segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A superestimação do conhecimento

Como assim você não sabe o que quer dizer admoesta? Bem... é esse tipo de reação absurda que as pessoas recebem quando não sabem de alguma coisa. Por mais óbvia que uma coisa seja, se tem uma coisa que eu não sou, é obrigada. Não sou obrigada a saber todos os nomes dos rios da Amazônia. Ninguém é obrigado a nada na vida, na verdade. O fato que existem algumas informações de comum conhecimento dentro de uma específica sociedade. E muitas dessas informações, mesmo que inúteis, são superestimadas, e os não conhecedores destas, são tratados como não conhecedores de nada. O que gosto de fazer, quando sou testada nesse sentido, é perguntar se a pessoa sabe de alguma coisa que eu sei, e ela provavelmente não sabe. E não faço isso como troco, ou coisa parecida, pois eu estaria fazendo a mesma coisa que venho aqui criticar. Faço isso para que a pessoa pare e pense na arrogância de sua atitude.

A sua pseudo-inteligência não faz de você uma pessoa melhor do que ninguém e nem superior a ninguém. Eu acredito que as pessoas que usam essa pseudo-inteligência, na verdade, se escondem atrás dela. Porque se existe uma coisa perto de ser tão certa quanto a morte, é a realidade de que todo mundo tem um lado feio a esconder. Todo mundo tem um lado podre, mesmo que muito escondido. Algumas pessoas se escondem atrás do seu status financeiros, outras se escondem atrás de um nome poderoso. E existe aquele tipo de gente que usa sua pseudo-inteligência como auto-afirmação. Pessoas um tanto quanto egocêntricas, e rasas.

Não estou dizendo que não devemos nos orgulhar do conhecimento que adquirimos. Mas, melhor do que esse conhecimento que qualquer um pode ter apertando "search" no google, é o conhecimento de vida, que muitas pessoas que estão apenas preocupadas com seu status na sociedade, esquecem. O preconceito existe de todas as formas. Um grande e estúpido exemplo é o preconceito linguístico. Sabe aquele jogador de futebol que não sabe usar bem a Língua Portuguesa, e que você chama de burro? Então, burro é você que nunca ouviu falar em inteligências múltiplas. Você conseguiria treinar com tanto afinco, por tantas horas, e ainda ter movimentos tão precisos quanto ele? E aquele profissional da educação física, que você acha que não se preocupa com o cérebro? Ele provavelmente sabe muito mais do seu cérebro do que você mesmo.

O que estou tentando dizer, é que sempre vai existir alguém mais inteligente, alguém mais bonito, alguém mais rico, alguém mais influente, alguém mais esperto, alguém ais habilidoso... E se você passar a vida se comparando com os outros, ao invés de se comparar com o melhor que se pode ser, você vai ficar parado. Você e a sua arrogante pseudo-inteligência.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A corrida contra o seu próprio tempo.

Sabe aquele momento do ano em que você acha que vai tudo por água abaixo simplesmente porque seu tempo ... bem...seu tempo resolveu não existir. Agora só existe o tempo dos outros. O tempo que você precisa trabalhar para os outros, ouvir aos outros, falar com os outros, dar atenção, responder emails, entrar em redes sociais, escrever para os outros, pensar pelos outros, e você...bem, você se vira pra conseguir dar conta disso tudo e ainda descansar ao final de cada dia. É nessa corrida contra o tempo comum que devemos desacelerar a corrida contra o nosso próprio tempo; o qual é bem diferente do tempo comum. Não, não digo que devamos trabalhar menos, ou dar menos atenção às pessoas, nada disso. Mas que tudo isso sirva de inspiração. Que faça você sentir-se útil. E que assim, você esteja ganhando tempo dentro de você mesmo. Em uma semana ganhei muito tempo de história. De aprendizado. De memórias. Não fique parado. Mova-se e faça o mundo ver você. A ociosidade é muito boa, mas como nada em demasia é saudável (a não ser cerveja), desista de aniquilar com o seu próprio tempo. Desacelere-o. Fique mais jovem. Não faça do seu trabalho, dos seus dias, da sua vida, algo que corre em direção ao fim. Mas corra durante o seu dia, para fazê-lo prazeroso e ai sim, desacelerar, e prolongar sua estadia por aqui, mesmo que o tempo seja igual para todos. O que alias, ele não é. Até porque, tudo é relativo, principalmente o tempo. O seu tempo é o que você faz dele.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O que você não perdoa?

