sábado, 29 de setembro de 2012

Anguishes of a dreary night

Battles in the depth of the soul
Fierce thoughts I write upon the paper
The smoke of my companionship I fairly blow
A screaming mind is what I have as a silence breaker

When it all seems to be just a bad taste joke
I am always the only one who never seems to laugh
And with my own destructive words I graciously choke
Fortunately I have my own faithful inner demons in my behalf

Throughout this endless one-warrior war
Glimpses of a fair life I see at the end of the tunnel
Hoping my worldly skin will finally heal my wounded core
I mercilessly fight back and all my imaginary enemies I pummel.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Life in a Love by Robert Browning

Escape me?
Never Beloved! While I am I, and you are you, So long as the world contains us both, Me the loving and you the loth,
While the one eludes, must the other pursue.
My life is a fault at last, I fear:
It seems too much like a fate, indeed!
Though I do my best I shall scarce succeed.
But what if I fail of my purpose here?
It is but to keep the nerves at strain,
To dry one's eyes and laugh at a fall,
And baffled, get up to begin again,
So the chase takes up one's life, that's all.
While, look but once from your farthest bound,
At me so deep in the dust and dark,
No sooner the old hope drops to ground
Than a new one, straight to the selfsame mark,
I shape me
Ever
Removed!
 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A dois, ou a três? Não responda!

Homens, para o bem da continuidade da raça humana e, principalmente, pelo bem do sexo frágil masculino, quero vir aqui dar um conselho: nunca respondam a pergunta inocente de uma mulher sem antes pensar e repensar nas causas e consequências; mulheres não dão ponto sem nó. Há alguns dias, quando ainda era feliz e não sabia (bons tempos aqueles que eu sabia guardar uma opinião para mim mesmo), respondi inocentemente à, também aparentemente inocente, pergunta da minha doce Stella. 

Stella e eu éramos um casal feliz, recém-namorados, estávamos ainda descobrindo tudo um sobre o outro. Aquela fase de perguntas incessantes, e respostas camufladamente verdadeiras. Perguntas bobas do tipo "praia ou montanha?" , "doce ou salgado?", "banho quente ou frio?". Sabe? Perguntas que fazemos (ou na maioria das vezes a mulher nos faz) para termos certeza se nossos gostos batem. Mas, com mulheres, nada é simplesmente pelo prazer da pergunta, da descoberta. Todo aquele interrogatório doce e cheio de gargalhadas era apenas um aviso (o qual raramente homens percebem) de que as perguntas mais capciosas estariam por vir. É uma coisa meio que "teste com a máquina da verdade". Primeiro te pedem para responder coisas banais, como a cor da sua escova de dente. Depois algo que você tenha que refletir um pouco mais, como qual a sua comida favorita. Quando você começa a ficar à vontade com todas aquelas perguntas, eles te perguntam se você matou ou não o cara. Pois então, com a Stella foi bem parecido, salvo que a cadeia teria sido menos dolorosa do que minha discussão com Stella. 

Numa dessas conversas de início de namoro, Stella me perguntou, com aqueles olhos doces, e carinha de sapeca, se um dia eu já havia cogitado fazer sexo com mais de uma mulher ao mesmo tempo. Primeiramente: quando uma pessoa faz um pergunta e já sabe a resposta, boa intenção ela não tem. Se ela estivesse afim de fazer sexo comigo e mais uma, ela não perguntaria, ela apenas daria a ideia. Mas enfim. Meu cérebro começou a latejar, parece que mil placas vermelhas luminosas surgiram na minha frente. Mas, eu deliberadamente as ignorei. Stella poderia realmente só estar fazendo uma pergunta por curiosidade, e eu, machista como sou, estaria julgando a coitada sem antes lhe dar uma chance. Pois bem, lhe dei o benefício da dúvida, e fui sincero como nunca. Disse que acharia ótimo fazer sexo com mais de uma mulher. Como mentir sobre uma coisa dessas? Ela saberia que eu estaria mentindo. Todo aquele papo de "você me é suficiente" não convence as mulheres espertas de hoje em dia. 

