. I won`t complain I don`t have so much time for myself. I`ll just get things done and find the time for myself in between days. Because myself, the one I have been neglecting due to overwork and others, needs more than just time. My true self needs to be defied. 

terça-feira, 3 de novembro de 2015

A busca pela fidelidade ao ser.

É difícil passar os dias sendo fiel a você mesmo. Sem querer, você se deixa levar e acaba fazendo coisas e/ou tomando decisões por motivos exteriores. É uma batalha diária ser quem você realmente é, porque a construção do ser é infinita, e o que/quem de fato você é muitas vezes é uma grande incógnita. Você vai aprendendo aos poucos a diferença entre o que realmente te satisfaz e o que só representa aprovação exterior. Você pode achar que não, que nunca faz nada para agradar aos outros, mas acredite: você faz. Eu achava que escrevia aqui porque gostava de escrever simplesmente. E foi com esse propósito que comecei, de fato. Mas foi difícil continuar escrevendo sem pensar no que as pessoas achariam. Então, vez ou outra eu escrevia sobre uma coisa que achava que iriam gostar mais de ler. Vez ou outra eu deixava de escrever com receio de não gostarem do que eu ia escrever. Eu tenho consciência disso. Também tenho consciência que não faz bem viver sua vida baseada na vida de outra pessoa; só traz frustrações. Tenho tentando exercitar minha mente nesse sentido. Só que é muito difícil estar consciente disso o tempo todo. É difícil porque os dias se tornam automáticos e você vai indo e vai se deixando levar e, quando menos esperava, fez alguma coisa baseada na opinião dos outros. Seja uma decisão banal; seja uma decisão importante. Não importa. Uma coisa que compramos, uma foto que tiramos, uma escolha que fazemos, um texto que escrevemos, uma coisa que falamos, dentre outras coisas, mais cedo ou mais tarde se tornarão importantes apenas pelas opiniões positivas que atraem. Se isso acontece com mais ou menos frequência, não importa. O que importa é que mais cedo ou mais tarde vai acontecer. E a questão é: por quê? Por que sentimos necessidade de validação? Eu quero mesmo fazer mestrado ou eu quero que as pessoas achem muito legal que eu faça mestrado? Eu quero colocar essa foto porque eu acho bonita simplesmente ou porque eu quero que alguém também ache bonita? Eu quero escrever no blog pra exorcizar e praticar o pensamento ou porque quero que alguém venha ler e ache bom/inteligente? Eu cozinho porque eu acho relaxante ou porque quero que alguém diga que está gostoso? Qual é dessa constante necessidade de afirmação? E não pensem apenas em redes sociais. Não estou falando apenas de redes sociais e o que as pessoas acham de você por detrás da tela. Estou falando de pessoas próximas a você. Pessoas que são importantes na sua vida. Tão importantes que o que você faz automaticamente te faz esperar pela aprovação daqueles que você ama. E por isso que digo que é uma batalha diária ser fiel a você mesmo. Porque na maioria das vezes não sabemos quem somos ou o que queremos ser. Sabemos apenas que há uma expectativa (seja lá de quem for) sobre nós e nós acabamos por saciar esse desejo de satisfação pessoal da forma mais tortuosa que existe: clamando sem palavras por aprovação. Talvez com a idade isso melhore. Na verdade eu tinha muito mais controle sobre as minhas vontades quando era mais nova. Com a idade comecei a lidar com expectativas de forma mais exaustiva. Quando você é mais novo, pouco é esperado. Quanto mais os anos passam, mais se espera daquele ser adulto. Mas quem espera? Talvez isso seja uma loucura da minha cabeça; uma crise constante de ansiedade facilmente tratada com terapia. Mas, com sorte, com o amadurecimento você de fato se torna mais consciente do que é ser você. E se você for mais velho e estiver aí se gabando de ser sim fiel a você mesmo, pare e pense nas últimas cinco decisões que você tomou. Você realmente escolheu o que queria? Se sim, você é minha esperança. Se não, estamos todos no mesmo barco e isso também me conforta de certa maneira.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Quem odeia textão levanta a mão!

