domingo, 27 de março de 2011

Sexagésima morte da minha alma.

Tô sem vontade de nada
Tô insegura de tudo
Me sinto abandonada
E não quero ninguém por perto

Não quero escrever
Nem quero saber
Nem quero que saibam
Muito menos que me vejam

Não suporto futilidade
Não quero ouvir complexidade
Quero mudar tudo
mas tô inerte que nem o mundo

Quando tudo sempre muda
Uma hora tudo fica sempre igual
Talvez por isso cometam suicídio
Quando a vida se torna banal

Suicídio da alma
Alma já sem vida
Não fará diferença
Talvez nem seja possível

Porque pra morrer tem que tá vivo
Pra amar tem que chorar
Pra esquecer tem que lembrar
Pra viver tem que sonhar.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Sexo casual entre o Bem e o Mal

Feitos de céu e inferno
São espectros encorporados nos humanos
Esse disfarce de nós mesmos
Essa paradoxialidade incessante
Deuses da sociedade
Fracos e ambiciosos
Matando e sonhando
Espancando e rezando
Fazendo caridade para os outros
E ardendo de pecado dentro de si
Essa parceria entre Deus e Diabo
Dentro de um mesmo mortal
Fazendo da Terra um inferno
Esperando no final ir para o Paraíso
Cutucando o Bem de forma maldosa
Estrangulando o Mal com a bondade
Pedindo paz e esperando por guerra
Ajoelhando por salvação
Levantamos
e caminhamos para a perdição
Vendemos nossas almas
Alimentamo-nos de outras almas
Queremos a morte dos que erram
Não por justiça, mas por prazer
Buscando sabedoria e ciência
Para acabar com nós mesmos

quarta-feira, 23 de março de 2011

A mulher pós-moderna.

Estou engajada em uma pesquisa sobre a mulher pós-moderna. Pesquisa, como o nome já diz, faz-se buscando informações e fatos sobre tal assunto. Mesmo vivendo a situação de uma mulher pós-moderna, no mundo acadêmico, o que eu vivo e sei sobre outras mulheres, não é suficiente. A pesquisa de fato se faz necessária. Na minha visão particular, com direito a todos os achismos, a mulher pós-moderna nada mais é do que uma parte no todo; mais um reflexo de seu passado. Uma visão romântica do saudosismo por algo que ela nunca teve. As mulheres, mesmo tendo conquistado muito, ainda buscam por igualdade nos direitos, nas áreas profissionais, no reconhecimento, etc. A igualdade, por si só, já é algo muito complexo. Para que as mulheres alcancem a igualdade, a sociedade em que ela vive precisa igualmente fazê-lo. A mulher, assim como todo ser humano, vive nessa busca incessante por algo que ainda não conquistou. A grande diferença está no fato de que para as mulheres, tudo o que elas conseguiram conquistar, foi bem mais demorado e penoso; até mesmo pelo fato de que, para elas, o aceitamento de que elas são seres iguais aos homens, no sentido social, foi também difícil de ser conquistado. O sexo feminino na pós-modernidade vem crescendo, talvez de certa forma, não mais querendo ser igual, mas querendo ultrapassar o sexo masculino, como uma auto-afirmação. Para algumas, não basta ter o mesmo emprego, dirigir o mesmo carro, ou ser uma chefe de família. Para algumas, é necessário ficar por cima, para que sejam reconhecidas como capazes. Mas isso é apenas o sexo feminino, é uma luta de ambos os sexos, ou não tem a ver com gênero?

segunda-feira, 21 de março de 2011

To be delivered to great thinkers.

