quinta-feira, 31 de maio de 2012

A vizinha

Chego em casa
Fumo meu branco cigarro
Coloco minha roupa de dormir
E minha vizinha começa a se despir

Vejo um seriado
Bebo meu suco de cranberry
Abro as minhas muitas redes socias
E a minha vizinha abre suas pernas leais

Escrevo um poema
Como alguma coisa boa
Em uns versos dou uma lida
E minha vizinha está sendo comida

Estou fazendo silêncio
Estou quase pronta para dormir
Me despeço e fecho todas as minhas redes
E a cama da minha vizinha estremece as paredes

Ouço uma música alta
Ligo a TV no volume máximo
Me ensurdeço para não ter que ouvir
E a vizinha anuncia que tem muito mais por vir

Toda noite
Na mesma hora
Na mesma frequência
E minha vizinha testando sua resistência

Uns teriam inveja
Outros achariam graça
Eu sinto pena daquela rotina
Da rotina sexual da minha vizinha.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

The urge of living.

"You only live once" - The strokes. I like this song, and I used to enjoy this idea. Making the most of life because you do not know when it ends. I used to think that way. Even at the top of my blog, I wrote a quote from the movie "Remember me"which tells us to do what we should do, and say what we should say, because nobody else will ever do it for us, and also, because just like in a blink of an eye eveything could end. I admit it. I used to think that way. I do not anymore, though. 

I am not denying what is there at the top of my blog. In fact, the quote will remain there, because it means something to me. We should do things for our lives. We should say things we mean to say. We may not have the chance to do it later. But it is just unreasonable to think we can do it all. If we think that way, we will always feel we could be doing more, and not realize all the other things we have already done; things that also matter. I am not saying I have changed my mind about  the fact that you should do things while you still have the time. Nor am I saying people who make the most of their lives are wrong. I am just saying the concept of "you only live once" may be misunderstood by most of people. Or (probably) by me. Who knows? 

I believe this idea of not having enough time to do everything we need, this idea we have that we should do it all and at once, and how it frustates people who cannot accomplish that,  is just a reflex of society being influenced by the media. The "perfect" and "fulfilled" lives on TV make us want to be super-people, too. We receive these messages that we should be great students, great employees, great daughters and sons, great parents, great artists, great thinkers, great robots, great citizens. The message we get, is that if we do not major in all those different areas, the other areas we may actually be good at, are not enough for the world. So people want to do everything, at the same time. They want to be smart, and have fun, and learn, and teach, and travel, and stay with their families, and be rich, and be humble, and be wise, and be recognized, and be social, and plant a tree, and write a book, and so on and so forth. The fact is: very few people manage to do all of that and actually excel at all of that. These unreal expectatives lead people to self-disappointment, thus, frustration. What is with this urge people feel about living? 

What is living? How would you like to live your life? I believe that is the missing point. The turning point. You may not accomplish everything you want, but if you accomplish some things you wanted, that is fine. That is enough. Do no try to run over everything just because you "have to live", since we "only live once". We do not live only once. We live many times. Everyday is a different life we are living. We have plenty of time to do things we enjoy; things which are important for us and even for society. Because when you feel good about yourself, you are much more useful to society than when you feel bad about yourself. When we start doing everything because we are afraid of not having enough time, we miss the most important part of life: living it. And really living it. Not this urge of fake living. And by "fake living" I mean living how other people expect us to live. People who, by the way, are just as frustrated as we are. 

And if you say you have many real desires, that you really want lots of things because of you, and not because of society, and that is why you need to do things urgently, because you may not have the time to do things you really felt you wanted to do, here is some good news to you: how will you be able to care whether you did enough or not when you are dead? When you are dead you are dead, nothing matters. Of course the consequences of what you did in life could matter, but to others, not to you. Be selfish enough to do things which will give you pleasure, first. And then, you worry about what you are going to leave to this world and to people who will remain in it a little longer. Thinking that we should live the most of life is OK. But thinkinhg we should live everything just because we are going to die eventually is stupidity. 

