segunda-feira, 25 de abril de 2011

Canção dos loucos

Não me importa quantos anos mais me restam
Tudo que preciso é viver.

Não me importa em quantas pedras mais eu tropece
Tudo que quero é andar.

Não me importa quantas vezes eu acorde
Tudo que eu preciso é sonhar.

Não me importa quantos laços sejam feitos e desfeitos
Tudo que eu mereço é senti-los.

Não me importa quantas pessoas me abandonem
Tudo que eu valorizo é o que fica.

Tampouco me importa quantos recomeços serão necessários
Tudo que eu supero é o que me reanima.

O brilho belo dos olhos que me vêem,
os lábios que sorriem de volta para o meu,
os braços que envolvem a minha saudade,
a esperança que retorna de onde não sei para onde foi.

O brilho belo dos olhos que me vêem,
os lábios que sorriem de volta para o meu,
os braços que envolvem a minha saudade,
a esperança que retorna de onde não sei para onde foi.

Não me importa mais nada.

Uma viagem de viagem!

E então? Vamos viajar?
Bem que eu escrevi na geladeira: good stories to be told by the end of the trip. Ou alguma coisa parecida. E não é que eu acertei? Acho que os pedidos começaram a se realizar desde então. Antes de sair, um tombo sensacional foi presenciado para começar com o pé direito. E então pegamos a estrada. Enchemos de alcool. Não o carro, o corpo mesmo. E lá vamos nós. Primeira noite, churrasco para levantar a pressão a base de muito sal e vodka. Então, vamos armar a barraca e dormir? Armar a barraca sim, dormir não, dormir é perda de tempo. Então vamos "acordar" e começar o dia. Ainda não sabíamos que o melhor ficaria para a noite. Crianças demoníacas aparecendo, de todos os lados, de vários tamanhos, muito assustadoras. Nem sabíamos se eram reais ou fruto da festa de macumba que aconteceria dias depois. Pessoas de branco, pessoas com medo, pessoas meteram o pé! E então? E agora? Vamos embora e acabar com a viagem né? Tá tudo tão esquisito. Mas esquisito é tããão mais lecal!!! Vamos procurar um camping. O camping é logo após o carro de polícia, mas como o carro não parava de andar nunca, o camping não chegou nunca. Um dos primeiros pedidos: só queríamos um motel para dormir e voltar para casa no dia seguinte. ACHAMOS! "Por favor, a gente não vai fazer nada, não tem nem casal aqui, deixem-nos entrar, só queremos dormir". Ir para um motel e jurar não fazer nada parece até brincadeira. "Poder, pode! Mas tem que sair às 7." Hein? Temos hora para sair só pq não vamos copular? Então tudo bem. O dia acordou, tudo ficou menos assustador, mas não menos esquisito. Passeamos, tomamos café, carregamos bateria na padaria (só para rimar). Passeamos e tropeçamos pela rua das pedras. Vimos que cadeirantes só podem chegar a um certo ponto, mas moto pode ir mais a frente (?) Vamos então procurar um camping, a viagem começou a ficar tão agradável. Bem que o camping poderia ter piscina. Mais um pedido realizado!!! Montamos então o nosso lar doce lar, apartamento 141. 25 reais por noite, mas pode ficar 2 dias que ninguém liga! Então, vamos a la playa? A pior coisa que podemos fazer numa praia é...? é...? Olha que doido! Comer peixe na praia se tornou o fim da saúde estomacal das viajantes. Mas pagamos pelo peixe. O bom é que a forra estava por vir. Num dia tão cansativo, resolvemos dormir. Acordamos então e acordei a vizinha: "Chefe, chefe, chefe, acorda! Precisamos dar aula" ... Ou não, precisamos é colocar o bikini e cair na farra de novo. Areia, mar, sol, sal (lambidas no sal), cerveja, vontade de comer a comida da mesa do lado. Uma cigana me disse que eu era invejada no amor, tbm pudera né...8 mil seguidores. Acabou o cigarro. Bem que podia ter cigarro. Opa! Mais um pedido. "Puedes mirar nossas coisitas que iremos a passear?"(Sim, não sei escrever em espanhol) "Queres um rucucoca?" Oi??? "Queres um rucucoca?" Oi??? Rucucoca!!!!!! Ahhhh! Rum com coca... não, mas cigarro a gente aceita. Cigarro que era um barato! Literalmente. Ops, um cilio caiu, façamos um pedido! Droga, perdi! Espero que vc tenha pedido a mesma coisa que eu! Tenho certeza que pediu. E então, vamos embora e continuar a bebedeira em casa/barraca? Sim, vamos pagar a conta então! O QUEEEE? Não aceita visa???? COMO ASSIM não aceita visa? É, não aceita, mas passa aqui amanhã e paga. Oi? É, pode ir. Esquisiiiiiito! Pelo menos o cartão da morte foi poupado dessa vez. Vamos então aproveitar os 90 reais economizados e vamos comprar vodka! Mas Í ! Falta o gelo... Não tem gelo de 5 reais... olha pro lado. Fábrica de gelo! =O Mais um pedido. Alguém estava lá do céu zoando a gente. "Olha como elas estão impressionadas hihihi". Vamos beber então. Pessoas bêbadas. Brincadeiras da verdade, brincadeiras de eu nunca, coisas lecais sendo ditas. PAUSA! O macarrão do vizinho tá divino! Mas a vizinha é feia e velha, relaxa. Vizinha nada feia e nada velha aparece: "Vocês querem macarrão?" WHAAAAAAT? Mais um pedido? Bebe-se, come-se. O dia do final chegou. Vamos tomar café da manha? Não desmaia Nat, se não toma esporro!!! 5 pessoas,mil reais de conta: "4 real, 5 real paga" WHAAAAT? As pessoas da região dos lagos só podem ser ricas. Então tá neah...vamos embora. Estrada mais uma vez. Podia não ter trânsito ne? Podia tocar Gadu ne? Podia ser... Tudo aconteceu, tudo de bom, tudo de melhor, muita diversão, muita produção, muita dor na barriga de tanto rir. Felicidade é uma coisa que contagia. Quem é feliz e reflete felicidade, recebe em triplo.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Let`s be happy, just because.