A gente tá vivendo um momento histórico que será estudado por gerações futuras; tenho certeza. O momento em que temos acesso imediato ao que está acontecendo pelo mundo. Isso nos deixa inquietos e nos faz querer dar a nossa opinião; nos sentir ativos na sociedade, mesmo que sendo com bate-boca na internet. Muitas pessoas escrevem looooooooooongos textos no Facebook, e muita gente ironiza, dizendo que é entediante e que ninguém tá ali pra isso. Não vou entrar no mérito do "pra quê estamos ali mesmo?"  ou "mas aquela pessoa escreve mal e a opinião dela é burra". Vim falar de outra coisa. TEXTÃO! Ninguém aguenta! Sabe por quê? A maioria das pessoas não lê o que você escreve porque quer ver se acha algo que a interessa. Ela (a maioria) não lê para fazer da leitura um gatilho para o seu próprio processo de racionalização das coisas. Tampouco a pessoa lê porque quer ver se seu ponto de vista (diferente do dela) realmente tem sentido. A pessoa lê porque quer 1) te identificar como semelhante porque você pensa igual a ela e ela sempre está certa 2) ela quer impor a ideia dela e apontar o quanto a sua está errada 3) ela quer achar um erro de português para te diminuir. Bom, é basicamente por isso que as pessoas não gostam de textos enormes. Demora muito para que elas possam fazer algum desses itens acima citados. Assim é quando discutimos ideias oralmente também. Uma vez eu li "você está escutando mesmo, ou está apenas esperando o outro acabar de falar para que você então possa?" algo do tipo... as pessoas não estão interessadas no que você diz; ou pelo menos não tanto quanto estão interessadas em dizer o que pensam. Talvez porque não estamos acostumados a ter "voz". Agora podemos explanar sobre tudo, e muita gente vai ler/ouvir. Finalmente estão prestando atenção em nós! PRECISAMOS FALAR TUDO antes que fechem as portas. Acredito que essa ansiedade faz com que as pessoas não gostem de textos longos, ou também o motivo pelo qual elas têm dificuldade em ouvir uma palestra de uma hora sem ficarem entediadas, não importa o quão interessante seja o assunto. Vou citar um menino esplêndido que depois de ter afirmado várias coisas, voltou atrás e disse "mas eu posso estar enganado sobre isso". Pode ser que eu esteja especulando "de maneira burra", talvez não seja nada disso. Obrigada por ler o meu textão. Volte sempre. 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Não vou nem escrever um título.

Estou aqui para falar sobre a minha visão do que é o feminismo. Por esse motivo, não quis colocar título nenhum no meu texto. Acontece que o conceito dessa palavra já foi tão deturpado que eu sei que algumas pessoas apenas clicariam no link por dois motivos principais: 1) elas são feministas e acham que eu vou escrever um texto que venha de encontro com as suas visões sobre o assunto; 2) elas são contra o feminismo por qualquer motivo que seja. Esses dois tipos de leitores normalmente já entram muito emocionais no assunto. Acho ótimo esse tipo de comoção, mas não é o meu objetivo. Gostaria de ser mais racional aqui; pelos menos hoje. Fiquei muito tempo calada sobre a minha opinião em relação ao feminismo que, hoje, rege num infinito prisma de conceitos. Porém, acho que tenho o direito de me expressar sobre esse assunto tão importante e tão em voga hoje em dia, felizmente. Mas gostaria de fazê-lo sem que as pessoas fiquem raivosas e/ou muito chocadas por eu não ter a mesma opinião do que elas. Desta forma, gozo do meu direito aqui no meu blog. O blog no qual eu assumo que tudo é relativo. Assumo inclusive em vários posts que não sei nada da vida. Estou aqui apenas pra explanar o que eu entendo sobre alguns assuntos, mesmo não entendendo nada deles. Portanto, espero que você não se sinta ofendido (lembrando que a letra "o" no final dessa palavra a torna neutra e não masculina, valendo assim, para ambos os sexos) se nossas opiniões forem tão diferentes. Espero que você saiba que vivemos numa democracia e que cada um pode pensar da maneira que quiser. Espero que você, principalmente, entenda que não é só porque você acredita em um conceito que ele necessariamente tenha que ser uma verdade absoluta e de todos. Estamos entendidos? Amigos?! O.K. Agora dá pra começar a discursar sobre o assunto; com a mente calma e tranquila a ponto de conseguir raciocinar ao invés de apenas argumentar a fim de querer estar sempre certo. 