Why should I hurry so much? Why this urge? We are all ending the same way. Enjoy the living time, instead of spending your living time doing things which are not so important to you afterall. Do not spend/waste the many lives you have the chance to live, doing things which do not bring you any pleasure, only fake satisfaction. One thing at a time. Enjoy the small things. Do not just drive a road thinking about your destination. Enjoy the road. Learn from it. Feel good about it. But of course, do not let me tell you what to do or how to live. You may agree or not, but think about it. 

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Direito de escolha - Sobre o preconceito.

Antes de começar a falar sobre o que eu gostaria de falar, preciso dizer o óbvio: isso é um blog de uma pessoa de 23 anos, que não sabe nada sobre a vida, e que apenas escreve coisas aleatórias quando tem vontade. Portanto, não  me xinguem, não me condenem, não me mandem para a fogueira e o mais importante de tudo: não me levem a sério. O nome do blog é pensamento inconstante, o que mostra que eu falo uma coisa num dia e no outro já penso diferente. E o título do blog diz "onde tudo é relativo", o que mostra que eu tenho plena consciência de que não sou dona da verdade, apenas uma pessoa confusa expondo suas opiniões infundadas com o objetivo de aliviar sua cabeça de milhões de pensamentos. Não se torturem com o que eu digo. E ainda, se não concordarem com o que eu digo, muito bem, provavelmente você está certo em não concordar mesmo.

Agora vamos ao que interessa. Ontem, ao tentar dormir (e falhar), comecei a pensar sobre essa palavra tão popular: preconceito. As pessoas gostaram dessa palavra e hoje em dia tudo é preconceito. Se não gosto de um estilo musical, é preconceito. Se acho feio quando alguém fala errado, é preconceito. Se eu não gostar de alguma pessoa branca tudo bem, mas se não gostar de uma pessoa negra, é preconceito. Enfim, estamos todos fodidos, porque não podemos não gostar de nada, se não seremos acusados de sermos preconceituosos. O fato é que todo mundo tem seu lado preconceituoso. E não adianta ser hipócrita. Se você acha que comer cachorros é crueldade, você está sendo preconceituoso com as pessoas as quais vivem numa cultura onde comer cachorros é plenamente aceitável, assim como você que come boi.

Acredito que o conceito de preconceito foi um pouco deturpado. Preconceito tem haver com ignorância. Não conhecer a fundo uma pessoa, ou uma cultura, e não aceitar ninguém daquele tipo simplesmente por causa de uma atitude, ou de uma etnia, ou de um estilo musical que ela escuta, que seja. Não conhecer, ser leigo, e ainda assim dizer que não gosta simplesmente porque não gosta, é preconceito. Outra coisa muito diferente é conhecer a fundo um assunto, ou cultura, ou estilo musical, ou o que quer que seja, e escolher não fazer parte daquele meio. Temos todo o direito.

Tratando-se de etnias, todos temos um pre-conceito sobre. A cada vez que você vir um negro na rua e ficar com medo, ao passo que se visse um loiro não ficaria, você está automaticamente e inconscientemente sendo preconceituoso. A cada vez que você olhar para um oriental e achar que ele só gosta de (sei lá o que orientais gostam) peixe cru, ou que ele tenha pênis pequeno, você estará sendo preconceituoso. E talvez, digo TALVEZ, não seja culpa sua. Mas sim culpa da educação que lhe foi oferecida desde pequeno. Assim como estrangeiros tem o pre-conceito de que no Brasil ninguém trabalha. Tá certo que muitas pessoas não trabalham mesmo, e só ganham dinheiro às custas dos outros, mas achar que TODOS são assim, é um grande exemplo de pre-conceito / preconceito, que seja... 

Achar que pessoas de classe social baixa são ignorantes, ao mesmo tempo que achamos que pessoas de classes altas são inteligentes, é um preconceito que até dá para ser explicado, já que as pessoas de classe social alta têm melhor acesso à educação. Mas achar que todos são assim, é ignorância de nossa parte. Mas tudo bem, temos o direito de sermos ignorantes. 

