quarta-feira, 24 de abril de 2013

Às vezes nós queremos ser tantas coisas ao mesmo tempo que até esquecemos de quem realmente nós somos. Gastamos tanto tempo nos habilitando para sermos bons em tantas coisas que acabamos sem tempo de qualidade para sermos simplesmente felizes. A vontade de ter ao invés de ser é tanta que há quem diga que a felicidade é superestimada. Pensar no futuro se tornou tão necessário que o dia de hoje quase nem existe. Estamos sempre nos preparando para o que pode estar por vir, mas nunca estaremos preparados suficientemente. Nada é suficiente. Dizem que a vida é curta, mas acho que na verdade ela é longa demais. O problema é que nós corremos contra o tempo para sermos alguém na vida, e esquecemos que já nascemos alguém; o que nos falta é lapidação. Temos tantas metas a serem atingidas, e depois temos a morte como recompensa. Um descanso. Uma vida só não nos é suficiente, e ainda assim ela é cansativa demais para que haja uma outra vida; uma segunda chance. Durante a vida, somos e queremos ser pelo menos umas vinte pessoas diferentes... tudo em busca de satisfação pessoal. Renegar quem se é se tornou muito frequente, porque buscamos a aprovação dos outros quase que constantemente. É muito difícil distinguir o que realmente queremos do que os outros nos fizeram achar que queremos. Queremos ser tanto, e esquecemos de quem já somos.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Like a bullet into flesh

Like a bullet into flesh
    is this tainted stare of yours
    scattering my mind like shards of mirror
    and all I want is to be wounded by your grip
    as each piece was reattached in this painful reconstruction
    as if you were creating your own creepy monster
    your reflection through the windows of my soul
    melts every inch of sanity I had left
    turning me into a anti-light being
    into your darksome underworld


Aline F. Thosi e Victor F. Miranda