Sei bem pouco da história do feminismo. Sobre suas raízes eu pouco pesquisei. Digo que pouco, apesar de já ter lido bastante sobre o assunto, porque há uma imensidão de atos feministas por aí que a gente nem se dá conta. Vocês, donas de casa, estudantes, trabalhadoras assalariadas, mães, etc. A maioria de vocês faz o seu papel todos os dias para a contribuição de um mundo mais igualitário para as mulheres, simplesmente por gozarem da liberdade de ir e vir, e representar essa liberdade com muito estilo. Parabéns a todas. Portanto, é impossível saber tudo sobre o feminismo. Pra mim, ele começou desde sempre. Acredito que a luta pelo lugar da mulher no mundo acontece desde a primeira mulher que se posicionou em relação a alguma injustiça contra o seu sexo. Mesmo que essa tenha sido uma mulher das cavernas. Talvez elas tenham sido inclusive as responsáveis pelo início. 

Meu trabalho de final de curso da faculdade de letras foi sobre uma puritana dona de casa. Ela foi a primeira poeta a ser publicada nos Estados Unidos da América. Ela foi a primeira poeta mesmo. Nenhum homem antes dela havia sido publicado oficialmente. Ela escrevia poemas sobre sua devoção pelo marido e filhos. Era uma mulher dona de casa e muito guerreira que sofreu muito para manter sua família viva na vinda para o Novo Mundo. Um dona de casa foi a primeira poeta a ser publicada. Alguém aí entende a intensidade desse ato feminista? E talvez ela nem soubesse que estava fazendo parte desse movimento. Ela estava simplesmente criando arte com a ajuda do amor que sentia pela sua família. Como eu disse antes, fazendo a parte dela. 

O que eu quero dizer com isso tudo é apenas uma introdução ao assunto. Primeiramente, ao meu ver, somos todas feministas se estamos fazendo qualquer coisa que nos é de direito. Sair para trabalhar, ficar em casa cuidando da família, estudar, dirigir, ter uma opinião... Tudo isso faz parte de um protesto de dentro para fora, e não de fora para dentro. Não trabalhamos para provar que somos boas feministas. Não cuidamos da casa para clamar que somos excelentes mulheres. Fazemos tudo isso porque é nosso direito. Direito esse que muitas mulheres em outros países não possuem. Isso nos leva ao meu próximo ponto.

Algumas pessoas simplesmente não fazem ideia da falta de respeito para com as mulheres em outros países, culturas, religiões, etc. São mulheres que são estupradas mesmo andando pela rua apenas de burca; apenas com os olhos aparecendo. Mulheres que são obrigadas a casarem com pessoas que não conhecem. Mulheres que não podem fazer nada sem pedir permissão. São prisioneiras apenas por terem nascido mulher. E é nesse tipo de absurdo que eu acho que o feminismo deveria focar. 

Eu não sou de acordo com alguns protestos que as pessoas fazem debaixo da sombra do feminismo. É muito audacioso querer conceituar o feminismo, porque hoje em dia há muitas formas dele. Mas, de qualquer seja a forma, com algumas atividades eu discordo. Eu discordo por exemplo que a língua portuguesa seja machista. Se você, mulher, não pode ser chamada de aluno, o poeta também não deve se sentir feliz em ter sua profissão nomeada por uma palavra feminina, certo?! Nem o dentista, o massagista, o eletricista, etc. As palavras são femininas e masculinas, e isso pouco tem a ver com o sexo das pessoas. E acho que toda essa revolta contra a língua portuguesa pouco tem a ver com feminismo. Acho que é uma faceta dos diabos para desviarmos a nossa atenção do que realmente merece (mentira, não acredito em diabo, gente). Tampouco acredito que eu tenha que fazer uma coisa só porque os homens fazem. Acredito sim que devamos ter direitos iguais, mas isso não me obriga a ser igual. Não quero ser iguais aos homens e nem igual às mulheres. Quero ser eu. Quero ter o direito de me vestir, de falar, de fazer o que eu bem entender, dentro das leis (que não podem favorecer gênero, etnia, classe social e nem religião). Desta forma, acredito que essa coisa de que as mulheres são forçadas a terem o corpo perfeito, a se depilarem, ou a qualquer coisa do tipo é simplesmente uma boa perda de tempo. Ninguém é forçado a nada. A mídia só consegue impor o que as pessoas aceitam. Sanidade psicológica não é só efeito externo. As pessoas têm que saber lidar com o que as afetam. Se as mulheres na TV são sexualizadas e eu acho que isso não condiz com quem eu sou, simplesmente não serei igual. O que eu não posso é querer obrigar todas as mulheres a se dessexualizarem (inventei ou tá certo?). 