O preconceito sexual é outro que sempre existiu e sempre vai existir. Pessoas diferentes das outras sempre vão causar estranheza para os que não estão psicologicamente preparados para lidar com essas diferenças. Ou seja, muitos não vão entender a relação entre pessoas do mesmo sexo, e poucos vão respeitar. Tudo bem se muitos não entenderem. O que não está tudo bem é, uma pessoa que seja, não respeitar. 

Quando digo que tudo bem ser preconceituoso, não estou dizendo que acho legal ter essa atitude, mas cada um tem o direito de ser o que quiser, se não invadir o espaço do outro. Se alguém achar que não sou uma pessoa interessante porque tenho cara de "patricinha", não me importo, tudo bem. Como disse, todos têm o direito de serem ignorantes. Mas se por achar que tenho cara de "patricinha"essa pessoa me destratar e me atacar, daí a história muda de face. E se eu for aos Estados Unidos e sofrer preconceito racial (pois lá existe preconceitos de negros contra brancos) no sentido de que as pessoas não se dirijam a palavra a mim, por mim está perfeito. Só não seria aceitável se me xingassem, me atacassem, ou coisa do tipo.

Para resumir (e deixar claro para quem tem problemas com interpretação de texto), não acho legal ser preconceituoso, mas assumo que todos nós, infelizmente, temos um pouco de preconceito em nossas raízes mesmo que inconscientemente. Acho sim, que se temos preconceitos, temos o direito de tê-lo, mas acho também, que temos o dever de não nos metermos na vida alheia, e de não atacarmos pessoas que não têm culpa nenhuma de sermos seres humanos de psicológico historicamente fodido. E vou escrever mais uma frase aleatória aqui só para não terminar o texto com palavrão. 

quarta-feira, 16 de maio de 2012

A escolha é nossa, ou a escolha já foi feita?

As coisas parecem se encaixar. Uns ficam, outros vão. Fica tudo no seu devido lugar. Há momentos em que nós achamos que não sabemos nada sobre nada de nós mesmos; que nossa vida está fora de nosso controle. Mas as coisas vão se encaminhando; as coisas vão se ajeitando. Por mais que você não entenda de início o motivo das coisas, certa hora tudo faz sentido. Não estou dizendo que tudo acontece como deve acontecer, como se nós não tivéssemos responsabilidade por nossas escolhas. Nossas escolhas afetam todo o percurso de nossas vidas. Mas em algum momento nós conseguimos observar o quebra-cabeça sendo montado, como se as coisas fossem tomando um rumo predestinado. 

Todas as nossas escolhas afetam a vida e o mundo de uma forma bem particular. E temos total responsabilidade sobre nossas escolhas. Não acredito que problemas psicológicos, por exemplo, justifiquem os erros de uma pessoa. A não ser que a pessoa tenha uma doença diagnosticada, doença que afasta a pessoa de suas faculdades mentais.  A não ser que a pessoa tenha uma doença que a impeça de distinguir realidade de fantasia. A não ser nesses casos, não acredito que estresse psicológico seja desculpa para nossos erros. Mesmo que o nosso psicológico abalado seja culpado pelas nossas escolhas, não podemos tratá-lo como uma desculpa para nos retirar da responsabilidade pelos nossos atos. 

Mas há alguma coisa. Algum movimento de energia, talvez. Não estou falando em Deus, ou em algum ser superior. Estou tentando ser racional aqui. Estou falando daquela sensação que temos quando tudo parece errado, mas depois de um tempo pensamos "foi muito melhor assim". Não sei se nos acostumamos com  a realidade dos fatos, e nos consolamos com um "foi melhor assim", ou se realmente as coisas, por mais turbulentas que sejam, acabam se encaixando. O fato é que essa parte da vida que não conseguimos explicar são as que mais nos perturbam, são as que mais nos fazem pensar. E não conseguir chegar a uma conclusão me deixa inquieta. Será que independente de nossas escolhas no meio do caminho, no final tudo vai acabar como deve acabar? Ou será que de certa forma acabamos por fazer escolhas certas e por isso no final as coisas se encaixam? Será que até nossos erros são uma forma de acerto quando se trata de escolhas? Ou será que independente de erros e acertos acabaremos  na mesma linha de chegada?

