quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Escrever sobre não escrever.

Já faz um tempo que não consigo escrever. Já escrevi sobre isso aqui. E volto a escrever sobre não conseguir escrever. Nem aqui, nem no meu livro, nem em outro lugar qualquer. Mentira. Escrevi uma coisa ou outra no confidencial. Parece que depois que saí da faculdade perdi um pouco da inspiração. Ou o saco. Ou talvez eu já não tenha mais o que dizer aos outros, só a mim mesma, e por isso escrevo só para que eu leia. Fico batendo nas teclas do laptop a fim de esboçar alguma coisa, mas só sai esboço e nunca arte final. Nem o esboço pode ser considerado esboço; seria muito elogio ao que venho tentando escrever ao público. Acho que, na maioria das vezes, acho tudo muito ultrapassado, batido, old news. Venho me sentindo old news. Tanto eu quanto minhas palavras. Acho que me deparei com a sensação de que o que eu escrevo não é muito interessante. Tudo que eu digo todo mundo já sabe, já ouviu, já pensou. O problema é que antes eu gostava dessa similaridade. Gostava de escrever e saber que muitos pensam da mesma forma. Mas hoje em dia, não sei... acho que hoje em dia há uma grande obrigação de ser inovador, diferente, brilhante. Quanta pressão! Não acho que esperem isso de mim - não acho que esperem nada de mim-,  mas acho que esperam isso das pessoas de uma forma geral. Anda tudo tão rápido que sinto que tudo o que eu digo já foi dito milhões de vezes e milhões de vezes mais interessante do que como eu digo. A falta de inspiração e falta de interesse em minhas próprias palavras me fazem ficar cada dia mais distante disso tudo. Tenho amigos que escrevem sem parar. Mesmo quando há bloqueio, eles escrevem. Já fui assim. Já disse, por exemplo, "é só sentar e escrever". Mordi a língua e vejo que não é tão simples assim. Já foi, um dia... Hoje, pra mim, já é muito mais complexo abrir uma página e começar uma nova prosa ou uma nova poesia. Falar sobre o quê? Falar por quê? Pra quê? Ando admirando muito mais o silêncio. Ando preferindo ler os outros do que que os outros me leiam. Acho que é basicamente isso. Vim aqui me forçar a escrever mesmo sem ter sobre o que escrever. Missão cumprida. 

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Fragmentos

O dia em que você não consegue dormir, e não consegue pensar em nada enquanto não dorme. Ao mesmo tempo muitas coisas passam pela sua cabeça; muitos fragmentos. São pedaços que você tenta encaixar, mas que não fariam sentido algum se assim você o fizesse. A forma quebrada e torta, desencaixada, sempre me pareceu ter mais profundidade. Porque o que há no completo, senão a falta de objetivos? Se tudo se encaixa, não se tem mais por onde procurar por nós mesmos. É o fim da linha. 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

A thousand smiles.

The alarm clock is my dream ending
The morning air feels like a cold zephyr
The quick shower giving me a lateness feeling
The hot sugary coffee works just as a wake up call
The walk to work is a mad sequence of hasty footsteps
The same old picture of routine is hanging on my office wall
Nonetheless, I walk by a thousand smiles each day
And they make me cherish the whole way



quinta-feira, 1 de agosto de 2013

The path, the stage and the audience.

Life is a risk you take daily. You may fall often. You can either get up and dust yourself off, or you may never upheave again. It's a bumpy path and nobody gives a tiny rat's ass about the path you should go through. You just have to drive and never look back. Sometimes moving forward means backwards, too. And that's certainly not easy to do. I myself try to stay put more often than not, but things keep moving, no matter where we go. And they move fast. Time never stops for us to mourn or bitch about how harsh life is on us. We must grouse on the inside and don't give a fuck on the outside. Maybe, what we call "life" is merely a stage where you act out who you would like to be, but, suddenly, you miss some lines and get out of character; when it happens, who are the ones who leave the room before the end of the play? 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Upon my mother's sickness

I've been in a friendship for a long time
But this fellow has been killing one of mine
Though it has comfort me through many climes
It is against that friendship I now write these few lines

I am attached to this long-term warm friendship
And I confess my eyes started to drip
Loving it is a fact of matter
But I do love her better

For her, I've been strong
For her, I never give things up
But now, for her I'll become a quitter
I'll quit my fellow addiction
And start a new mission

quarta-feira, 22 de maio de 2013

A toda.

