quinta-feira, 26 de maio de 2011

Uma crítica sobre a crítica.

Todo mundo é muito cheio de opinião. As pessoas sempre têm a solução para os problemas alheios. Todo mundo faria melhor do que foi feito. Todo mundo julga como se já tivesse tirado o diploma do conhecedor da vida e do mundo. O fato é que todos nós estamos aqui errando feito loucos a todo tempo. A unica diferença é que alguns de nós sabem aprender com isso e tiram proveito de toda essa loucura, enquanto outros escondem seus erros para serem dignos o bastante para julgar todo o resto. Todo mundo fala muito. Todo mundo fala mais do que deve. As pessoas adoram dar conselhos. As pessoas adoram criar teorias. O fato é que ninguém entende de nada mesmo. O que aconteceu comigo pode ter me dado experiência, mas não quer dizer que a sua experiência que é parecida com a minha surtirá o mesmo efeito da minha. Eu posso compartilhar o que já aprendi, mas não posso tentar ensinar nada a ninguém, em relação à vida. Cada um aprende de uma forma unica. Cada um segue o caminho que escolhe seguir, e não cabe a mim e nem a você dizer se é o melhor ou o pior caminho. Um dia disseram que uma menina era hiperativa e que ela precisava ser tratada com remédios. Um belo dia sua mãe tentou levá-la em outro especialista, pois ela queria todas as opiniões possíveis, mesmo que já tivesse ouvido muitas. O especialista pediu para que a criança ficasse sozinha numa sala, e de uma outra sala ele e a mãe a observavam. A menina de fato não conseguiu ficar quieta por muito tempo, começou a pular, dançar, coisas típicas. O especialista pediu para que a mãe da menina tentasse coloca-la numa aula de dança, para ver se a menina se sentiria melhor liberando toda a energia. Hoje em dia essa mesma menina é uma das bailarinas brasileiras mais conceituadas em toda a América e Europa. Imagina se ela começasse a tomar todos aqueles remédios para acalma-la?! Ou seja, raramente a gente pode definir o que é melhor para uma outra pessoa. A gente pode arriscar, e consequentemente acertar, ou errar. As pessoas só não podem achar que são possuidores da verdade absoluta. Até porque essa não existe. As coisas são relativas. Toda história com certeza tem muito mais de dois lados. Todas as pessoas têm sentimentos, mesmo que fracos e apagados. Toda pessoa sã vai se arrepender várias vezes na vida. Não podemos criticar sem olharmos para o próprio ser. Claro que alimentar a sua visão crítica sobre as coisas do mundo é essencial para construirmos o nosso caráter, mas o que a ninguém pode, é usar essa crítica como uma verdade divina, e insultar ou afetar a vida de alguém com ela.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Numb - Scarlet Rose

The price you pay when you believe in something, and you never give up believing. Even if your world turns the other way round. And even if you conquer that thing you believe in, not even then you get what you want. You feel like vomiting, you feel like blowing some place down. You feel like being alone, because you just don`t deserve the world around you. Just because you have everything, and you feel like you have everything to lose. You don`t feel you are wise enough, you don`t think you are worthy. You should be the one everybody hates, but just as a way to make fun of you, everybody likes you a lot. People shouldn`t. People shouldn`t look at you and admire you. It just doesn`t make any sense. You are messed up. But nobody seems to see that. People are blind. Or that`s just me getting insane? You shiver. You cry. Nobady feels, nobody hears. But in the end, you are just fine. And in the end, you keep doing the bad things you are supposed to, with the excuse that it`s just not your fault. And when the heavy shoulders and guilty heart colapse again, you feel it all over again. There is no ending. And you just settle down. You just ignore it again. And you try to convince yourself you are not the only one. You are not the only one. You are not the only one.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

From the bottom up

And please, just leave me alone here by the side of nothing
'cause I don't wanna be someone else's obstacle
I don't wanna be the reason why you suffer
Live your life like I had never born
I don't wanna make it rougher
I don't wanna be part of it
Shoot the gun and kill it
Like I was never there
It will be easier
Easier for you
Harder for me
I don't mind
Let it die
Please.