Todas as pessoas que passaram pela minha vida e ficaram, deveriam ter ficado. E todas as pessoas que foram embora, mais cedo ou mais tarde, eu vi que deveriam ter ido embora. Porque por mais que eu gostasse da presença de algumas pessoas que já passaram pela minha vida, a presença delas simplesmente não me fazia bem. Na hora nós nos questionamos, mas depois de um tempo fica muito claro. Algumas pessoas, alguns momentos, alguns sentimentos, alguns desejos, são feitos apenas para nos servir de lição. Alguns, só estão de passagem na nossa vida. A vida é feita de ciclos. E muitos erros e acertos, pessoas e sentimentos, escolhas e atos, são parte desse ciclo, mas passam... vão embora quando o ciclo acaba. O ciclo nem sempre acaba em final feliz, mas sempre com uma sensação de missão cumprida. Talvez por isso eu sinta que as coisas ficam em seus devidos lugares. 

Tentar racionalizar a vida é complexo pois sabemos pouco sobre ela. Mas pensar sobre as coisas que passaram e perceber que todo e qualquer momento nos serve de aprendizado me conforta. Nada é perda de tempo. Não perdi meu tempo com certas pessoas ou com certos momentos e sentimentos. Nós perdemos se simplesmente ficarmos de braços cruzados esperando a vida acontecer. Errar e perder nem sempre é errar e perder. Errar e perder é não fazer o que se deve fazer com receio de não poder voltar atrás. E aí, ficamos parados no mesmo lugar.

domingo, 6 de maio de 2012

Lyssa - the goddess of madness


Once upon a regular time, when the sunlight was bliding bright, and the sky was sublime, there I was… Safe inside the house of mine. After the doors were locked and, with the help of chains, all entrances were blocked,  I was finally bulletproof.  Inside, and protected by the bars of steel, all my fears I was able to kill. No eyes were upon me; the quietness pleased me. The room was clear. And light. And white. And empty. And tidy. It was just unlikely.

I walked through the room and opened up the fridge. The cold air felt nice. I was feeling quite. I grabbed the milk and poured it inside my favorite mug made of porcelain. The mug had the photo of a paranoid brain. It was time to free myself from the ills. I like the way it feels. I reached the box of Prozac, because for madness, I have always had a knack. However, suddenly a thought came through my mind. I was no longer feeling blind. I was fine and feeling kind. No drugs inside my corps.

I moved towards my bedroom and grabbed The Crucible. I turned my lampshade on and worn my glasses. I felt in control. I no longer needed patrol. At the end of Act III, I heard some noises. It sounded like a leaking tap. A very disturbing leaking tap.  I unlocked my chamber’s door and went through the house checking kitchen and bathroom. Everything was calm like when you take Valium. When I came back to my chamber, I heard that noise again. Nothing. I thought it could only be Crucible’s Act III leaking my brain away with anxiety. Maybe it was not a clever idea not to take the pills. Only milk makes no good after all.

Suddenly, a bright sunlight came inside the room. The midday summer sun was invading my home, inviting me to go outside and play with life. Never without my knife. I decided to open the window and let the heat come inside. The reflex of the sun tired my eyes.

-     Blink. Blink. Blink. Now open up your eyes. – I heard a soft feminine voice saying.

Five times per second my heart was beating. I felt like my body was freezing. My voice faded as I tried to answer. I could not see properly. I felt like I was going to pass out.

-    Who are you? How did you enter the house? – I asked with my shaken voice.

-     I was born in this house.

-     Are you a ghost? Did you die here?

-      I said I was born in this house. I did not say I died.