A questão do aborto, ao meu ver, é bem simples. Não é porque é o corpo da mulher, é a escolha dela. É porque simplesmente a ideia de "fecundou, é vida" não é verdade. Nem cientificamente, e nem logicamente. Se fosse assim, ninguém tomava a pílula do dia seguinte.  Acho que há de ter uma coerência. Se há sofrimento da parte do feto por ele já ter se formado, acho sim um absurdo. Ninguém merece sofrer nas mãos de outra pessoa; independente de qual for o motivo. Caso contrário, caso o feto ainda não seja formado o suficiente para sentir (terminações nervosas, vamos falar de ciência. Science, bitch!), não há razão lógica para que a mãe seja obrigada a manter uma gravidez indesejada, independente de quais sejam os motivos. Acredito sim que o pai da criança tem o direito de participar dessa decisão, se ele for arcar com o dever de cuidar da criança também. Enfim... essa história ainda é muito nova na minha cabeça. Nunca quis ter filhos e simplesmente me previno para não ter. Se algum dia o contraceptivo não funcionar, não sei o que eu faria. Não tem como eu saber. Ainda não consigo prever o futuro. Acontece que há meninas que não são instruídas como eu. E elas não podem pagar só porque "o aborto vai banalizar"; o que na verdade não é o que acontece em países que o aborto é legal (mesmo em comunidades com pouco acesso a informação, o número de pessoas abortando não aumentou; apenas o número de óbitos que diminuiu). Respeito quem acha que é errado. Mas se estamos vivendo numa democracia de país laico, o aborto deveria ser legal, sim. Mas se você acha que não, respeito a sua opinião, e não vou achar você uma pessoa pior por isso.  

Acho que misturei um pouco os assuntos, mas a conclusão de tudo, de acordo com a minha visão bem leiga sobre o assunto chamado "vida e seus milhões de problemas", é que o feminismo é muito mais do que reivindicar sobre a língua portuguesa e suas expressões. É muito mais do que recriminar mulher que gosta de ser mandada pelo marido/namorado, ou que prefere não se intitular feminista. Algumas preferem não serem chamadas disso exatamente pela falta de repeito para com a escolha das outras pessoas que algumas feministas demonstram. É muito mais do que simplesmente ter raiva do pau. Uma novidade: nem todos os homens estupram; nem todos os homens são filhos da puta (olha, uma expressão machista! ir pra casa do caralho também é algo ruim e nem por isso o caralho é ruim, gente); nem todos os homens devem ser sentimentais como você acha que eles devem ser. Mas eles podem, se quiserem. Homens devem ser da forma que quiserem, assim como você, mulher. Homens não podem infringir as leis (tal como estuprar), mas ainda assim alguns o fazem. Assim como mulheres também infringem leis o tempo inteiro; mas algumas não. Assim como muitas mulheres são chatas demais, enquanto outras não. Não dá pra tachar pelo gênero. Não sou igual a você. Não somos nem parecidos. Mas precisamos ter direitos iguais assim mesmo. Todos devem ter direitos iguais, mas isso não nos torna iguais uns aos outros. E fico muito feliz por isso, apesar dos pesares dessa verdade. 

