sexta-feira, 4 de março de 2011

Carnaval da alma.

Não é verdade que fechamos os olhos para os problemas e curtimos como se não houvesse amanhã. Nós somente experimentamos por alguns dias a verdadeira essência da vida. Como deveríamos ser sempre: felizes acima de tudo. Mas os problemas fúteis, que os espertos inventaram para os estúpidos não usufruírem da alegria do mundo, acabam cegando aqueles que ainda insistem em achar que existem coisas mais importantes do que ser feliz. Os caminhos que levam à felicidade, e aqui me contradigo com muito gosto, não é relativo. A equação que dá como resultado a felicidade é simples e não muda, mas aqueles estúpidos acima citados ainda tentam outros caminhos, e acabam só sendo felizes até a quarta de cinzas. Não estou aqui assinando meu nome embaixo do contrato que me vende a verdade, nem tampouco descobri qual é a fórmula da felicidade absoluta, até porque não existe felicidade sem tristeza, pois se não houvesse tristeza não entenderíamos o que é ser feliz, mas afirmo com palavras firmes que não é nada disso que o mundo pensa ser. Para mim, o melhor da vida vem de dentro. Estado de espírito e energia da alma que é a massa do bolo. O recheio e cobertura é quando misturamos o estado de espírito e a energia da alma dos que nos cercam, com nossa. Para aqueles em que vivem culturas não-carnavalescas, não digo que nunca são felizes, mas com certeza também acham sua maneira de redenção. Redenção essa que não deveria existir, se vivêssemos sempre satisfeitos com a vida que levamos. Se não sempre, na maioria dos nossos dias. A felicidade carnavalesca é pura, apesar da libertinagem brasileira, porque ela simplesmente não precisa de nada mais além da energia que nos envolve. Mesmo que não se goste da festa carnaval, gostamos de ter essa tradição. Se é que podemos levar alguma coisa de bom desse feriado quando Deus fecha os olhos para não nos mandar direto pro inferno, podemos levar o espírito de viver a vida com espontaneidade, com o espírito livre e leve, com a imaginação solta. Como se tudo que importasse fosse a nossa amizade com aqueles que nem conhecemos, mas que cumprimentamos quando passam com uma fantasia engraçada ao nosso lado na rua. Não sou a Miss Brightside, não quero defender o lado bom das coisas, quero apenas demonstrar o quanto coisas simples podem nos deixar felizes, e que a simplicidade me atrai; o que não quer dizer que eu fuja da complexidade que me aparece once in a while. Se tudo que alguém se orgulha no final de sua vida é de ter conquistado bens materiais mais valiosos do que o do vizinho, essa pessoa nunca experimentou o verdadeiro espírito de carnaval.

2 comentários:

  1. Bacana(hahaha).. Total vale usar esse feriado(e vários outros) pra essa reflexão.. Apesar de dúvidar que a humanidade na sua maioria, possa ter esse pensamento sobre o carnaval, é confortante saber que algumas pessoas, como você, o tenham.
    Pw: Curtimos como se não houvesse amanhã né.
    ehaUOIAEUHAEIUHAIUHAU

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  2. Concordo em partes, Pipi. Mas uma coisa é certa: no carnaval é tão mais legal você ver algumas pessoas simplesmente dançando juntas [como se não houvesse amanhã], independente de status, de preconceito. Todos são felizes nessa época. Pena que não dura depois da quarta de cinzas. Beijos, sua linda

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