-      So…are you…alive?

-      Yes, I am. Inside of you.

Suddenly the room was full of emptiness. I could feel the numbness, which I could only feel under my glorious drugs.

-      I know how you feel. I feel everything you do. I can hear the voices you hear. I can see the danger getting near.

-       How do you know?

-   People are trying to get you, aren`t they? They want you to give up. They are all laughing at you. Having fun with your pain. They want to see you insane.

My sight was finally back. I looked deep inside her eyes. She was pale and frail. Her eyes were like a blur. I felt connected to her. Long black hair. Black eyes. Dirty nails. Skinny body. Dark dress. She was, like myself, such a mess.

-        What do you want from me?

-      I want you to accept the truth. You do not belong to this world. They hate you. All of them. You are all alone. You only have me. I am here for you. I gave up my life to protect you. I understand you. I am the only one. I am your only hope. Come with me.

-          I was doing just fine before you invade my bedroom.

-      This is my bedroom, too. This has been my bedroom for years. I have always been with you in your darkest nights, cuddling  you. Come with me.

-       You were the cold I felt. You were the despair in which I melt. You covered me with the darkness of your sad soul. But it is daylight now. You will not get me. Get the hell out of my house.

-      Interesting thing you mentioned “hell”. It does not matter what time of the day it is. Your fears never leave your side. I insist: come with me.

-      Why are you doing this to me?

-      It`s ok. I am here for you. I am the only one who sees you are right. You are right when you say people are hunting you. I see them. You are not crazy. I will help you. Come with me.

-        NO! I am just paranoid!

-      “Just because you are paranoid doesn`t mean they aren`t after you”

Suddenly that evil thing was quoting my favorite book. How does she know everything about me? Everything is such a mess. I closed my eyes and ran to the door. I tried to get it open, but the lock was broken.

-     You cannot leave me here. You cannot leave yourself. You know what you have to do to end all the suffering. Come with me.

She looked to my bed. I did not understand it at first. But I walked in direction to it. I always keep my knife underneath my pillow. Just in case.

-    You have always had the solution underneath your head every single night. Put an ending to your misery. I will always be with you. Come with me.

-          You said you were not dead.

-      I am not. I live inside of you. You gave birth to me. Now, leave everything behind. Come with me.

I was soaked in fear. But what she was saying made sense. She was the only one who ever believed in me. People are against me. Nobody wants me around. They only pretend to like me and say I am profound. Why should I give my presence to them? If I killed myself they would really pay attention to my pain. They have never cared.

-         They make you take pills. They want you numb. I want the whole of you.
-         The pills help me control my mind.
-         Your mind shall be free. Come with me.

So I grabbed my knife. I gently removed it from underneath my pillow. At first I was shaken, but I was not mistaken. I had to do what I was supposed to. I slowly moved closer to the evil friend of mine, but I did not want to die.  As I was getting closer to the only creature who ever got me, I could see her clearly. She was wearing a metal necklace. “Lyssa”. Was that her name? Was she real?

-          You really want me to go with you Lyssa? Will you protect me forever?
-          You do not have another option. You are with me now.
-          Would you protect me from them? I will come with you.
-          Come with me. Hold me. I will protect you.

      I was holding my knife strongly. I was no longer feeling my body. I knew I could end it easily. I was starting to get dizzy.  So I lifted my arms and with firm hands I did what I had to do: I stabbed Lyssa.  One fine, accurate stab. The mirror broke into pieces and made several deep cuts on my skin. It would leave me scars, but I was finally free from my prison bars.

Canção do Exílio por Aline Thosi


Na minha terra têm vermes
Terra onde urubus vivem a rondar
Os corpos, que jazem aqui
Não se definham como os de lá.

Nosso céu tem mais jatinhos
Nossas várzeas mais espinhos
Nossa política é o lobo-mau
E nossa sociedade é a chapeuzinho.