- Se você estivesse junto, claro que eu adoraria. 
- Humm...

Por alguns instantes, o silêncio de Stella me pareceu pior do que cair numa piscina de lâminas de barbear e logo em seguida cair numa piscina de álcool. Sim, tortura me pareceu mais suave. 

- Eu já suspeitava da resposta. Só queria saber se você seria sincero comigo.

O alívio foi imediato. Stella era sim diferente das outras! Ela era sim compreensiva! Tudo voltaria ao normal, e eu ainda ganharia o prêmio de namorado sincero do ano. 

- E se eu quisesse transar com você e mais um homem ao mesmo tempo?

Estava muito bom para ser verdade. Mas também, não sei como fui inocente ao ponto de não identificar o "Humm..." perigoso no meio da conversa. 

- Depende, Stella. Você leva nosso relacionamento a sério?
- Claro que levo. Levo a sério todo e qualquer compromisso meu. 
- Então, acho que a pergunta não vem ao caso. 
- Mas você leva o nosso relacionamento a sério?
- Claro que sim.
- Mas você disse que adoraria transar comigo e mais uma. 
- É diferente, Stella.

Acho que até então eu tinha escapatória, a partir daí, minha sentença estava definida. E era de morte!

- Diferente como? Posso saber?
- Um homem transar com a sua namorada e um outra menina não quer dizer que ele não respeite a sua namorada. Até porque, a outra menina vai ser alguém que respeite os dois igualmente. Mas, tratando-se de homem, o outro homem que você escolher com certeza não vai lhe respeitar; e muito menos a mim. Vai achar que sou um corno, otário, que deixa  a namorada dele ser comida por outro. 
- Mas eu não seria uma corna, otária, que deixa o namorado comer outra?
- Obvio que não. Você seria compreensiva. Veja bem, Stella. As coisas sempre foram e sempre serão diferentes para homens e mulheres. Não importa o quanto vocês achem que não. Não sou eu quem dita as regras. A sociedade é assim. 
- Concordo. A sociedade é mesmo machista. Não é esse o meu ponto. Esqueça essa coisa de homens e mulheres. Você acha que se eu levar você a sério, eu não vou querer transar com outro, certo?
- Acho que sim, Stella. Acho que quando você gosta de alguém, esse alguém lhe é suficiente.

Nesse momento sim, perdi a última gota de sangue que me restava. Eu estava usando do argumento feminino para poder defender minha ideia. As voltas que uma conversa com uma mulher pode dar...

- Tudo bem. Então, nesse caso, você acha que gostar realmente de alguém quer dizer não sentir atração sexual por nenhuma outra pessoa?
- Não. Acho que é natural sentir atração. Esta é a nossa parte animalesca. Mas a nossa parte humana, racional, que convive com a moral, nos deve fazer enxergar que não é um comportamento apropriado. Voltando ao assunto homem e mulher, se você quisesse transar comigo e mais uma mulher, esse comportamento ainda é menos condenável do que você querer transar comigo e com outro homem.
- Você diz então que só não transaria comigo e com outro homem porque isso seria condenável?
- Não só por isso! Mas porque eu não quero ver nenhum outro homem encostando na minha mulher. Muito menos quero um homem pelado dividindo a mesma cama que eu. 
- Mas eu posso querer uma mulher pelada dividindo a mesma cama e ainda tocando no "meu" homem?

Quando mulher começa a colocar aspas no ar enquanto fala, não tem mais jeito. Ou você concorda, ou você concorda. 

- Você percebe que, por mais que seja incoerente, é assim que as coisas funcionam?
- Claro! Não sou ignorante ao ponto de achar que seria tudo bem. 
- Ainda bem.

Nesse momento achei que tinha virado o jogo. Ledo engano.