A transitoriedade da vida um pouco me irrita. Dar atenção à alguma coisa ou a alguém que em pouco tempo - mesmo que esse tempo lhe pareça distante - vai desaparecer em meio de tudo, soa como uma inevitável perda de tempo. Daí nos dizem que tudo isso faz parte da nossa trajetória, e que tudo isso é muito importante. Até o dia que alguém voltar da morte me dizendo que realmente os dias não foram perdidos, estarei com um pé atrás. A causa é a importância e a consequência são as rugas. A quem diga que as rugas refletem sabedoria. Eu busco pelas rugas apenas por saber que quando chegarem me trarão mais tempo para o ócio. São coisas, pessoas, momentos tão irrisórios que às vezes me pergunto o que raios nós estamos fazendo por aqui. Há, obviamente, as exceções. Até que elas virem a regra. Me parece apenas questão de tempo.Ou apenas sou eu, tentando me formar na faculdade depois de um dia exaustivo de trabalho, e de saco cheio da porra toda. 

terça-feira, 14 de maio de 2013

Fuel and fire

You give me nothing
You have nothing to give
You cannot lend me your love
You do not have much left of it

You cannot give me commitment
You do not seem to even bear the idea
You cannot give me your tender love words
None of them would mean a thing to me and heart
Because if you said them you would not mean at all

You give me nothing I would demand
But you do give me so!
You give me ground
And fine time
Many times

You give me thy eyes
And they say so much to me
And they mean a lot more than I hear

You give me everything!
You give me care
And you do care!
You `give me fuel, give me fire`
What else could I possibly desire?

You give me everything and nay more
You give me all I could ever wish for

domingo, 12 de maio de 2013

Mais um parágrafo de Dona Helena.


Pergunto-me constantemente, mas não encontro a resposta dentro de mim ou no mundo fora de mim: mais pungente a dor de nunca ter tido um grande amor, ou muito pior tê-lo e perdê-lo? Não existe um meio termo entre razão e emoção? Acho que podemos escolher. Talvez essa seja a grande questão da vida. Podemos tudo. Qualquer coisa que quisermos. Mas tudo vem com um preço. Um custo que talvez até possamos pagar. Mas será prudente? Sempre fui tão prudente. Não desta vez. Paguei para ver. E vi com meus olhos, vi com minha alma, vi com minha pele através da dor que senti nela. Não se deixe enganar. A história começa doce, excitante, mas quase nada é o que parece ser. Essa não é uma história de amor. Essa é a minha história. 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Cold heartless symphony.

Suddenly my constant assuredness I start to lose
And my tears start to seem like knives
My eyes those tears can bruise
Whilst my fear revives

I fear no longer having you
And I hadn`t actually feared for a while
It makes me feel like your head I should hew
And from thee I would never again have to see a smile

quinta-feira, 9 de maio de 2013

How soon is now?