Ao pensar, sozinha, à noite
Sinto que é tudo o mesmo lar
Os corpos, que jazem aqui
Se definham extamente como os de lá

Minha terra tem gatunos
Que tais encontro em qualquer lugar
Ao pensar , sozinha, à noite
Sinto que é tudo o mesmo lar
Todas as terras  têm vermes
Terras onde urubus vivem a rondar

Não permita Deus que eu morra
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute dos desamores
Daquela insanidade parlamentar
Sem qu’inda pise nas terras
Onde urubus vivem a nos cegar.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Análise do filme Ponto de Mutação (Mindwalk) por Aline Thosi.

TRABALHO ACADÊMICO - LITERATURA COMPARADA - FACULDADE CCAA.


O filme “Ponto de Mutação”, drama dirigido por Berntfundou Capra, é, em suma, uma reflexão sobre as bases da existência humana e a importante relação entre nossos pensamentos e nossas ações, sendo considerados como um todo. O filme trata dos efeitos, de modo geral, das ações das pessoas e como essas ações refletem no mundo.
A discussão ocorre entre três pessoas de diferentes áreas: uma física moderna, um político e um poeta; o que nos permite perceber o que cada visão tem em comum, como cada visão diverge, e como cada uma delas reflete no mundo.  A abordagem de diferentes faces, diferentes pontos de vista, faz uma conexão do conhecimento humano dentro dos três pontos de vista (físico, político, e literário), mostrando os efeitos da evolução da história e da ciência. O papel desses três personagens é transmirir a ideia de que tudo está interligado; há inertextualidade nos diálogos, e cada personagem enriquece a visão dos outros.
A evolução da história, e consequentimente a evolução do conhecimento científico, chegou em um ponto muito perigoso, onde as pessoas estão mais preocupadas em remediar do que prevenir. Esse pensamento acaba por acarretar a destruição do meio ambiente, e com isso, a degradação do ser humano. Por exemplo, ao invés de cientistas estarem focados em cuidar e tratar do que chamamos de “boa alimentação” ou “alimentação saudável”, alimentação essa que pode prevenir muitas doenças, os cientistas estão mais focados em achar tratamentos para essas doenças altamente preveníveis. Com isso, temos um ciclo vicioso onde todos se alimentam mal, degradam o meio ambiente, gastam dinheiro com remédios e tecnologia, e nunca de fato evoluem na saúde e no pensamento.
Essa questão está diretamente ligada à politica. Sempre esperamos por um político que assuma o cargo e conserte o mundo. Porém se, por exemplo, um político aumenta a taxa da venda de carne vermelha, para que a população consuma menos e assim tenha uma saúde melhor e degrade menos o meio-ambiente, todo o dinheiro envolvido no comércio de carne vermelha ficará afetado. Esse político estará indo contra toda uma cúpula de outros políticos que não o deixarão permanecer no seu cargo, pois as consequências financeiras estarão em risco. Tentando consertar um lado, poderíamos estar correndo o risco de quebrar um país. Assim como está acontecendo na taxação do cigarro para que a população evite o consumo.  Essa medida pode diminuir minimamente o consumo, mas ainda sim está ao alcance da maioria da população que vai, agora, trabalhar mais horas para ter mais dinheiro para comprar seu cigarro mais caro. E assim caminhamos para uma população menos saudável, mais estressada, e um meio-ambiente mais degradado e assim por diante.
A conexão entre as visões dos personagens nos permite observar que não podemos ver o mundo, as coisas e as pessoas como seções independentes umas das outras. Tudo está interligado e cada uma delas  interfere nas outras. O relógio, mencionado pela física como um simbolo, nos permite uma imagem clara do que é o mundo: uma máquina que só funciona perfeitamente se cada uma das peças estiver em bom estado. O relógio, grande no filme e em funcionamento por muitos anos, em comparação aos relógios que temos hoje em dia, nos mostra a devolução de nossa espécie. Hoje, nossos relógios são pequenos, com o mínimo de peças, e descartáveis. É o que estamos fazendo com o mundo ao sermos tão práticos e tão pouco preocupados com o todo.
O poeta no filme, nos faz analisar a subjetividade das coisas. Enquanto a ciência e a política caminham lado-a-lado, acabamos por esquecer que  todo esse raciocício depende da nossa visão de mundo, do nosso pensamento, que é deveras subjetivo. Não só da lógica podemos sobreviver, se quisermos evoluir. Devemos trabalhar também a nossa visão crítica, olharmos para a história, entendermos que o mundo não é feito apenas de um coisa ou outra, e nem de uma coisa e de outra, mas feito de tudo.
O mundo é feito de todas as peças da grande máquina-relógio que chamamos de vida, e que não pode ser tratada com descartável, mas sim como algo que interfere em toda a humanidade. Ao tratarmos cada ser humano com um relógio descartável e imediato, alcançaremos apenas a devolução da espécie.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

