quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Primeira página de Dona Helena - Menção à capa.

Apenas os que transpassarem a superficialidade das aparências conseguirão compreender a real profundidade de uma obra, de um personagem, e de uma pessoa. Somente os que se dispuserem a cavar fundo terão o direto de desfrutar os prazeres das camadas mais internas da mente humana.

Teaser de Dona Helena

" Será que é isso que chamam de epifania? Estou aqui, parado, diante desta imagem, e sinto que nada é como parecia ser. Eu estava no ensaio sobre a minha própria cegueira. E eu era o único que enxergava, mas decidia não ver. Mas essa luz branca que me cegava, essa luz da conformidade, foi tomada pela escuridão da alma de Sofia. E através da escuridão dela que eu consigo novamente enxergar. Nada é tão simples como parecia ser. Toda a minha vida foi um faz-de-conta narrado por mim, atuado por mim e lido por mim. Estava preso, 'trapped', e não foi culpa de Helena; a culpa foi mais minha do que de qualquer outra pessoa. Mas ela teve uma grande participação nisso tudo. Sempre manipuladora, egoísta; não me deixou saída."

sábado, 27 de outubro de 2012

Insira o título aqui.

Quando tento muito escrever e não consigo, quando sinto aquele bloqueio inevitável se aproximando, penso que talvez eu esteja muito mais preocupada em  escrever para os que vão ler, do que com o bem-estar que sinto quando escrevo. Acho que de tanto me dizerem que quando escrevemos devemos fazê-lo para que alguém leia e, de tanto tentarem me convencer que não existe essa coisa de "escrever simplesmente pelo prazer de escrever", acabei interiorizando essa ideia e ela vem me perturbar de tempos em tempos. Não acho que sempre escrevemos com o propósito de sermos lidos. Nem sempre isso vai acontecer. Mas você sempre lerá aquilo que você produzir. Então por que não escrever para si? Não posso sempre escrever esperando que alguém vá ler e pensar sobre. Não posso pensar se vão ler, como vão ler, quando vão ler. Porque se assim eu fizesse, estaria dependendo de um leitor para tonar-me uma escritora. Seria aquela coisa de "não existe senhor do engenho sem escravo". Não quero que quem eu sou dependa de como me enxergam. Não quero ser assim. Quero escrever e me sentir escritora mesmo quando não tiver ninguém para ler. Quero meus livros nas prateleiras mesmo que não haja ninguém para comprá-los. Sentirei-me honrada quando lerem, mas não posso esperar que assim sempre seja. Não posso sentir-me menos honrada como escritora quando não houver quem me encare como tal. Se minhas palavras forem lidas, elas ganharão mais vida, mais valor; mas minhas palavras não podem deixar de possuir o devido valor caso não sejam lidas. Minhas palavras e tudo que escrevo vive por si só; são independentes. Mas ao serem lidas, as palavras tornam-se mutantes, e ganham mais força e poder. Portanto, não escreverei querendo que todas elas sejam lidas, mas escreverei por acreditar na força que elas previamente possuem, antes mesmo de serem.. E assim, acreditando na força natural que elas carregam, esperarei que, com sorte, elas sejam absorvidas por outras mentes e que essas mentes as transformem em algo ainda mais valoroso. 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Enjoy me right.

Grant me with thy joy
Please me with thy presence
Benumb me with thy strong taste
Grasp me with thy non-gentle touch

Touch me like would a magical wand
Taste me like a thirsty tongue
Present me as glory
Enjoy me right


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Espaço em branco.

Meu tempo corre com passos largos
E meu mundo esforça-se para acompanhá-lo
Eu, obediente como sou, tento também a eles seguir
Por isso corro contra o tempo, com o tempo, pelo mundo.

Enquanto o tempo me arrasta pelos cabelos
Desesperada, faço tudo; e ainda me parece pouco
Nada é suficiente para esse mundo guiado por loucos
Assim, acelero os começos como se do fim eu mais precisasse.

A fim de não parecer tão diferente
Eu também faço toda uma Era em um mês
Sinto-me insatisfeita com o vazio da pressa
Mas, fora dela, tampouco preenchida sentir-me-ei

Pois é neste tempo em que eu vivo
Não em qualquer outro que me soe melhor
É este o tempo que me foi dado, e é nele que habito
Por este motivo, nas páginas vazias eu mesma escreverei.




quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Chips into the sheeps.

All words have already been said
Said to the world that all news are old
Said in times when people are too busy to listen
Said to the minds of meaningless rush-hour thoughts

Wizards of words are now dead
Empty books raise more than a million
New potential poets laureate starve to death
And to the black hole of stupidity we are all dragged

All words have been said
And yet one question remains:
After all the great effort and attempt
Has anybody placed a chip in your brains?

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Romantic talk.

- How annoying are you!
- How so?
- This breathing of yours...
- If I do not breath, I shall die.
- The first time you said something pleasant to me.
- How dreary to be such annoyance to you.
- Why what I think of thee bothers you so much?
- You do not bother me.
- I do not?
- Surely not.
- And why on earth are you worried about being an annoyance to me or not?
- It is not of my deliberated intension to disturb who I care about.
- Do you actually care about me?
- You are the only one I care about.
- If that is so, I beg you to never stop bothering me with thy breathing.
- If it is of your desire...