Tudo que tenha um bom motivo. Até mesmo a burrice de ter feito algo sem pensar, eu perdoo. Acredito na relatividade das coisas, e com isso, acho o conceito de certo e errado é algo muito deturpado e negociável. Não me sinto no direito de não perdoar alguém, porque na cabeça dessa pessoa houve um bom motivo, que talvez só ela entenda, mas não cabe a mim julgar. Até mesmo as situações mais animalescas e inaceitáveis conseguem o meu perdão. E não que o meu perdão seja tão significativo assim, mas acredito que errar é uma das melhores maneiras de se aprender. E se esse erro teve que ser comigo, paciência. Que então essa pessoa aprenda comigo, com o erro que foi direcionado a mim. Dos maiores erros às vezes conseguimos os melhores acertos. Até mesmo para a pessoa que mata alguém inocente, e vai para a cadeia, ou sofre por algum motivo. Há mudança nessa pessoa. E os motivos dela podem ter sido os mais diversos. E talvez só ela entenda, como disse. Não digo aqui que sou complacente com assassinos. De jeito algum! Mas se essa pessoa depender do meu perdão para seguir em frente, ela vai ter. E ai você pode me dizer "se ela matar alguém que você ama, com certeza ela não vai ter o seu perdão." E eu concordo com você. Mas ai eu não estaria agindo com a razão, mas com a minha emoção. E hoje, nesse post, estou escrevendo com a razão. E se a pessoa erra, ela não é a única. E eu perdoo-a por ser um simples ser humano. Claro, se ela tiver um bom motivo para aquilo. E o que é um bom motivo? Bem relativo. Pode se dizer que na minha concepção, se é que ela vale de alguma coisa, um bom motivo para se errar é errar querendo ter acertado. As pessoas estão aptas a errar o tempo inteiro. E se elas fizeram isso sem a intenção de errar, ou não tinham noção da grandeza do erro que estava por vir, essas têm o meu perdão. Somos isso mesmo. Seres errantes. Dai também posso explicar um lado egoísta meu. Se a pessoa errou comigo, o problema é todo dela. Ela que conviva com o seu próprio erro e não, não vou carregar esse fardo junto com ela. Eu perdoo e sigo em frente, para que essa pessoa também possa seguir, se caso o meu perdão for mesmo significativo. Mas há uma linha tênue entre perdoar e querer que a pessoa permaneça na sua vida. Eu perdoo todo bom motivo, mas nem sempre um bom motivo vai me fazer querer passar mais um minuto se quer perto da pessoa que me fez mal. Por que é direito meu não querer sofrer outro mal pela mesma pessoa. Confiança não tem nada a ver com perdão. A questão é: se você foi o alvo, pense que é muito mais fácil você perdoar o outro do que esse mesmo outro perdoar a si mesmo. Cada um carrega a cruz que merece e aguenta. Você não precisa sujar sua alma e negar um perdão para que a pessoa sofra as consequências merecidas.

O grande problema da relatividade.

Provavelmente você vai ler o texto esperando por uma resposta ao final dele. É isso que fazemos durante nossa vida. Procuramos todas as respostas. A grande trama disso tudo, é que ninguém vive dentro de uma sala de prova de vestibular. Para cada pergunta que você faz, são inúmeras as possíveis respostas. A grande problemática em dar conselhos, seguir conselhos, ouvir a voz da experiência, é que na verdade a resposta não é o ponto mais importante da questão. Passar pelo processo de procura à resposta é que faz toda a diferença. Se queremos sempre tudo pronto, como um congelado do século XXI, vamos viver a vida saciando a fome sem nos nutrir. Não importa quantas respostas você já conseguiu na vida, sempre vai haver aquela que você ainda não desvendou. E nenhuma verdade é absoluta.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

The darkness of night

Acho que sei de muita coisa, sobre tudo e principalmente sobre mim, sei tanto que sei o quanto eu e o mundo ao redor e transitório e contrastante.. No final das contas isso e não saber nada por períodos até que no final você se dará conta que você sabe sim de tudo, sobre o que realmente importa, sobre o que você é e faz, suas verdades, pontos fortes e fracos, leva tempo, mas saber nada por períodos leva a saber tudo e saber tudo pra mim consiste em saber bem quem você verdadeiramente é.

