segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Confusões e definições.

Já ouvi dizerem que a felicidade é superestimada. Diz isso quem nunca conseguiu alcançá-la. Até porque quem definiu felicidade foi bem criterioso. Eu acredito viver com objetivos, alcançar esse objetivos, ter amigos, ter uma boa família, sentir-se necessário, precisar de pessoas, compartilhar sentimentos e saber ultrapassar barreiras é um bom conceito para felicidade. Talvez a felicidade superestimada seja a felicidade perfeita, a qual talvez nem exista. A felicidade em si não é algo inalcançável, o que acontece é que, como muitos outros sentimentos, nós confundimos. Felicidade não é ter tudo que se quer ter, é saber viver com o que se tem e, acima de tudo, saber lutar pelo que se quer conquistar. É talvez sabermos perder e mesmo assim continuar. É querer o bem das pessoas do mesmo jeito que queremos para nós mesmos. É ter ao lado pessoas que valham a pena ter. É, quem sabe, não querer morrer, mas ter a certeza de que se você morresse agora, deixaria boas lembranças para os que ficaram. Tocar algumas vidas, modificar coisas, deixar sua marca. Pessoas que conseguem fazer a diferença, independente do quão significante ela seja, essas são felizes, porque não passaram pela vida como figurantes. Algumas pessoas ficam a vida inteira esperando por uma felicidade que não existe, e por isso morrem achando que nunca tiveram essa sensação. O problema é não saber reconhecer tal sentimento, confundi-lo assim como confundimos o amor com a possessividade, a satisfação com a ganância, a adoração com inveja. Talvez as pessoas fossem mais felizes se parassem de idealizar e vivessem mais; cada momento.

Nenhum comentário:

Postar um comentário