sexta-feira, 18 de maio de 2012

Direito de escolha - Sobre o preconceito.

Antes de começar a falar sobre o que eu gostaria de falar, preciso dizer o óbvio: isso é um blog de uma pessoa de 23 anos, que não sabe nada sobre a vida, e que apenas escreve coisas aleatórias quando tem vontade. Portanto, não  me xinguem, não me condenem, não me mandem para a fogueira e o mais importante de tudo: não me levem a sério. O nome do blog é pensamento inconstante, o que mostra que eu falo uma coisa num dia e no outro já penso diferente. E o título do blog diz "onde tudo é relativo", o que mostra que eu tenho plena consciência de que não sou dona da verdade, apenas uma pessoa confusa expondo suas opiniões infundadas com o objetivo de aliviar sua cabeça de milhões de pensamentos. Não se torturem com o que eu digo. E ainda, se não concordarem com o que eu digo, muito bem, provavelmente você está certo em não concordar mesmo.

Agora vamos ao que interessa. Ontem, ao tentar dormir (e falhar), comecei a pensar sobre essa palavra tão popular: preconceito. As pessoas gostaram dessa palavra e hoje em dia tudo é preconceito. Se não gosto de um estilo musical, é preconceito. Se acho feio quando alguém fala errado, é preconceito. Se eu não gostar de alguma pessoa branca tudo bem, mas se não gostar de uma pessoa negra, é preconceito. Enfim, estamos todos fodidos, porque não podemos não gostar de nada, se não seremos acusados de sermos preconceituosos. O fato é que todo mundo tem seu lado preconceituoso. E não adianta ser hipócrita. Se você acha que comer cachorros é crueldade, você está sendo preconceituoso com as pessoas as quais vivem numa cultura onde comer cachorros é plenamente aceitável, assim como você que come boi.

Acredito que o conceito de preconceito foi um pouco deturpado. Preconceito tem haver com ignorância. Não conhecer a fundo uma pessoa, ou uma cultura, e não aceitar ninguém daquele tipo simplesmente por causa de uma atitude, ou de uma etnia, ou de um estilo musical que ela escuta, que seja. Não conhecer, ser leigo, e ainda assim dizer que não gosta simplesmente porque não gosta, é preconceito. Outra coisa muito diferente é conhecer a fundo um assunto, ou cultura, ou estilo musical, ou o que quer que seja, e escolher não fazer parte daquele meio. Temos todo o direito.

Tratando-se de etnias, todos temos um pre-conceito sobre. A cada vez que você vir um negro na rua e ficar com medo, ao passo que se visse um loiro não ficaria, você está automaticamente e inconscientemente sendo preconceituoso. A cada vez que você olhar para um oriental e achar que ele só gosta de (sei lá o que orientais gostam) peixe cru, ou que ele tenha pênis pequeno, você estará sendo preconceituoso. E talvez, digo TALVEZ, não seja culpa sua. Mas sim culpa da educação que lhe foi oferecida desde pequeno. Assim como estrangeiros tem o pre-conceito de que no Brasil ninguém trabalha. Tá certo que muitas pessoas não trabalham mesmo, e só ganham dinheiro às custas dos outros, mas achar que TODOS são assim, é um grande exemplo de pre-conceito / preconceito, que seja... 

Achar que pessoas de classe social baixa são ignorantes, ao mesmo tempo que achamos que pessoas de classes altas são inteligentes, é um preconceito que até dá para ser explicado, já que as pessoas de classe social alta têm melhor acesso à educação. Mas achar que todos são assim, é ignorância de nossa parte. Mas tudo bem, temos o direito de sermos ignorantes. 

O preconceito sexual é outro que sempre existiu e sempre vai existir. Pessoas diferentes das outras sempre vão causar estranheza para os que não estão psicologicamente preparados para lidar com essas diferenças. Ou seja, muitos não vão entender a relação entre pessoas do mesmo sexo, e poucos vão respeitar. Tudo bem se muitos não entenderem. O que não está tudo bem é, uma pessoa que seja, não respeitar. 

Quando digo que tudo bem ser preconceituoso, não estou dizendo que acho legal ter essa atitude, mas cada um tem o direito de ser o que quiser, se não invadir o espaço do outro. Se alguém achar que não sou uma pessoa interessante porque tenho cara de "patricinha", não me importo, tudo bem. Como disse, todos têm o direito de serem ignorantes. Mas se por achar que tenho cara de "patricinha"essa pessoa me destratar e me atacar, daí a história muda de face. E se eu for aos Estados Unidos e sofrer preconceito racial (pois lá existe preconceitos de negros contra brancos) no sentido de que as pessoas não se dirijam a palavra a mim, por mim está perfeito. Só não seria aceitável se me xingassem, me atacassem, ou coisa do tipo.

Para resumir (e deixar claro para quem tem problemas com interpretação de texto), não acho legal ser preconceituoso, mas assumo que todos nós, infelizmente, temos um pouco de preconceito em nossas raízes mesmo que inconscientemente. Acho sim, que se temos preconceitos, temos o direito de tê-lo, mas acho também, que temos o dever de não nos metermos na vida alheia, e de não atacarmos pessoas que não têm culpa nenhuma de sermos seres humanos de psicológico historicamente fodido. E vou escrever mais uma frase aleatória aqui só para não terminar o texto com palavrão. 

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