- Mas ...
- Puta que pariu. - pensei alto 
- E se eu imaginasse essa transa a três?
- Você pode imaginar o que você quiser, Stella.
- Posso imaginar porque ninguém ficaria sabendo, e então ninguém me condenaria.
- Exatamente. Boa garota.
- Se viajássemos para Europa, sozinhos, e encontrássemos um bonitão por lá, que ninguém conhece, e que ninguém nunca ficaria sabendo, tudo bem então?
- Não, Stella. Não! Quer saber? Você está certa. Relacionamento é a dois. Eu jamais conseguiria dividir uma cama com mais alguém, homem ou mulher! É só você que eu quero, e por inteiro. E eu quero ser só seu por inteiro também! Esquece isso. Eu estava completamente equivocado. 

Nessas horas, a gente perde os bagos. 

- Ah sim. Bom, que pena. Minha amiga Danielle nos convidou para passar uns dias na casa dela na Europa, achei que algo poderia rolar. Mas já que você acha tão repugnante a ideia de dividir a cama com mais alguém que não seja eu, vou cancelar.

Encarei Stella por eternos 2 minutos. Tempo suficiente para contar cabeças rolando, e me acalmar um pouco. Precisava muito de álcool naquele momento. Não tinha!!!!!

- "Stellaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa"

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Untickable clock.

You look at the clock
The clock doesn't tick
You count the seconds
Seconds seem hours

You live in slow motion
You pray for weekend
Time never flies
Everything is the same

Hours seem days
The weekend has arrived
Everything continuous the same
Excepet for time which is relative

Time goes by in a blink of an eye
There is another week again
Days seem months
And suddenly the year is over.


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A qualidade teimosia.

Eu tenho plena consciência do quão não-talentosa eu sou. Eu sei também, que não sou a pessoa mais estudiosa que existe. Ainda tenho muito que aprender. Assim como eu sei que ainda não li nem o início do que já deveria ter lido. Minha ortografia nem sempre está correta, e minha linguagem nem sempre anda de mãos dadas com a norma culta da Língua Portuguesa. Sei até que já classificaram meus textos como auto-ajuda. E já censuraram outros textos por terem linguagem chula. Tenho noção de que meus textos causam dores oculares em alguns leitores mais críticos. Tão críticos ao ponto de se cegarem, e não criticarem a si mesmos. Tão críticos, que esquecem que a definição de bom e ruim lhes foi imposta, e que eles aceitaram sem criticar. Sei que há pessoas muito talentosas por ai, que já viveram bastante. Pessoas com mais experiência de vida e que têm muito mais sobre o que falar. Pessoas que seguem a norma culta, que escrevem de uma forma rebuscada. E até mesmo pessoas que já nasceram para isso. Acredito sim, que talvez eu tenha nascido para isso também; mas tenho certeza que nada virá de mão beijada para mim. Não pensem que porque escrevo constantemente, que me acho merecedora do título "escritora". Mas tenho certeza que um dia merecerei. Não sou talentosa. Eu sou mesmo é teimosa. Não. Não me acho "poetisa eleita", como Florbela Espanca sonhava em ser. Também não me acho brilhante ou genial, e que por isso todos deveriam me ler. Mas gosto quando o fazem, e tenho certeza que sou uma das poucas pessoas com tanta vontade de ser escritora. Sou, também, uma das poucas pessoas que conheço com o nível de teimosia tão assustador. Vivo em função de uma coisa, e uma coisa apenas: ser uma escritora reconhecida e renomada. Não tenho outros sonhos. Não quero me casar, ter filhos, construir uma família. A família que já possuo me é suficiente. Tampouco quero ser rica e/ou estar no poder. Não existe espaço para outros sonhos na minha vida; esse já é gigante e me ocupa todo o espaço. E por mais que minhas produções atuais possam não indicar uma futura carreira de sucesso, eu duvido mais da morte do que da realização dessa tarefa.  Então, acredito que minha vantagem seja esta: não sou das mais talentosas, mas sou, de longe, uma das pessoas mais teimosas que já se viu por ai. Pode perguntar...