Histórico desopilante

Dando uma passeada pelo histórico do blog, resolvi reler os arquivos dos meses que eu mais escrevi - devido ao fato de eu estar diminuindo a produção, - e vi um post meu sobre a análise de um filme que fiz como trabalho da faculdade. Para a minha surpresa, muitas pessoas leram a análise, comentaram, criticaram e até se xingaram no meio dos comentários. A coisa foi mais ou menos assim: Eu tinha que escrever a análise crítica de um filme muito bom para uma matéria da faculdade muito boa também. Porém, nunca fui boa aluna. Nunca gostei de escrever análises, porque eu sempre entendia tudo diferente do que era pra entender. Faço isso até hoje. A não ser que eu veja um filme por puro prazer; aí eu entendo tudo direitinho. Contudo, eu precisava escrever aquela maldita análise. Escrevi. Lembro que o professor não aprovou muito, mas era bem flexível comigo e me deu os pontos que eu precisava; mas somente depois de deixar claro que eu não havia entendido o filme. Assim mesmo, postei a análise aqui no blog. Eu gostava de postar trabalhos da faculdade porque, querendo ou não, era alguma produção escrita. Hoje, relendo, vi que era uma encheção de linguiça minha mesmo, cheio de erros de ortografia, sintaxe e pontuação, mas com algum sentido. No entanto, o mais importante foi o fato de tanta gente vir comentar. Tanta gente tipo umas dez. Pra mim isso já é muito. Isso quer dizer que pelo menos dez pessoas leram o que eu escrevi, mesmo que sendo uma pilha de baboseira. Independente de certo ou errado, muita gente me agradeceu pela análise. Uma pessoa em particular me explicou o que eu havia entendido errado e ainda me disse que mesmo assim adorou minha análise. Ou seja, gentilmente me consertou. Se importou. Eu havia esquecido como é sensacional receber feedback sobre o que eu escrevo; aqui, ou em conversas fora daqui. Um dos motivos de eu ter diminuído a produção foi a sensação de que não estava escrevendo pra ninguém. Se fosse pra ninguém ler, eu podia muito bem escrever só pra mim, e não publicar. Que é o que eu tenho feito. Mas ler esses comentários hilários hoje (provavelmente de graduandos desesperados porque não entenderam o filme, assim como eu), senti de novo o gostinho que é ter gente visitando o blog e mesmo não me conhecendo, se importando a ponto de deixar comentário malcriado para o anônimo que disse que eu não havia entendido nada do filme. Achei muito válida a interação. Já escrevi tanta besteira aqui... Já escrevi bastante coisa que fez sentido (pelo menos pra mim)... Algumas coisas que eu reli me fizeram ver o quanto eu mudei, e outras me fizeram ver o quanto eu mantive alguns pensamentos. Alguns pensamentos não tão inconstantes assim. Acho que a segunda melhor parte de escrever um blog é essa: o registro das suas ideias. A primeira, obviamente, é saber que as pessoas se identificaram e/ou odiaram. 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Como lidar?

Acho bem admirável quem sabe lidar bem com as coisas da vida. Uma façanha. Eu sempre tenho que processar tudo, num período longo e dramático. Como as pessoas superam ou se forçam a superar coisas que, para mim, leva anos. Se eu esqueço alguma coisa ruim que me aconteceu muito rapidamente, acabo com a sensação de que o que aconteceu não me foi importante; não me causou impacto. Eu preciso que as coisas que eu vivo me causem grande impacto. Inclusive as coisas ruins que, no final das contas, construíram quem sou hoje: um ser ainda em construção. Se eu deixo passar, esqueço, ou me esforço para superar rápido demais algum fato por ele ser doloroso, sinto não estar dando valor ao processo da minha vida. E isso é tanto prejudicial quanto benéfico. Ou quem sabe um mais do que o outro. As pessoas sabem "deixar pra lá" (ou, como disse anteriormente, se forçam a deixar) certas coisas da vida que de fato só permitem o retrocesso. O fato é que eu nunca sei distinguir quais momentos deixar para trás e quais não. Nem sei o momento de deixá-los para trás. Fico remoendo aquilo de forma que possa extrair todo e qualquer ensinamento quando, certas vezes, extraio somente tortura. Não sou uma pessoa que exala pesar; de forma alguma. Pelo menos hoje menos do que antes. Contudo sempre tento fazer durar, relembrar, remoer o que já passou ou deveria ter. Talvez para que eu não me esqueça e aprenda. Não temos de aprender com a vida? Deixar pra lá me parece abandonar parte a minha história. Até que, finalmente, eu abandono mesmo e vejo que já não era sem tempo. Seria bom mesmo saber quais fatos não farão tanta diferença assim sobre quem eu sou ou me tornarei. Mas não sei distinguir. E fico intrigada como as outras pessoas conseguem. Gostaria de aprender. Não fazer tanto drama. Que coisa esplêndida! Muito tempo não seria perdido. Mas será que é tempo perdido? Eu simplesmente não sei. É tudo tão relativo.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A long path full of bliss

A long path full of bliss
Even with the darkest duskness
No dimness forestalled the sunshine kiss

Whenever facing the abyss
Try and feel all the wind boldness
Otherwise, eventually, that you might miss

A tough journey of great joy
All and only yours to be fully lived
The life dream nobody else could ever destroy
Unless you have, through life, only and simply survived