E então nada mais importou para ela. Tudo o que sempre sufocou hoje não faz parte dela. Bloqueios e medos. Medos de ser feliz. Medo de ser infeliz. Uma leveza tão boa que ela desistiu de todo o resto. Desistiu de desejar que as pessoas pagassem pelo que já fizeram de mau para ela. Desistiu de se preocupar e de fincar os pés no chão. Ela fechou os olhos, e começou a não querer acordar mais. Num coma profundo ela entrou, porque a realidade que ela vivia já não fazia mais parte de quem ela era. Ela não sabia o que era, mas ela sabia o por quê. Ela queria era ouvir música e imaginar, enquanto a hora não chegava. Ela nem sabia mais o que escrever, mas ela sabia o por quê. Ela sabia que nada sairia com sentido. Ninguém jamais entenderia toda aquela escrita desconexa. Talvez, só uma mente que saiba ler ao contrário entenda. Por que ela estava ao contrário. Ao contrário de tudo que sempre quis ser, e ao contrário de tudo aquilo que a impedia de ser feliz. Mas na verdade ela nem sabia o que era aquilo tudo ali. Ela nem queria saber. Ela queria era viver. Porque quando a gente está feliz, a gente quer mais é que o resto do mundo seja feliz como a gente.

domingo, 10 de abril de 2011

Thy thoughts I can hear

Through the darkness of night
With no stars upon the sky
Listening to the painful silence
Thy thoughts I can hear

The once healed wounds
Now bleed as my cold stoned heart
Listening to the painful silence
Thy thoughts I can hear

The cold knives of thee
Stabbing my sinner soul
Listening to the painful silence
Thy thoughts I can hear

The nightmare never ends
Smiling back at them, he pretends
Listening to the painful silence
Thy thoughts I can hear

Owls and bats
Shadows and regrets
Leaves creeping me out
And the midnight clock
Wakes me up from the delusion

I am awoke, I am dim
Just like the day, still dark
The stars still don't spark
And yet my delusion remains

Listening to the painful silence
Thy thoughts I can hear

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O fim dos tempos.