I am the son
And the heir
Of a shyness that is criminally vulgar
I am the son and heir
Of nothing in particular

You shut your mouth
How can you say
I go about things the wrong way ?
I am human and i need to be loved
Just like everybody else does

I am the son
And the heir
Of a shyness that is criminally vulgar
I am the son and heir
Oh, of nothing in particular

You shut your mouth
How can you say
I go about things the wrong way ?
I am human and i need to be loved
Just like everybody else does

There's a club, if you'd like to go
You could meet somebody who really loves you
So you go, and you stand on your own
And you leave on your own
And you go home, and you cry
And you want to die

When you say it's gonna happen "now"
Well, when exactly do you mean ?
See, i've already waited too long
And all my hope is gone

You shut your mouth
How can you say
I go about things the wrong way ?
I am human and i need to be loved
Just like everybody else does

As a matter of fact

As a matter of fact, I don`t feel that way. I don`t feel my life has fulfilled my needs. Inspite of all the things I have achieved, I might as well have just lived a lie. All my love affairs, most of my friendship... maybe I have  just been living a lie. I`ve always tried to convince myself my life is that great. It isn`t, in fact. I`m just a frustrated person. Just like you. I haven`t accomplished so many things. I have accomplished a lot. But only those things we do to cover the emptiness we feel inside. Do you know what I mean? Have you ever felt this way? When I call someone in the middle of the night and they just do not pick up the phone, or even when I think I had people and then I find myself with nobody around... I do have people. Family, friends. But, have you ever felt you had all of that, but you haven`t really had it? You know you only have your own inspite of all the help you get? You are just a lie. Just a story to tell your friends. That`s what you are. A funny story. And they laugh. And, when you`re gone, that`s what you`re gonna be: just a story, a memory. As a matter of fact, I don`t feel that loved, inspite of all the love people give me. I feel it is so unsure, so temporary... And I want to cry when I feel that way. But I do not have tears in my eyes.  I feel very unsure, insecure, imcomplete. No matter what. And that`s my weakness. I`m not a robot. As a matter of fact, "I am human and I need to be loved, just like everybody else does."

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Dona Helena - Primeiro parágrafo


Esta era para ser uma história de amor. Mas não é. Histórias de amor acabam no momento em que tudo está perfeito; no momento em que tudo se encaixa e se completa. “E eles viveram felizes para sempre”. Na vida real, por outro lado, o tempo continua a correr. As pessoas mostram seus defeitos e suas fraquezas; as pessoas erram; as pessoas te machucam; as pessoas te decepcionam. As pessoas matam a sua inocência. Somos, muitas vezes, acorrentados a um cenário que não nos agrada, mas temos que aprender a lidar com ele se quisermos sobreviver. Os anos passam, a idade aumenta, e aumentam também os problemas que habitar nesse mundo nos traz. Depois do final feliz, vivemos o resto de nossos dias; vivemos a realidade. As histórias de amor normalmente param no final feliz. Mas a vida é transitória. Até a hora de nossa morte, tudo muda a cada segundo. 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Às vezes nós queremos ser tantas coisas ao mesmo tempo que até esquecemos de quem realmente nós somos. Gastamos tanto tempo nos habilitando para sermos bons em tantas coisas que acabamos sem tempo de qualidade para sermos simplesmente felizes. A vontade de ter ao invés de ser é tanta que há quem diga que a felicidade é superestimada. Pensar no futuro se tornou tão necessário que o dia de hoje quase nem existe. Estamos sempre nos preparando para o que pode estar por vir, mas nunca estaremos preparados suficientemente. Nada é suficiente. Dizem que a vida é curta, mas acho que na verdade ela é longa demais. O problema é que nós corremos contra o tempo para sermos alguém na vida, e esquecemos que já nascemos alguém; o que nos falta é lapidação. Temos tantas metas a serem atingidas, e depois temos a morte como recompensa. Um descanso. Uma vida só não nos é suficiente, e ainda assim ela é cansativa demais para que haja uma outra vida; uma segunda chance. Durante a vida, somos e queremos ser pelo menos umas vinte pessoas diferentes... tudo em busca de satisfação pessoal. Renegar quem se é se tornou muito frequente, porque buscamos a aprovação dos outros quase que constantemente. É muito difícil distinguir o que realmente queremos do que os outros nos fizeram achar que queremos. Queremos ser tanto, e esquecemos de quem já somos.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Like a bullet into flesh

Like a bullet into flesh
    is this tainted stare of yours
    scattering my mind like shards of mirror
    and all I want is to be wounded by your grip
    as each piece was reattached in this painful reconstruction
    as if you were creating your own creepy monster
    your reflection through the windows of my soul
    melts every inch of sanity I had left
    turning me into a anti-light being
    into your darksome underworld


Aline F. Thosi e Victor F. Miranda

quinta-feira, 21 de março de 2013

Enquanto isso...