"A Stolen Life" - book review by Aline Thosi.

TRABALHO ACADÊMICO - PRODUÇÃO TEXTUAL - FACULDADE CCAA


“A Stolen life” is an autobiography by Jaycee Dugard, an American girl who was kidnapped when she was 11 years old; and who spent 18 years in the hands of her kidnapper. As Dugard narrates her story, she describes how dependable she got, and how she shut herself down during those years. The story is full of sad surprises, but the story also encourages the reader to overcome his/her personal difficulties. The intimate details of her kidnapping, sexual abuse and 18 years spent as a hostage are tough reading, but it is worth the effort.
            The prose is spare and simple, but what it lacks in polish, it more than makes up for in immediacy and emotional intensity. The book is divided into chapters, which correspond to the most important days of her kidnapping. It also contains some pages of Dugard’s diary, which she started writing after being kidnapped. It also contains photographs which were taken while she was trapped. The chapters alternate between a first-person present-tense account of her captivity and reflection sections where Dugard offers commentary. These parts, with commentaries, are particularly moving because they give a sense of how difficult it was for her to relive the story in order to write the book.
            I highly recommend the book not only for its remarkable story, but also because it is a lesson of life; a great example of overcoming which gives the reader the strengh to face his/her fears and move on. What is more, “A Stolen life” sold 175,000 copies on release day.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Self control

We must control our feelings, otherwise they will control us. We have to think about every step we take. We cannot say things and just think about consequences afterwards. A word once said, can never be taken back. The whole idea of being a controled person is not in order to be able to hurt other people. The whole idea of being a controled person is in order not to hurt anybody. There is no such thing as "not being able to control", we are in charge and responsible for our own lives. Nobody else is. Only yourself. Just have everything under control and you will see that you will receive peace in return. When we let our feelings control our minds, everything is such a mess. I do not believe we all want chaos. Chaos is fun, but really hard to deal with. A chaotic mind means a chaotic life. It means wounds. And scars. We sure can learn from our mistakes, and having scars help us remember the lessons. But that is not the only way of learning. Just remember the things you do and the things you say have consequences. Once you are aware of that, things will become less confuse.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Aquele um.

E aí você se dá conta que todo mundo tem um lado esquisito. Que todo mundo tem uma coisa pra esconder, mesmo que a pessoa esconda dela mesmo. E você também se dá conta que apesar do que parece, existem sim pessoas legais. Mesmo que a maioria seja lixo, você sempre dá a sorte de encontrar uns e outros. Ou simplesmente um. Que já vale por tudo. E por mais que você ache que esse um vai se afastar, por mais que você dê motivos, por mais que você se mostre quebrado, esse um não vai a lugar algum. E que por mais que um dia vá, vai deixar ótimas lembranças. E que por mais que um dia vá, vai ter sido suficiente. Cada dia é suficiente, mas esse um faz mais do que você esperava. E que você nunca mais vai poder dizer que nunca teve alguém que se importasse. Aquele um que você nem consegue fazer tanto pra retribuir. Aquele um que nem se dá conta do papel que tem na sua vida. Aquele um que você ... bom, aquele um, simplesmente.