sábado, 14 de maio de 2011

Algumas décadas mais de volubilidade II

"Aline, cuidado andando sozinha até em casa. Vou te olhar da varanda" - disse minha mãe. "Mãe, a Aline já andava sozinha na lapa desde os 15 anos" - retrucou minha irmã. É...me parece que sempre fui assim. Espírito livre. Gosto de ser livre, mesmo que presa à tantas coisas. 22 anos. Não parece mais, e nem menos. Concluí coisas que esperava concluir cedo mesmo. Muitas coisas mudaram de um ano pro outro. Outras permaneceram intactas. Muitas coisas mudam na minha vida, mas pouca coisa muda em mim. Os defeitos são os mesmos. As qualidades não aumentaram. A diferença é que hoje eu tenho maturidade para encarar os defeitos e auto-confiança para reconhecer as qualidades. Em todos os aniversários sinto falta de pessoas. A cada aniversário sinto falta de mais uma pessoa. Porém, a cada aniversário, pessoas maravilhosas entram na minha vida. A vida é um ciclo mesmo. As pessoas que realmente devem permanecer, permanecem. Mesmo que no pensamento. O que aprendi até aqui? Aprendi que ainda tenho muito que aprender. Aprendi que não importa o quanto eu aprenda, as experiências nunca são iguais. Temos que aprender tudo de novo a cada uma delas. Mas eu aprendi que sou muito mais forte do que eu imaginava. Aprendi que me importo muito menos do que eu achava. Aprendi que sou muito pior do que as pessoas conseguem enxergar. Nasci no dia das mães. Foi um aviso para a minha mãe. Ela jamais teria outro papel na vida além desse. É tudo que ela vem sendo a minha vida inteira. Minha mãe. A mãe da minha irmã. A mãe da minha sobrinha e da minha avó. Devo meus 22 anos bem vividos a ela. Mesmo que eu quase nunca tenha feito a vontade dela, eu não seria nem metade do que eu sou sem ela. Devo meus 22 anos ao meu pai também. Tudo que faço penso no quão orgulhoso ele estaria. Por todas as amizades que eu tive, por todas as pessoas que amei, por todas pessoas que me amaram, por todos os meu erros, por todos os meus acertos, por todas as risadas, bebedeiras, companhias, filmes, viagens, calotes, fantasias, arruaças, por tudo de bom que me aconteceu até hoje, eu posso dizer que esse é um feliz aniversário. Por algum motivo que não sei qual, as pessoas gostam de mim e demonstram isso, e por isso, lhes sou eternamente grata. Obrigada pelo carinho de todos, obrigada por aqueles que não estão presentes, mas estão. Obrigada pelas coisas novas, pelas pessoas novas, pelos sentimentos novos, obrigada por fazerem parte do meu mundo, e por estarem me ajudando a escrever a minha história.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Defeitos meus

Sim, eu fumo.
Sim, eu sou hipócrita.
Sim, eu me escondo.
Sim, eu machuco as pessoas.
Sim, eu sou ingrata.
Sim, eu me afasto dos meus amigos.
Sim, eu afasto meus amigos de mim.
Sim, eu bebo.
Sim, eu julgo.
Sim, eu levo tudo para o lado pessoal.
Sim, eu falo sem pensar.
Sim, eu ajo sem pensar.
Sim, eu falo palavrão.
Sim, eu sou incoerente.
Sim, eu sou possessiva.
Sim, eu sou rude.
Sim, eu opino demais.

Não, eu não tenho paciência.
Não, eu não tento agradar.
Não, eu não falo só verdades.
Não, eu não ajudo aos necessitados.
Não, eu não sou sutil.
Não, eu não boa aluna.
Não, eu não gosto de ser criticada.
Não, nem sempre eu cumpro minha palavra.
Não, eu não sei pedir desculpas.
Não, eu não sou infeliz por ser assim.

Sou defeitos, sou qualidades
Sou erros, sou acertos
Sou boa, sou ruim
Sou eu, sou eu
Não importa, sou eu.
E você também é assim:
reles humano.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Mensagem subliminar

O canto de um pássaro
O toque de uma fera
O cheiro de jasmim-de-madagascar
Coração-dermantoid-garnet
É água. E ponto final.
É sempre reticências do Romantismo
É língua árabe
Linguagem de sinais
Linguagem do olhar
Relatividade do clichê
Clichê da relatividade
Meditação e vulcão
Cigarro e álcool
E talvez um pouco mais