Quero registrar aqui a minha frustração. Todo dia entro pra escrever qualquer coisa, e não sai nada. Preciso de uma inspiração que me faça querer perder meu tempo escrevendo sobre ela.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Once again, I try to write, but nothing seems ... valuable.

segunda-feira, 4 de março de 2013

The end of the word.

I have reached a stage in which I find the things I write really silly, irracional, unclever and poor. That`s why I don`t even bother trying anymore.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

É aniversário dela.

Mãe, não estou aqui pra te fazer chorar. Então não chore com esse texto (sério). É pra te fazer sorrir. 

Estou aqui para dedicar alguns minutos do meu dia para homenagear uma pessoa que dedicou toda a sua vida às suas filhas e neta. Ela nos criou sozinha e sem reclamar de nada. Pelo contrário. Ela sempre diz que nós somos a razão por ela acordar todos os dias e levantar da cama com vontade de fazer alguma coisa. Estamos aqui falando de uma pessoa que adora uma briga, porque tem muita garra nas veias; porque a vida lhe ensinou que é preciso. Mas ela, mesmo assim, está sempre de bom humor, e está sempre disposta a fazer qualquer coisa por nós. Ela quem me incentivou a terminar os estudos, . estudar inglês, terminar minha faculdade. Se não fosse por ela, não teria construído minha vida e minha carreira. Ela me apoia até quando sabe que eu vou me dar mal, porque ela controla a "mãezice" dela e deixa eu aprender com meus próprios erros; mas nunca sai do meu lado. Ela é um dos motivos por eu não querer ser mãe também; porque toda vez que eu ligo pro seu celular e ela não atende, eu fico com o coração na mão achando que alguma coisa aconteceu. Imagina só ter mais uma pessoa a quem amar dessa forma...eu provavelmente não aguentaria. E essa pessoa está completando mais um ano de vida, o que quer dizer mais um ano de felicidade para mim. Espero poder proporcionar a ela pelo menos um terço dessa felicidade e desse orgulho todo. Espero que ela viva pra sempre também. Então mãe, faz o favor de se cuidar! E desejo tudo que você deseja para mim, porque sei que você só quer o que há de melhor para mim, e é exatamente isso que eu quero para você. E se você tiver chorando agora para com essa porra! Não foi pra isso que eu escrevi o texto. Te amo. 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Mais uma vez Ilha Grande.

Nunca posso deixar uma viagem para Ilha Grande passar em braco. Sempre preciso escrever alguma coisa sobre. Apesar de sempre escrever sobre, nunca consigo explicar exatamente o que é passar alguns dias lá; mas posso tentar. Começa pelo fato de que estar lá é querer não estar em nenhum outro lugar do mundo. É ter a sensação de que ficaria ali, naquela praia, com aquelas pessoas, pelo resto dos seus dias. É fazer amigos sem precisar se esforçar para que isso aconteça, e sentir que esses amigos novos vão estar sempre com a gente; mesmo que apenas na nossa história. É reunir seus amigos antigos e poder passar o dia com e a noite com eles. É ouvir música boa quase que o dia inteiro, e quando o dia acaba você tem a música das ondas batendo como um intervalo. É fazer refeições olhando para o mar, com os pés na areia,  com o ventinho fresquinho batendo no rosto. É acordar sendo expulso da barraca pelo sol, como se ele te obrigasse a acordar e ser feliz; e curtir tudo desde o início até o fim do dia. Ir para Praia de Palmas é só fazer as coisas que você quer, na hora que você quiser, da forma que achar melhor. É tomar um banho muito gelado e se sentir renovado. É tomar banho de mar a noite, correr até o píer sem motivo algum, ir dormir a hora que quiser, descansar de tarde deitado na areia, embaixo da sombra de uma árvore, e passar a noite olhando para o céu mais cheio de estrelas que já se viu. Conviver com pouquíssimas preocupações, tais como: "tomo banho ou almoço primeiro?", "descanso pra de noite ou fico aqui bebendo?", "como um PF ou faço um macarrão?". Há também os que fazem trilhas e conhecem novos lugares, e os que preferem apenas ficar ali olhando para toda aquela coisa surreal. Aquele conjunto de pessoas bonitas e divertidas, brincando, bebendo, pescando... Um quadro vivo com uma paisagem única. É ir para o mesmo lugar por mais de 11 anos, e ainda assim se surpreender e querer voltar. Mas minha descrição nunca será fiel ao que realmente é. 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Inner winter.

