terça-feira, 4 de novembro de 2014

Breve história de mim.

Quando mais nova escrevia em uns cadernos versos que copiava do caderno de outrem. Um pouco mais velha, porém não menos nova, escrevia versos meus; bregas que rimavam. Ninguém os lia. Continuei escrevendo os mesmos versos em ordens variadas e os dava para alguns lerem. Liam e riam. Eu não lia, era sem cultura. Lia livros da escola, não os entendia. Mas escrevia da mesma forma. Passaram poucos anos, agora sim mais velha e menos sem parâmetros, comecei a escrever um livro. Um livro muito ruim, mas na minha cabeça era ótimo. Mostrei para algumas pessoas que me importavam. Mas o meu livro à estas pessoas não muito importava como elas para mim. Mais um pouco no futuro comecei a escrever online. Neste mesmo blog. Dá para ver que do início para cá houve uma evolução. Não digo que melhora, digo evolução. Já na faculdade, autores consagrados me foram apresentados. Me apaixonei por alguns e inclusive dediquei meu trabalho de conclusão de curso a um deles. No caso era ela. Não me via nela, mas via que nela poderia haver qualquer um. Continuei a escrever o mesmo livro de outrora. Sim, acho que escrevo o mesmo livro há uns 10 anos ou talvez um pouco menos. O livro já mudou de forma, mas a ideia central permaneceu quase que intacta. Alguns se interessaram. Algumas pessoas começaram a ler inclusive as coisas malucas e um pouco burras que escrevi aqui neste diário online. Depois de um tempo mudaram os leitores. Perdi muitos e ganhei outros poucos de muita qualidade. O meu livro, ainda sem nascer, fica em construção até que atinja seus nove meses. Não quero que saia prematuro. Será meu primeiro filho e, sendo bem da minha personalidade, gostaria que fosse muito bem planejado. Ainda assim não tenho a atenção desejada aos que buscam tornar-se autores. Busco ainda a formação acadêmica que necessita para que eu seja levada a sério. Não que isso me pareça importante, mas meu livro merece isso. No por enquanto, vou lendo mais e outros autores maravilhosos. Muitos deles me fazem voltar ao tempo que escrevia versos bregas que rimavam e, quando dou por mim, vejo que tal labor me tomou desde criança, sem que eu ainda nem tivesse ideia do que isso significava.