For how long are we supposed to move on?
For how many years shall I go on?
Endless fights and restless nights
Where is the limit line?
Shall we always cross that line?
How many questions should be asked
before we get a real and decent answer?
How many decades must I study
so I have a strong foundation to argue?
Should I move or should I stand still?
If I move, will you come with me?
If I stay, will you support me?
Am I by myself? Who are we in the world?
Which role do we play?
Which whole am I a part of?
What is the real meaning of wisdom?
Are those who go along to ve rewarded
or may I ride alone, in the darkness of life?
How many lines should I write
in order to fulfill all your needs?
Is it of a great intention to shout
or is ir just a way of making our time to be wasted?
In fact, why do we need answers?
Why do we need attention?
Shall we get to know ourselves first
or shall we first get to know our enemies?
Is it all about the end
or do you live the path way?

quarta-feira, 16 de março de 2011

Comentário sobre a aula de Metodologia da Pesquisa

Um dos tópicos abordados na aula de Metodologia da Pesquisa, hoje, foi que você precisa comprovar o que você diz, baseando-se em fatos. Na maioria das vezes, isso funciona, pois com a ciência podemos provar muitas coisas. Será? A ciência evolui a cada dia, e a cada dia novas descobertas são feitas. Por exemplo, algumas doenças há muitos anos eram tidas como incuráveis, simplesmente porque ainda não havia sido feita uma pesquisa profunda sobre o assunto. Muitos remédios que eram usados há anos atrás já foram tirados do mercado por terem descoberto que, por exemplo, ao invés de curarem a pessoa, ele fazia a pessoa piorar, talvez não pela doença, mas por efeitos colaterais (que antes não tinham sido identificados). Outro tópico foi: nada se cria, tudo se renova, repesquisa, revisa, reformula. Na maioria das vezes, isso sim é uma verdade. Fato também é que o ser humano "achou a ciência", o ser humano coloca as suas mãos em alguma coisa, e afirma o que quiser contanto que ele "prove" aquilo que está dizendo. Quantos cientistas já provaram coisas que anos depois foram descobertas como estando erradas? Claro que muito mais válida é uma pesquisa baseada em outras pesquisas, outras experiências e anos de estudos, mas isso não quer dizer de forma alguma que aquilo é uma verdade absoluta. Você pesquisa o que outros pesquisaram e afirmaram, que por sua vez também pesquisaram coisas que outras pessoas falaram. Dependo da área de pesquisa, muita coisa pode ter sido alterado. Estamos, claro, lidando com História, também. História nada mais é do que "fatos" do passado que hoje estudamos. Uma verdade pode ser implantada numa sociedade mesmo não sendo legítima. Alguém ter estudado e provado cientificamente, não te assegura de que aquilo não vai mudar um dia. Além do mais, pesquisas partem também do que outra pessoa disse anos atrás, talvez sem nem ter acesso à ciência de fato, e que se tornaram verdades e que funcionam bem como verdade. Ou seja, por que não falar sobre o que você acha, apenas por observação e reflexão das coisas? Por que isso é menos válido do que pesquisa científica? Mesmo que a margem de erro de um fato científico seja pequeno, ainda sim ela existe. Aqui não estou afirmando nada, estou apenas abrindo a questão para que pensemos e para que exercitemos o nosso lado crítico sobre as coisas que nos são impostas como verdade absoluta.

FACULDADE CCAA - FORMANDO PENSADORES

segunda-feira, 14 de março de 2011

A gente no singular.

A gente faz o que precisa e quase nunca desacredita. A gente vira a noite. Não dorme e não sonha para não acordar. A gente passa dias tentando convencer a nós mesmos o que nós mesmos sabemos que não existe. A gente cala quando precisa de silêncio, e interrompe o silêncio quando ele já não serve mais. A gente paga pelos erros que não cometemos, mas o pior é pagar pelos erros que, de fato, cometemos; assim não podemos nem contestar. A gente traduz silêncio para sentimento. A gente não desiste de viver pela esperança da gente não morrer. A gente entende nas entrelinhas e desafia o subliminar. Porque nem tudo é destino, e nem tudo é escolha. Se sofremos nem sempre é porque queremos. Se sofremos por querer, arcamos com a amargura de ser quem queremos ser, sem medo do que vem pela frente. Vivendo mascarado de felicidade, sobrevivemos da dor que nos faz sentir o pouco que ainda resta, da gente. Usamos vírgulas no lugar de ponto final, mas nunca sabemos qual é qual. A gente vive de erros enriquecedores e morre dos acertos mal feitos, em horas inoportunas. A gente é matéria e alma. Nós somos o nosso próprio chicote, a nossa própria desventura, a nossa própria luz. Nós, a gente, eu, você. Uma mesma coisa feita de coisas opostas que nunca encaixa e nunca se separa.