You spend your whole life wishing someone would feel extremely excited about your presence. You wish you made someone smile when just because you entered the room. Someone who would write you beautiful lines, and would describe you much better than you actually are. Somebody who would love all of your flaws, and think nobody else have the qualities you have. A person to laugh at all your stupid jokes and appreciate your awkward silence. You wait for that your entire existance. You wait for the one who will love every inch of you, and who swears he/she couldn`t possibly imagine the world being a better place without you. Someone who would never leave. And, of course, you wish you felt this exact same way about this person. But no lines were written, no "thank you" was given, and you just try to survive to your inner winter.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Our daily cakes.

We all hope and wish for the same things. To find a good job, to have a nice house, to find love. We all look for happiness in certain specific things. But some people get so caught up looking for happiness that when they actually find it, they can`t recognize it. Because, as far as I`m concerned, happiness doesn`t come all together at once. You should find the pieces and work with them. I always like to compare happiness with cake. You can have all the correct ingredients and wait the exact amount of time you should, but if you don`t do it with love and care, the cake will be all ruined. You should enjoy all the cooking process, lick the spoon, and have fun. Happiness is not all about what you have in the end. We should find happiness in a daily basis. Otherwise, our cake won`t taste as good as we expected it would at the end of the process.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Quanto vale o real?

Parece que nada é real. De tempos em tempos tenho certeza de que tudo é uma grande imaginação. Não sei até hoje se a vida é vida mesmo, ou apenas um sonho do qual você acorda quando morre. Você acha que sente uma coisa, mas depois não sente mais. Você acha que é uma pessoa, e depois vê que é outra. Você acha que não consegue suportar, mas você vai lá e suporta. Você acha que sabe de alguma coisa, e alguém te prova que você não sabia de nada. E nem ela. Nada do que você tem certeza, é certeza para sempre. O que fazer? Não acreditar em nada? Ser descrente do mundo e da vida? Ou acreditar em tudo mesmo sabendo que esse tudo é irreal? Acho que não importa se é sonho, pesadelo, esquizofrenia... É tudo real o que você vive, mesmo que seja uma realidade paralela dentro da sua cabeça. Mesmo que um minuto depois o que você vive já tenha mudado. Vivemos muito tempo, e quando vemos, não foi tempo nenhum. Passar esse tempo todo, esse pouco tempo, esse tempo nenhum, sem saber quem você é, ou o que o mundo é, ou o que é verdade ou mentira, é simplesmente natural. O que você vive, imagina, sonha, cria, isso tudo é muito real, mesmo que não seja. Não importa se é só para você. É por isso que o amor não precisa ser recíproco para existir. Se você cria ele dentro de você, ele não depende de mais ninguém para ser real. Assim como todas as outras coisas da vida. Principalmente as abstratas. São as mais delicadas, as mais fantásticas, no duplo sentido da palavra. As concretas são as distrações. A gente se distrai com dinheiro, computador, casa, carro, e as abstratas vão passando em branco para algumas pessoas. Talvez seja um grande labirinto. Mas não existe saída. Ou a saída seja a morte. Ou a saída seja explorar o labirinto bastante antes de sair dele. Mas ninguém sabe se o labirinto existe, se existe um fim. Nada é real, mas você torna real no momento em que vive, ou imagina viver. 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Rainy lullaby

