sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Big bang

Anos passando e o mundo discutindo sobre as mesmas coisas. Sociedade, política, direitos, direitos de quem? Quem de direito? Viciamos na palavra preconceito, porque ninguém pode mais criar um simples conceito. Ninguém pode mais pensar sozinho. Ninguém pode mais? E quando que alguém algum dia pôde? Estamos perdendo a visão, perdendo a audição, mas tudo bem, o pior de tudo é mesmo perder a voz que nunca nem ao menos tivemos. Ciência, tecnologia, teologia, antropologia, e todos os outros estudos tão importantes porque eles têm seus próprios nomes. Temos muita paciência e somos muito bem domados. Pela política talvez, ou pela nossa própria essência. Todos os que se destacaram foram aquele que perderam a paciência. Sabemos disso e continuamos a manter a nossa. Mais fácil, menos arriscado, muito inútil. Todos os assuntos relacionados aos problemas do mundo e das pessoas do mundo são discutidos antes mesmo que houvesse conceito pras coisas da vida e da morte. Nunca chegamos à nenhuma conclusão que nos beneficiasse. Discutimos a estupidez humana, que somos nós mesmos, discutindo sobre algo eternamente, e alcançando solução alguma eternamente. Se a luta é o que importa, vamos lutar com garra. Se não existe luta sem alguma vitória, então que lutemos com mais força. Passar por qualquer lugar não é o que eu quero pra mim. Eu não me importo se você só quiser isso. Talvez você esteja até mais certo que eu. Mas enquanto eu não morrer, vou viver da maneira que eu bem entender, e se eu tiver que ser mais uma andando em círculos, tentando ajustar uma coisa que já é tão danificada que é melhor ficar parada, bom, então vou viver andando em círculos mas nunca ficarei parada. Não só otimista, sou realista. De tão pouco se viveu até hoje, só tendemos a crescer,e não o contrário como muitos pensam. E talvez cresçamos tanto que explodiremos, e ai outro big bang pode estar por vir.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Confusões e definições.

Já ouvi dizerem que a felicidade é superestimada. Diz isso quem nunca conseguiu alcançá-la. Até porque quem definiu felicidade foi bem criterioso. Eu acredito viver com objetivos, alcançar esse objetivos, ter amigos, ter uma boa família, sentir-se necessário, precisar de pessoas, compartilhar sentimentos e saber ultrapassar barreiras é um bom conceito para felicidade. Talvez a felicidade superestimada seja a felicidade perfeita, a qual talvez nem exista. A felicidade em si não é algo inalcançável, o que acontece é que, como muitos outros sentimentos, nós confundimos. Felicidade não é ter tudo que se quer ter, é saber viver com o que se tem e, acima de tudo, saber lutar pelo que se quer conquistar. É talvez sabermos perder e mesmo assim continuar. É querer o bem das pessoas do mesmo jeito que queremos para nós mesmos. É ter ao lado pessoas que valham a pena ter. É, quem sabe, não querer morrer, mas ter a certeza de que se você morresse agora, deixaria boas lembranças para os que ficaram. Tocar algumas vidas, modificar coisas, deixar sua marca. Pessoas que conseguem fazer a diferença, independente do quão significante ela seja, essas são felizes, porque não passaram pela vida como figurantes. Algumas pessoas ficam a vida inteira esperando por uma felicidade que não existe, e por isso morrem achando que nunca tiveram essa sensação. O problema é não saber reconhecer tal sentimento, confundi-lo assim como confundimos o amor com a possessividade, a satisfação com a ganância, a adoração com inveja. Talvez as pessoas fossem mais felizes se parassem de idealizar e vivessem mais; cada momento.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Transitoriedade não-relativa.