Autor: anônimo.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Memórias. Memories. Souvenirs.

Somos colecionadores de memórias. Só.

A vida inteira passamos. E passamos. E as pessoas passam por nós. Todos chegam e vão em algum momento. Independente da maneira como elas se vão, tudo que essas pessoas deixarão são memórias. Boas ou não, não importa. Todas essas memórias lhe ajudarão a perceber que tipo de novas memórias você gostaria de colecionar. É colecionando memórias por ai, que começamos a entender que tipo de pessoa queremos ser, com que tipo de pessoas queremos andar, com que tipo de situação conseguimos ou não lidar.

Na maioria das vezes as memórias ruins são as mais difíceis de serem apagadas. Algo de muito errado ai. As ruins, bem...as ruins existem invariavelmente, mas elas não podem ser postas em uma posição mais alta do que as boas. Mas nós fazemos isso. Algum tipo de lado masoquista do cérebro prefere evidenciar as piores memórias. Todo mundo sofre, mas é isso ai. Vida que segue. Sem drama.

Ter muitos problemas e defeitos e péssimas memórias não define seu caráter. O jeito com o qual você lida com problemas e defeitos e péssimas memórias, sim. E ainda mais, a forma com a qual você trata com carinho as boas memórias, faz de você uma pessoa feliz ou não.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Ilha Grande 2011/12

Nem sempre o previsível é algo ruim. Mais um Reveillon previsivelmente maravilhoso em Praia de Palmas, Ilha Grande. Como eu já esperava, conheci pessoas novas, fiz amizade com pessoas de vários lugares do Brasil. Pessoas com planos e futuros diferentes para 2012. Reencontrei pessoas, que por sinal, mudam a cada ano. Dessa vez, com um olhar mais apurado para poder ter ideias para escrever aqui, observei o valor e a futilidade de cada pessoa. Inclusive em mim. Fato que nós temos esses dois lados. Apesar das novas amizades, senti muita falta dos meus amigos do Rio. Com eles lá, a viagem teria sido perfeita. Pensei em cada um, na relação que tenho com eles, e na importância de cada um na minha vida. Inclusive da minha família: mãe, irmã, sobrinha e cachorro. Pela primeira vez em Ilha Grande eu decidi não estar lá sem as pessoas que eu amo de verdade. Foi muito bom o tempo que eu passei lá, inclusive para tomar essa decisão. Se aquele fosse meu último Reveillon, gostaria de tê-lo passado ao lado das pessoas que eu amo, e que me amam também. Claro que viajar e esquecer de tudo por 6 dias é muito bom. Lava a alma, e talvez sem essa viagem eu não teria pensado e repensado nisso tudo. Mas nada substitui a presença da minha família e dos meus amigos de verdade. Mas as pessoas que conheci lá, me acolheram como amiga, me divertiram, e me fizeram feliz nesses dias. Espero poder levá-las como amizade também, porque são pessoas incríveis e únicas. Consegui, alias, colocar as ideias do meu livro em ordem. Coisa que eu não estava conseguindo muito bem por aqui. O que desejo para vocês nesse ano, é tudo que desejo para mim: saúde, sucesso, paz, e que nós possamos refletir mais sobre quem somos, quem gostaríamos de ser, e sabermos encontrar um meio-termo para isso. Saber valorizar quem somos, e ser crítico com quem somos é o equilíbrio que precisamos para levarmos uma vida mais saudável. Mentalmente saudável. E é isso que quero para 2012. Que possamos ser mais mentalmente saudáveis. E não, não acredito que o mundo acabará em 2012. Acho que a evolução da espécie não chegou ao fim, e não viemos até aqui para deixarmos coisas a serem concluídas. Mas, se um dia o mundo acabar para todos, que tenhamos feito coisas que nos orgulhamos por. Porque um dia o mundo acaba para cada um de nós. E o que deixamos para trás há de ser bom. Caso contrário, passamos pelo mundo sem termos significado nada.