The water came down from the sky
Washing away the darkness inside
Watering my heart once dry
And my soul just sighed
Just the rain and I
Hanging outside


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

It's only sweet enough when I dream about you.

His voice is so familiar. I've heard it a thousand times in my head. It's the sweetest sound coming from far away. There's just something about the way he says my name, I couldn't put down in words. And there are those eyes, too. As the bluest sky of a summer day. So warm. His warmth coming from a cold place embracing me. And his smile brights up the blackout nights. Even those nights when I can't see it. I can just picture it. But my favorite thing about him is his laughter. Contagious. I bet his cough candies aren't as sweet as the sound of his laughter. He's got passion, and that makes him really special. Unique, if you will. I guess you never expect someone that strong to be so kind. And inspite of all the distance, I feel him close. Like a great friend life has given me. And sorry I was when I didn't know to appreciate this gift. I guess I was too young to realize all the things I'm able to realize now. It's never too late to start over. All in all, I just wish he knew that when he says "Sweet dreams", all I can think is "it's only sweet enough when I dream about you".

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Novidades sobre Dona Helena.

Estou aqui para compartilhar com vocês que gostam de ler o meu blog como anda o processo de escrever meu livro. O começo foi a parte mais difícil de todas. Primeiro porque a primeira parte é uma das que precisam ficar mais interessantes. Caso não fique, o leitor raramente continuará com a leitura. Segundo porque é como se fosse construir uma casa. Começar do zero é mais difícil do que quando você já tem pelo menos a carcaça concluída, porque aos poucos você vai vendo sua casa tomando forma e isso vai te inspirando. Agora que já tenho uma boa visão concreta do livro, as coisas estão fluindo com mais facilidade. Escrevo todos os dias, mas nem sempre o que eu escrevo de fato fica no livro. Já escrevi 50 páginas. Pretendo escrever por volta de 150 páginas. Não será um livro muito grande por vários motivos. Então, concluí um terço do que pretendo escrever, e isso me deu uma sensação de missão cumprida. Eu sempre escrevo e reescrevo muitas vezes até ficar exatamente como eu quero, e isso toma algum tempo. Mas o resultado final compensa todo o trabalho. A segunda parte da história começa a ficar bem tensa, então com certeza eu também ficarei bem tensa por esses dias. (Watch out!). Eu sempre absorvo a carga emocional  do personagem principal dependendo do que está acontecendo na história. O narrador é o personagem principal, e o que quer que ele esteja sentindo, eu sinto também. Ou seja, ao final do livro estarei frequentando sessões de terapia. Então é basicamente isso. Estou bem empolgada por ter achado um caminho para o livro e por esse caminho estar dando certo. Não vejo a hora de lançar para que vocês possam ler. Abraços para quem sempre está por aqui. Torçam por mim. 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

FAQ - Tirando as dúvidas.

Algumas pessoas perguntam certas coisas sobre o blog, e algumas perguntas são frequentes. Resolvi então compilar todas as respostas em um post para facilitar a vida de quem se interessa pelo meu blog e pelos meus textos. Quase que um FAQ (frequently asked questions)

1 - Criei o blog com a intenção de organizar meus pensamentos. Como o nome já diz, tenho pensamentos inconstantes, e essa inconstância é eterna. Gosto de escrever para organizar tudo, e de tempos em tempos reler para ter certeza que aprendi alguma coisa com esses meus pensamentos ou não. Quando não escrevo fico com esses pensamentos batendo nas paredes do meu cérebro e não consigo pensar em mais nada. O blog é quase que um exorcismo dessa perturbação quase que diária.

