quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A song of myself (who I don`t know)

Trying to be away
Away from you
From you who would rather
Would rather be anywhere
Anywhere but here

Trying to keep distance
Distance from your memories
Memories that hurt
Hurt my brain and soul
Soul, broken soul of mine

Trying, and always making
Making the same mistakes
Mistakes I make over and over
Over and over again I bleed
Bleed through my eyes

I`d never see you again
I`d never picture you again
I`d never feel your heartbeat again
If I could, I would
I would if I had the strengh
If I had your cold heart

The truth is, I have no idea who I`m talking about. I was trying to write a song and I wrote some hidden feelings. Feelings for who I don`t know. Maybe for the person I am and shouldn`t be.

Trying to scape
Scape from myself
My ugly self
My ugly selfishness

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Nada pra fazer, vamos escrever!

Nada pra fazer, nada pra fazer, nada pra fazer...vamos escrever!
Hoje eu vi algumas pessoas que me fizeram escrever notas mentais. Os apaixonados. Ah...os apaixonados... Como são ridículos! Ficam idiotas, não se largam por nada... andam iguais... gastam dinheiro com presentes. Fazem cara de doença mental. Muito difícil entender esses apaixonados (quando não se está apaixonado). Como que esse sentimento pode ser tão controlador? Como você pode mudar completamente o seu jeito de ser, as suas atitudes, tudo por um outro ser humano? E por causa de uma reação química! Deus nos ajude! ... São facilmente manipulados, esses apaixonados. Acham até que a vida não tem graça longe de seus amados... Coisa ridícula. A vida é tão dinâmica, tão cheia de coisas novas, muita coisa pra ficarmos hipnotizados por um sentimento. Acordem, seus apaixonados! Depois de algum tempo, o sentimento muda, e você vai ter passado anos agindo como uma criança retardada, sem capacidade de discernimento. Os românticos que me perdoem. Amor é lindo. Paixão é ridícula. Amor é aquilo que você constrói. É a capacidade de compreender as coisas, e não a incapacidade de raciocinar. Amor é ser quem você é, e gostar do outro da mesma forma. É saber equilibrar as coisas, saber viver muito bem sem a pessoa, mas mesmo assim escolher viver ao lado dela. Amor é raro. É sentimento que traz paz e não angústia. Amor não depende do sexo. Você ama sua família. Paixão depende de um ato físico. Não acredito num sentimento que só existe em função de outra coisa. Amor não precisa de outra coisa, ele existe. Você sente, e pronto. Com ele, outros sentimentos acompanham, mas ele não depende desses outros sentimentos pra existir. E ainda assim, isso não quer dizer que ele seja irracional. O amor é racional, mas coisa que talvez nenhum raciocínio explique. É paradoxal. Mas não é idiota e passageiro. Gostaria de poder mandar para a forca os que sempre estão "amando". Apaixonados de merda! Você estar apaixonado não quer dizer que está amando. Amor é construção. Se você é uma pessoa realizada, é porque ama a sua vida, e a construiu com dedicação. Assim é uma relação, entre um casal, entre amigos, entre a família. É a construção dedicada de uma vida juntos, com respeito e carinho que lhes fazem manter os pés no chão, ao invés de viver em outro mundo, que não seja esse tão especial que a vida lhe deu. Ainda assim a paixão existe. Ainda assim ela é mais frequente que o amor. Mais urgente, mais visceral. Temos que lidar com ela, porque de tempos em tempos nos apaixonamos. Talvez essa tal paixão nos prepare para o amor. A paixão nos deixa irritantemente felizes, e ser feliz importa muito, então venho aqui dizer: se você está apaixonado e idiota, parabéns! Aproveite a felicidade mesmo que passageira da paixão. Mas tente talvez não deixar que a paixão seja mais importante que o amor. O amor que você tem por você mesmo.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Terapia do egocentrismo.

Escrever, ai ...escrever, escrever, escrever. Muito melhor do que ler. Pelo menos pra mim, que sou egocêntrica e acho que tudo gira ao meu redor. O que os outros escrevem nunca é tão interessante. Faço curso de Letras na faculdade e deveria me interessar por leitura. Muitos professores me odeiam por isso. Não gosto de ler. Mas quando digo que gosto de escrever, não recebo elogios, apenas um: você só vai ser uma boa escritora quando você começar a ler mais. Sim, concordo. Mas quem disse que quero ser uma "boa" escritora? OK. Eu quero sim ser uma boa escritora. Mas se eu depender de ler, acho que vou ter um certo trabalho. Preciso me dedicar à leitura. Preciso que as pessoas me prendam em suas escritas. Assim como na vida. Preciso que as pessoas me prendam à vida delas. Caso contrário, me retiro facilmente. Não tenho orgulho disso. Só estou expondo um dos meus grandes defeitos. Expondo meus defeitos para que me julguem. Porque pra uma egocêntrica, é melhor que a julguem, do que não ser mencionada.

