terça-feira, 30 de agosto de 2011

Canto XI.

Você me disse que eu não sou dessas que gostam de teoria
Como gostaria eu de saber mais da tua teoria
Gostaria de conhecer mais a tua prática
Gostaria de conhecer a tua doença.

Você ousou achar que não sou dessas que gostam de história
Queria saber da história tua que muito me importa
Fazer parte dessa história agradar-me-ia
E em teus braços tu pegar-me-ia.

Voz adulta macia e ríspida essa que escuto da boca tua
Macias e estúpidas mãos essas que movimentam
Movimentos esses que dão vida à tua fala
Que dão combustível à minha loucura.

Seus suaves movimentos fazem-me não fazer movimento algum
Sua estrutura de tão firme só faz a minha desmoronar
Faz com que eu queira apenas que tu queiras matar
Matar essa minha vontade de contigo estar.

Alma minha essa que é jovem descontrolada e destemida
Não teme a tua presença e muito menos a tua falta
Teme apenas que o teu vasto conhecimento
Não se espalhe por entre veias minhas.

Deixe-me por final então matar de vez a tua santa doença
Deixe-me ser então, por que não, a tua tal doença
Aquela que não deixa-te dormir por afobação
Preocupação, inquietação, maldição.

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