2 - Nem sempre escrevo as coisas que estou de fato sentindo. Alguns dos meus contos e poemas podem ser simplesmente invenção da minha cabeça. Aquela coisa de não confundir autor com eu-lírico ou narrador e personagem, que seja. Mas a maioria das prosas, se não todas, é reflexo do que eu sou/penso.

3 - Não tenho a mínima intenção de ser reconhecida como "bloggeira", não estou a procura de reconhecimento na internet, e nem quero ficar famosa pelo meu blog. O que eu gostaria muito, é que muitas pessoas lessem pelo simples fato de conhecerem minhas ideias, compartilharem as ideias delas, e que se identifiquem com o que estão lendo (concordando ou não com o que eu escrevo). Com isso, com esse ganho de leitores, talvez eu possa ser reconhecida pelo meu trabalho, meu projeto que está sendo encaminhado, meu romance chamado Dona Helena. 

4 - Não tenho um cronograma para escrever. Escrevo quando tenho tempo e/ou inspiração. Algumas vezes não tenho nenhum dos dois, mas sim uma necessidade enorme em colocar para fora tudo que me perturba. 

5 - Escrevo muito em Inglês primeiramente porque gosto muito da língua inglesa, e ela faz parte de toda a minha vida. Sou professora de Inglês e estudo muito literatura norte-americana e literatura inglesa na faculdade. Aconselho a todos que façam o mesmo. Além do mais, acho que a maioria sabe que a sonoridade da língua inglesa torna a coisa muito mais fácil. Mas tento de tempos em tempos escrever coisas na minha própria língua para que meus leitores que não sabem Inglês possam entender meus textos. 

6 - Sim, adoro quando comentam os textos. E sim, fico um pouco triste quando não recebo nenhum comentário. A interação que escrever em um blog me permite ter é muito boa, e com isso, sinto-me muito mais preenchida quando acontece. Portanto, sempre que quiserem compartilhar alguma ideia, sintam-se convidados. 

7 - Aceito participações. Assim como alguns amigos já fizeram, qualquer pessoa pode mandar seus textos, suas ideias, para serem compartilhadas aqui no meu blog. Ele é um espaço para o incentivo do pensamento e da reflexão sobre as coisas da vida. Também escrevo em parceria, caso a forma de escrita seja parecida. 

8 - Não estou deixando o blog de lado. Como mencionei mais acima, estou com um projeto paralelo que pretendo finalizar ainda esse mês. Portanto, o foco será mais no livro do que no blog. Mas, sempre que puder, estarei aqui atualizando. 


Caso alguém tenha mais alguma curiosidade que não tenha me perguntado antes, pode deixar nos comentários ou enviar por email. 

E-mail: alinethosi89@gmail.com
Twitter: @alinethosi

Abraços.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Which way to go?

Sometimes you just get so much on your mind you can`t even put it into words. But you try anyways. You`ve got your whole past away, your whole future ahead, and the present as a meanwhile. Your present is just a meanwhile. And it`s always present. And meanwhile, you try to get by. That`s what you do with your life. You can`t figure out how to do it right, but you do it anyways. There`s just so much on your mind, on your plans, on your dreams, you can`t even stand it. `Cause you know half of them won`t happen. Most of the things on your mind are just things on your mind. Reality is a different road. Once you hit that road, there is no turning back. Once you taste the bitterness of reality, I bet you won`t be able to drink another ounce of your former sweet lie. But how am I supposed to decide which way to go? Hopeless sweet hope, or hopeless bitter realism? Which of them is less painful? `Cause I guess none of them are worth it. But them both sure sound appealing. `Cause when you just have nothing, you grab that nothingness and keep on moving. Well, I guess in the end you have to choose the one that fulfills you most. Either way will take you somewhere. But you definitely should know where the path ends.