quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Who am I?

I never am what I really am
I am what the time allows me to be
I take advantage of the moment and invent myself
But truly, I don`t even know what it is to be one and only

People constantly change but still are the same
I, for instance, am never equal as before
For I have never honestly defined
Who indeed am I

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

O inevitável

Poucas coisas na vida não dependem da gente. Na maioria das vezes, o que queremos pode ser conquistado, o que não queremos pode ser descartado, e quando não, muitas das vezes há uma explicação para não o termos feito. Acho que é por essa razão que passamos pela vida com esperança; quando senão muita, com um pontinho dela. Porém, há o inevitável. Há coisas que não estão sob nosso controle, que não dependem de nós. Nos momentos que somos surpreendidos pela nossa falta de controle para com certas coisas de nossa vida, fica muito mais difícil de entender, aceitar e superar. A única solução então é o tempo. E o tempo nem sempre cura, mas acalma as angústias. Em pouco tempo, algumas pessoas que conheci se foram. Num espaço curtíssimo de tempo, pessoas que não eram tão próximas de mim, mas que passaram pela minha vida, se foram. Mesmo que eu não tivesse proximidade relevante na vida dessas pessoas, a ausência delas me toca no sentido de que esse fato é o mais certamente inevitável. E nem por isso, nem com a certeza de que isso um dia vai acontecer com todos nós, nos sentimos confortáveis com ela, com a morte. Algumas pessoas são mais ou menos sensíveis a isso. Algumas pessoas são tocadas pela morte de pessoas que até não são próximas, outras pessoas só vão perceber que não sabem lidar com a morte quando alguém que elas amam se forem, mas o fato é que a maioria de nós, pelo menos uma vez durante a nossa vida, sentirá a dor, pequena ou enorme, de ver alguém partir para nunca mais voltar. De fato não há palavras que conforte quem está sofrendo a dor da ausência eterna de alguém que amava. Não fomos nós que escolhemos estar longe de tal pessoa, não foi tal pessoa que escolheu desaparecer de nossas vidas, foi o inevitável que nos arrancou tal pessoa. Ela tendo tido pequeno ou grande impacto em nós, não importa. O que importa é que sentimos que fugiu do nosso controle, que acabou, que não tem mais volta. E é nesse momento que começamos a nos questionar se não podíamos ter feito mais pela pessoa, se não deveríamos ter dito mais vezes que a amávamos, se não deveríamos ter dado mais atenção ou ter tido mais cuidado com ela. Mas nada disso importa, na verdade. Não importa o quanto nos dedicamos a alguém, não importa o quanto dizemos a alguém que nosso amor é grande todos os dias, tampouco importa se deixamos claro para esse alguém que ele foi muito importante... quando esse alguém se for, nada vai parecer ter sido suficiente. E aí só o tempo ajuda a acalmar. Mas acredito que mesmo que nada seja suficiente, devemos fazer quando nosso coração nos diz para fazer. E não importa se seremos mal-interpretados, e não importa se não seremos retribuídos. É pensando no hoje que devemos agir. É pensando no que sentimos e no quanto podemos nos doar que devemos tratar aqueles que amamos. Nunca será suficiente, mas será importante para a pessoa enquanto ela ainda estiver por aqui. E o sofrimento que vem depois da perda mostra o quanto alguém foi importante e isso de certa forma mantem a memória da pessoa honrada e viva. 

Em memória de Isabella Lima.