domingo, 27 de janeiro de 2013

Quanto vale o real?

Parece que nada é real. De tempos em tempos tenho certeza de que tudo é uma grande imaginação. Não sei até hoje se a vida é vida mesmo, ou apenas um sonho do qual você acorda quando morre. Você acha que sente uma coisa, mas depois não sente mais. Você acha que é uma pessoa, e depois vê que é outra. Você acha que não consegue suportar, mas você vai lá e suporta. Você acha que sabe de alguma coisa, e alguém te prova que você não sabia de nada. E nem ela. Nada do que você tem certeza, é certeza para sempre. O que fazer? Não acreditar em nada? Ser descrente do mundo e da vida? Ou acreditar em tudo mesmo sabendo que esse tudo é irreal? Acho que não importa se é sonho, pesadelo, esquizofrenia... É tudo real o que você vive, mesmo que seja uma realidade paralela dentro da sua cabeça. Mesmo que um minuto depois o que você vive já tenha mudado. Vivemos muito tempo, e quando vemos, não foi tempo nenhum. Passar esse tempo todo, esse pouco tempo, esse tempo nenhum, sem saber quem você é, ou o que o mundo é, ou o que é verdade ou mentira, é simplesmente natural. O que você vive, imagina, sonha, cria, isso tudo é muito real, mesmo que não seja. Não importa se é só para você. É por isso que o amor não precisa ser recíproco para existir. Se você cria ele dentro de você, ele não depende de mais ninguém para ser real. Assim como todas as outras coisas da vida. Principalmente as abstratas. São as mais delicadas, as mais fantásticas, no duplo sentido da palavra. As concretas são as distrações. A gente se distrai com dinheiro, computador, casa, carro, e as abstratas vão passando em branco para algumas pessoas. Talvez seja um grande labirinto. Mas não existe saída. Ou a saída seja a morte. Ou a saída seja explorar o labirinto bastante antes de sair dele. Mas ninguém sabe se o labirinto existe, se existe um fim. Nada é real, mas você torna real no momento em que vive, ou imagina viver. 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Rainy lullaby

The water came down from the sky
Washing away the darkness inside
Watering my heart once dry
And my soul just sighed
Just the rain and I
Hanging outside


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

It's only sweet enough when I dream about you.

His voice is so familiar. I've heard it a thousand times in my head. It's the sweetest sound coming from far away. There's just something about the way he says my name, I couldn't put down in words. And there are those eyes, too. As the bluest sky of a summer day. So warm. His warmth coming from a cold place embracing me. And his smile brights up the blackout nights. Even those nights when I can't see it. I can just picture it. But my favorite thing about him is his laughter. Contagious. I bet his cough candies aren't as sweet as the sound of his laughter. He's got passion, and that makes him really special. Unique, if you will. I guess you never expect someone that strong to be so kind. And inspite of all the distance, I feel him close. Like a great friend life has given me. And sorry I was when I didn't know to appreciate this gift. I guess I was too young to realize all the things I'm able to realize now. It's never too late to start over. All in all, I just wish he knew that when he says "Sweet dreams", all I can think is "it's only sweet enough when I dream about you".

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Novidades sobre Dona Helena.

Estou aqui para compartilhar com vocês que gostam de ler o meu blog como anda o processo de escrever meu livro. O começo foi a parte mais difícil de todas. Primeiro porque a primeira parte é uma das que precisam ficar mais interessantes. Caso não fique, o leitor raramente continuará com a leitura. Segundo porque é como se fosse construir uma casa. Começar do zero é mais difícil do que quando você já tem pelo menos a carcaça concluída, porque aos poucos você vai vendo sua casa tomando forma e isso vai te inspirando. Agora que já tenho uma boa visão concreta do livro, as coisas estão fluindo com mais facilidade. Escrevo todos os dias, mas nem sempre o que eu escrevo de fato fica no livro. Já escrevi 50 páginas. Pretendo escrever por volta de 150 páginas. Não será um livro muito grande por vários motivos. Então, concluí um terço do que pretendo escrever, e isso me deu uma sensação de missão cumprida. Eu sempre escrevo e reescrevo muitas vezes até ficar exatamente como eu quero, e isso toma algum tempo. Mas o resultado final compensa todo o trabalho. A segunda parte da história começa a ficar bem tensa, então com certeza eu também ficarei bem tensa por esses dias. (Watch out!). Eu sempre absorvo a carga emocional  do personagem principal dependendo do que está acontecendo na história. O narrador é o personagem principal, e o que quer que ele esteja sentindo, eu sinto também. Ou seja, ao final do livro estarei frequentando sessões de terapia. Então é basicamente isso. Estou bem empolgada por ter achado um caminho para o livro e por esse caminho estar dando certo. Não vejo a hora de lançar para que vocês possam ler. Abraços para quem sempre está por aqui. Torçam por mim. 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

FAQ - Tirando as dúvidas.