Não acho que nasci com o "dom" da escrita. Mas sei que nasci com o gosto pra escrita. Gosto de escrever, gosto que leiam o que eu escrevo. Gosto que aqueles que gostam de ler, me leiam. Gosto mais ainda dos que não ligam para essa coisa de ler, mas me leem. É esse desafio que lanço aos melhores escritores. Eu não gosto de ler, como eles me farão gostar? Não digo que não gosto de ler NADA. Li um livro no ensino médio que me prendeu e li tudo de uma vez só. O retrato de Dorian Gray. Tai um escritor que sabe me prender. O fato é que não me prendo à qualquer coisa. É bem particular aquilo que me prende. E não é que eu não me dê a chance de gostar. Eu começo a ler, me forço, vai Aline, você consegue. Acho até as primeiras páginas interessantes. Mas automaticamente paro de ler e venho escrever. Talvez seja compulsiva. Escrevo o tempo todo na minha mente. Alias, o que eu escrevo é simplesmente o que vem à mente, e eu coloco em palavras. Muitas pessoas não conseguiriam fazer isso, mas conseguem ler. Quem são elas pra me julgarem? Se forem leitores meus, julguem-me à vontade. Afinal, gosto de ser o centro das atenções.

Nem sempre consigo ser o centro das atenções. Simplesmente porque apesar de eu querer ser, eu não sou a pessoa mais interessante do mundo. Mas tem um lado meu que não se importa com a atenção das outras. Sou meio egocêntrica e meio blasé. Não digo que sou bipolar porque tenho mais lados do que esses dois mencionados. Representação disso é que escrevo muitas linhas sobre mim (egocêntrica), mas não me importo com zero comentário no final do texto (blasé). Eu sei que disse acima que gosto de ser julgada, e que gosto de ser o centro das atenções. Mas de fato, meu lado blasé também existe, e ele me conforta quando não sou o centro das atenções. Sabe aquela coisa: "ninguém me nota (depressão), mas eu não ligo (superação)"? Pois é. Basicamente isso.

Não gosto de ler. Gosto de escrever. Sou egocêntrica. Sou blasé. Sou paradoxal, talvez. Tenho vários "eus" em "mims". E assim segue a vida. Expus tudo que sou nessa minha espécie de terapia, e não achei solução alguma; apenas exorcizei. Acho que é de fato uma terapia. Sem pagar nada.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Heart in a soup bowl

There is some blood on the water
'cause you killed my heart
There is some blood on the water
What's your alibi?

You took my soul
threw in the mud
Watch me burn
drink me in a soup bowl (drink me in a soup bowl)

You cut my skin
threw in the bin
I lost control
drink me in a soup bowl (drink me in a soup bowl)

Controling my mind
Watching me die
Grab another spoon
What's your alibi?

You drank it all
now my heart is cold
clean up the mess
let me in peace rest

Last chance , get rid of the evidence
Choke on your motive, live with my absence

There is some blood on the water
'cause you ate my heart
There is some blood on the water
Come and watch me die
There is some blood on the water
'cause you killed my heart
There is some blood on the water
What's your alibi?
What's your alibi?
Come and watch me die
What's your alibi?

05:44

O momento que você quer dizer "chega". O momento pelo qual você pula os bichos da porta da sua casa sem medo. O momento que você quer estar nela e com mais ninguém. Porque nenhum bicho da sua porta é mais assustador do que o mundo de fora.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Um paradoxo do pretérito perfeito complexo da teoria da relatividade

Falar ou guardar?
Quando dizer e quando calar?
Ser cru e enganado
Ou ser profundo e queimado?

Ser bem resolvido por fora
E confuso por dentro
Ou ser confuso por fora
E bem resolvido por dentro?

Você prefere ser uma coisa ou outra
Ou uma coisa E outra?
De outras coisas você sabe dizer
Ou só em mim sabe se fazer?

Você vive em função de quê?
Alguma vez viveu de você?
Sente-se suficiente
Ou precisas de mim até pra morrer?

Esperar por alguém até a morte
Ou morrer sem nunca ter procurado ninguém?
Se achar vais ficar
Ou vai passar e fingir nem olhar?

Em quais paradoxos você cabe?
Quais paradoxos não o cabem?
Você é a complexidade barroca
Ou Machado de Assis?

Você é sua Pessoa
Ou seus heterônimos?
Você é seu mestre
Ou o é quem você gostaria de ser?

sábado, 5 de novembro de 2011

O Ela moderna - Versão Vanessão

Ela cheira à maquiagem
Ela pinta a própria alma
Ela se esconde no brilho
Ela finge não se importar

Ela é poliglota
Ela trabalha sua beleza
Ela também não come
Ela toma calmantes

Ela dança na pista
Ela sofre no escuro
Ela escuta o barulho
Ela vomita seu escudo

Ela vomita o seu agudo
Ela grita calada
Ela liga a televisão
Ela cansa de não se ver

Ela se olha no espelho
Ela torce o seu corpo
Ela extrai o suco da inveja
Ela acaba por ali

Ela se deita acompanhada
Ela dorme sozinha
Ela acorda de ressaca
Ela não quer lembrar de nada

Ela é rycca
Ela compra tudo
Ela compra até amizade
Ela comprou a própria felicidade

Ela vive assim
Ela não aprendeu outra forma
Ela é desse mundo moderno
Ela morre sem a ele ter pertencido


Mas se ela quiser, ela resolve. De boa.