Verdade é algo relativo. Depende da função dessa verdade e pra quem ela serve; de que ângulo a olhamos, ou com o que comparamos. Erros e acertos também são relativos. Qual a circunstância que me encontro pode diferenciar erro de acerto. Sentimentos são relativos. Amor pode ser bom ou não, depende de quais outros sentimentos estejam vinculados a ele. Sempre digo que tudo é relativo. Defendo Einstein e sua teoria. Para mim, simplesmente, tudo é relativo. Pois bem, até isso é relativo! Será mesmo que nada contém verdade absoluta? Porque de tempos em tempos deparo-me com questões da vida que me parecem pouco relativas. Algo que não muda e nunca vai mudar, por exemplo, é a transitoriedade da vida. Toda essa relatividade que nos envolve, que faz com que as coisas sejam sempre diferentes das outras por mais parecidas que sejam, essa sequência de "erros" e "acertos" que nos fazem aprender e ultrapassar "verdades" que nos pareciam tão absolutas. Isso nunca vai mudar. Não importa o quão boa ou ruim uma experiência seja, nada vai nos tirar a capacidade de aprendermos com ela. Mesmo que façamos a mesma sequência de coisas diariamente até o fim de nossas vidas, nossos sentimentos, nosso caráter, nosso olhar perante às coisas e pessoas sempre vai mudar de alguma forma. Por mais que uma pessoa não tenha um poder muito bom de percepção ou aprendizado, ela nunca vai morrer sem ter ultrapassado algumas barreiras. Cada um caminha pela vida, em frente ou em círculos, nós caminhamos. Não há relatividade quando dizemos que a vida é transitória, ela é e isso é um fato que não precisa de ciência ou religião para apoia-lo.


Créditos: Ricardo Coelho por ter pensando junto =)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Do que se precisa.

Não mendigar sentimento cura a alma. Ter carinho desprovido de obrigatoriedade pode ser mais forte do que mesmo o próprio amor. O amor que sempre é confundido com tanta coisa. Tanta certeza em meio de tanta dúvida. Não deveria haver dúvida. Não se esforçar demais, o quão bom é isso?! Conseguir dividir, conseguir não viver esperando pelo que não vai acontecer. Não sofrer de ansiedade por saber que todas as coisas estão no seu devido lugar. Dançar de um jeito tão ridículo que o outro acha lindo. Achar que nunca tinha se divertido tanto, todos os dias. Não se sentir objeto. Sentir-se necessário. Não disputar poder, e nem esperar para que um momento acabe para que o outro venha logo em seguida. Ter a sorte de encontrar alguém que nos faça assim, mesmo depois de achar que não haveria quem. É o que todos precisam.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

What a mess!

Já comecei e recomecei esse texto milhões de vezes. Quando essas confusões acontecem, é porque de fato dentro de mim está tudo confuso. Eu adoro estar no meio dessas confusões internas. São as mais enriquecedoras. Melhor sentir-se perturbado do que não sentir nada. Algumas coisas acontecem, e as coisas saem do eixo. Gosto quando a minha vida sai daquele rumo conhecido e toma caminhos arriscados. Gosto porque a monotonia de sempre andar pisando por onde já sabe me anflinge. Ficar parada no mesmo lugar nunca me agradou. Não que coisas boas tenham que sair da minha vida só para eu ter a sensação de renovação, mas tudo tem limite nessa vida. Ou pelo menos deveria. Todos nós precisamos de um pouco de confusão e um pouco de paz. Em alguns momentos da vida precisamos mais de um do que de outro, mas mais cedo ou mais tarde, estaremos buscando pelos dois ao mesmo tempo, ou em tempos diferentes. Mas alto lá! Gosto do que se faz permanente também: minhas amizades, minhas saídas previsíveis, minhas idas à faculdade ouvindo sempre as mesmas músicas. Certas coisas eu tenho muito orgulho de manter como padrão na minha vida. Apesar de estar adorando toda essa confusão, me sinto em paz em saber que a hora que ela acabar, a minha vida estabilizada estará lá, esperando por mim. Qual dos dois eu prefiro? A bagunça ou a organização? A bagunça! Mas preciso saber que a bagunça tem como ser organizada.