Algumas pessoas perguntam certas coisas sobre o blog, e algumas perguntas são frequentes. Resolvi então compilar todas as respostas em um post para facilitar a vida de quem se interessa pelo meu blog e pelos meus textos. Quase que um FAQ (frequently asked questions)

1 - Criei o blog com a intenção de organizar meus pensamentos. Como o nome já diz, tenho pensamentos inconstantes, e essa inconstância é eterna. Gosto de escrever para organizar tudo, e de tempos em tempos reler para ter certeza que aprendi alguma coisa com esses meus pensamentos ou não. Quando não escrevo fico com esses pensamentos batendo nas paredes do meu cérebro e não consigo pensar em mais nada. O blog é quase que um exorcismo dessa perturbação quase que diária.

2 - Nem sempre escrevo as coisas que estou de fato sentindo. Alguns dos meus contos e poemas podem ser simplesmente invenção da minha cabeça. Aquela coisa de não confundir autor com eu-lírico ou narrador e personagem, que seja. Mas a maioria das prosas, se não todas, é reflexo do que eu sou/penso.

3 - Não tenho a mínima intenção de ser reconhecida como "bloggeira", não estou a procura de reconhecimento na internet, e nem quero ficar famosa pelo meu blog. O que eu gostaria muito, é que muitas pessoas lessem pelo simples fato de conhecerem minhas ideias, compartilharem as ideias delas, e que se identifiquem com o que estão lendo (concordando ou não com o que eu escrevo). Com isso, com esse ganho de leitores, talvez eu possa ser reconhecida pelo meu trabalho, meu projeto que está sendo encaminhado, meu romance chamado Dona Helena. 

4 - Não tenho um cronograma para escrever. Escrevo quando tenho tempo e/ou inspiração. Algumas vezes não tenho nenhum dos dois, mas sim uma necessidade enorme em colocar para fora tudo que me perturba. 

5 - Escrevo muito em Inglês primeiramente porque gosto muito da língua inglesa, e ela faz parte de toda a minha vida. Sou professora de Inglês e estudo muito literatura norte-americana e literatura inglesa na faculdade. Aconselho a todos que façam o mesmo. Além do mais, acho que a maioria sabe que a sonoridade da língua inglesa torna a coisa muito mais fácil. Mas tento de tempos em tempos escrever coisas na minha própria língua para que meus leitores que não sabem Inglês possam entender meus textos. 

6 - Sim, adoro quando comentam os textos. E sim, fico um pouco triste quando não recebo nenhum comentário. A interação que escrever em um blog me permite ter é muito boa, e com isso, sinto-me muito mais preenchida quando acontece. Portanto, sempre que quiserem compartilhar alguma ideia, sintam-se convidados. 

7 - Aceito participações. Assim como alguns amigos já fizeram, qualquer pessoa pode mandar seus textos, suas ideias, para serem compartilhadas aqui no meu blog. Ele é um espaço para o incentivo do pensamento e da reflexão sobre as coisas da vida. Também escrevo em parceria, caso a forma de escrita seja parecida. 

8 - Não estou deixando o blog de lado. Como mencionei mais acima, estou com um projeto paralelo que pretendo finalizar ainda esse mês. Portanto, o foco será mais no livro do que no blog. Mas, sempre que puder, estarei aqui atualizando. 


Caso alguém tenha mais alguma curiosidade que não tenha me perguntado antes, pode deixar nos comentários ou enviar por email. 

E-mail: alinethosi89@gmail.com
Twitter: @alinethosi

Abraços.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Which way to go?

Sometimes you just get so much on your mind you can`t even put it into words. But you try anyways. You`ve got your whole past away, your whole future ahead, and the present as a meanwhile. Your present is just a meanwhile. And it`s always present. And meanwhile, you try to get by. That`s what you do with your life. You can`t figure out how to do it right, but you do it anyways. There`s just so much on your mind, on your plans, on your dreams, you can`t even stand it. `Cause you know half of them won`t happen. Most of the things on your mind are just things on your mind. Reality is a different road. Once you hit that road, there is no turning back. Once you taste the bitterness of reality, I bet you won`t be able to drink another ounce of your former sweet lie. But how am I supposed to decide which way to go? Hopeless sweet hope, or hopeless bitter realism? Which of them is less painful? `Cause I guess none of them are worth it. But them both sure sound appealing. `Cause when you just have nothing, you grab that nothingness and keep on moving. Well, I guess in the end you have to choose the one that fulfills you most. Either way will take you somewhere. But you definitely should know where the path ends.