As pessoas se valem de cada tragédia que ocorre no mundo para dizerem de boca cheia que o fim dos tempos está chegando. O fim dos tempos está chegando desde que ele começou. Desde que seres humanos habitam o mundo, ele corre perigo. O mais engraçado é que as pessoas que falam que ele está chegando se distanciam da culpa disso. Cada pessoa que se assusta com tragédias tira todo o peso de seus ombros quando se dizem chocados. Nada disso é novidade para ninguém. Quando vejo que alguém se chocou com alguma notícia, eu penso: aonde essas pessoas viviam até agora? Em qual planeta perfeito/desabitado? Quem ainda se assusta faz parte de todo esse processo. Você, mesmo que você seja um religioso, faz parte de toda essa destruição. Você, meu caro chocado, já contribuiu inúmeras vezes para o fim dos tempos. Não são apenas as catástrofes que destroem o mundo. As catástrofes, e loucura na cabeça das pessoas que cometem crimes, são resultado da SUA contribuição. Seja por viver em uma sociedade capitalista, ou por ser preconceituoso em algum momento (ou em todos eles) da sua vida, ou por reclamar do que está acontecendo e não fazer nada, assim como eu estou fazendo agora. As pessoas se chocam e não fazem nada. Há pessoas que fazem sim, ajudam como podem, mas isso não as liberta da culpa de algum dia terem sido parte dessa destruição. Seja por andarem de carro, tomarem banho demorado, zoarem alguém, comprarem coisas que lhes são desnecessárias, ou por se colocarem na frente do outro. É claro, que todos nós somos fadados ao erro. É necessário errar. Mas ver que pessoas ainda se assustam com o que acontece, me faz pensar bastante. Não agir é um direito seu. Viver num mundo capitalista lhe foi imposto. Xingar alguém em algum momento é natural. Ser preconceituoso faz parte da nossa existência. O que não é coerente é ver pessoas se surpreendendo com isso tudo. O fim pode chegar, ou ele pode nunca chegar. Se ele nunca chegar, teremos que conviver eternamente com nossos erros, e com os erros dos outros. Acostume-se com isso, e faça o que puder/quiser fazer. Se tudo correr bem, o mundo acaba e nos livramos de nós mesmos.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Why don't you and I? - Nickelback

Since the moment I spotted you
Like walking 'round with little wings on my shoes
My stomach's filled with the butterflies
And it's alright

Bouncing round from cloud to cloud
I got the feelin' like I'm never gonna come down
If I said I didn't like it then you know I'd lied

But every time I try to talk to you
I get tongue-tied
Turns out that everything I say to you
Comes out wrong and never comes out right

So I'll tell you why don't you and I get
together an' take on the world
and be together forever
Heads we will and tails we'll try again
So I say why don't you and I hold each other,
and fly to the moon and straight on to heaven
Cause without you they're never gonna let me in

When's this fever gonna break ?
I think I've handled more than any man can take
I'm like a love-sick puppy chasing you around
And it's alright

Bouncin' round from cloud to cloud
I got the feeling like I'm never gonna come down
If I said I didn't like it then you know I'd lied

Every time I try to talk to you
I get tongue-tied
Turns out, everything I say to you
Comes out wrong and never comes out right

So I'll tell you why don't you and I get together an' take
on the world and be together forever
Heads we will and tails we'll try again
So I say why don't you and I hold each other,
and fly to the moon and straight on to heaven
Cause without you they're never gonna let me in

Slowly I begin to realize this is never gonna end
But about the same time you walk by
And I say oh here we go again, oh

Every time I try to talk to you
I get tongue-tied
Turns out, everything I say to you
Comes out wrong and never comes out right

So I'll say why don't you and I get together an' take
on the world and be together forever
Heads we will and tails we'll try again
So I say why don't you and I hold each other, .
and fly to the moon and straight on to heaven
Cause without you they're never gonna let me in.


http://www.youtube.com/watch?v=5jGYkAZo_8I

A minha época de 80

Será que é possível viver numa época diferente da sua? Será que é possível ter havido algum engano e eu ter nascido no tempo errado? Ou será que aquele tempo era tão certo para mim que seria destruitivo? E o que não é, não é?! É difícil sempre querer viver algo diferente do que se vive, ou algo impossível de acontecer. Apesar de muitos planos se concretizarem, os que mais almejo, são aqueles irrealizáveis. É uma saudade do que eu nunca tive, ou a vontade de ter o que nunca vou conseguir. Tenho certeza de que se eu conseguisse, não estaria satisfeita. Mas a boa música, a boa rebeldia e a boa repressão da época me encantam. Tudo tinha mais graça, porque tudo era proibido. Tudo tinha mais graça, porque tudo tem mais graça do que a realidade que vivo. Não que eu não esteja feliz, mas a imaginação atinge um nível que só pode existir na imaginação mesmo. Vivo então o meu século e ouço as músicas para me sentir mais encaixada. Ou talvez isso me desencaixe ainda mais do mundo em que minha mãe decidiu me colocar. De fato, não acho que eu sobreviveria àquela época. Bom, se eu sobrevivo à banalidade da minha época, acho que aquela talvez eu tiraria de letra. A impressão que fiquei foi essa: o tempo passa muito rápido; as épocas mudam muito bruscamente; as pessoas mudam de estilo com muita facilidade; idiotas sempre vão existir; saudade não é algo que se possa definir, só podemos senti-la.