domingo, 6 de março de 2011

Everlasting her

She got her skin marked
She had her heart damaged
Her soul is wrecked
And her eyes are bloody

Her scars make her glad
She does not care about pain
She just appreciates having memories
Memories which she finds deep inside

She scratches herself during night time
She bites her nails seeking for balance
Self-injuries and lying dreams
She believes even when nobody else does

She waits
She prays
She reborns from her ashes
She has nothing else to lose

She is damned
She is stuck
But she does not regret
Her will is stronger than that

She keeps crying like he could hear her
She still wishes like he could feel her
She does not care if they'll call her crazy
She fights for what she stands for.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Carnaval da alma.

Não é verdade que fechamos os olhos para os problemas e curtimos como se não houvesse amanhã. Nós somente experimentamos por alguns dias a verdadeira essência da vida. Como deveríamos ser sempre: felizes acima de tudo. Mas os problemas fúteis, que os espertos inventaram para os estúpidos não usufruírem da alegria do mundo, acabam cegando aqueles que ainda insistem em achar que existem coisas mais importantes do que ser feliz. Os caminhos que levam à felicidade, e aqui me contradigo com muito gosto, não é relativo. A equação que dá como resultado a felicidade é simples e não muda, mas aqueles estúpidos acima citados ainda tentam outros caminhos, e acabam só sendo felizes até a quarta de cinzas. Não estou aqui assinando meu nome embaixo do contrato que me vende a verdade, nem tampouco descobri qual é a fórmula da felicidade absoluta, até porque não existe felicidade sem tristeza, pois se não houvesse tristeza não entenderíamos o que é ser feliz, mas afirmo com palavras firmes que não é nada disso que o mundo pensa ser. Para mim, o melhor da vida vem de dentro. Estado de espírito e energia da alma que é a massa do bolo. O recheio e cobertura é quando misturamos o estado de espírito e a energia da alma dos que nos cercam, com nossa. Para aqueles em que vivem culturas não-carnavalescas, não digo que nunca são felizes, mas com certeza também acham sua maneira de redenção. Redenção essa que não deveria existir, se vivêssemos sempre satisfeitos com a vida que levamos. Se não sempre, na maioria dos nossos dias. A felicidade carnavalesca é pura, apesar da libertinagem brasileira, porque ela simplesmente não precisa de nada mais além da energia que nos envolve. Mesmo que não se goste da festa carnaval, gostamos de ter essa tradição. Se é que podemos levar alguma coisa de bom desse feriado quando Deus fecha os olhos para não nos mandar direto pro inferno, podemos levar o espírito de viver a vida com espontaneidade, com o espírito livre e leve, com a imaginação solta. Como se tudo que importasse fosse a nossa amizade com aqueles que nem conhecemos, mas que cumprimentamos quando passam com uma fantasia engraçada ao nosso lado na rua. Não sou a Miss Brightside, não quero defender o lado bom das coisas, quero apenas demonstrar o quanto coisas simples podem nos deixar felizes, e que a simplicidade me atrai; o que não quer dizer que eu fuja da complexidade que me aparece once in a while. Se tudo que alguém se orgulha no final de sua vida é de ter conquistado bens materiais mais valiosos do que o do vizinho, essa pessoa nunca experimentou o verdadeiro espírito de carnaval.