domingo, 30 de janeiro de 2011

Too much of anything

I don't need much to fulfill my needs
I need a couple of friends
Some good vodka and a few cigarettes

I also need my good heart
And my damaged soul
Opened heart and closed eyes

Acumen to get through the rough nights
Lightness to look at someone's eyes
Wisdom to deal with tough fights

Because my strength comes from my guts
And when the fear starts to make a fuss
I resort to what has left from us

Us, simple beings
Trying to make it worth
Make it worthwhile

Thus, I don't need to rush
I don't need to strain
Only my wit I must retain

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Incomode-me se for capaz.

É no meio da madrugada que os pensamentos, que mais te incomodam, surgem. Incomodar não é ruim. Não fazer sentir nada talvez seja. Os pensamentos que me incomodam, e me inquietam, são exatamente aqueles que me fazem sentir um pouco mais viva a cada dia. É a ansiedade, são as suposições, as incertezas, são todas essas coisas que me movem, quem me mantém em órbita. Para mim, o fundamental para ser humano vai muito além de raciocinar. O conceito pra mim vem da complexidade dos sentimentos e pensamentos, e na relatividade de todos eles. Eu sempre quis crer que pudessem haver sentimentos puros e absolutos. Amor e pronto. Raiva e é só isso. Carinho e nada mais. O que acontece é que isso seria simples demais, desumano demais. Tedioso demais. As pessoas não são complexas porque raciocinam. Raciocínio é matemático. É preto no branco. Poucas pessoas de fato são assim. Elas podem até querer que você as veja assim, mas poucas de fato são. Essa pessoa é desumana? Não posso afirmar isso. Nem quero rotular algo que eu desconheça, mas que não é algo corriqueiro, isso não é mesmo. Simplicidade também não é necessariamente o antônimo de complexidade. Daí eu destruo tudo que você aprendeu no colégio (se o seu colégio te ensinou a repetir e decorar ao invés de pensar). A simplicidade pode ser complexa e relativa. O que é simples pra você? Talvez o seu sentimento de paz seja algo simples? Pode ser. É simples porque você sabe o que te deixa em paz. Mas ter essa paz pode ser complexo, fazer com que ela se instale em você mesmo com toda essa simplicidade pode ser bem astucioso, engenhoso. Sabe quando alguém te diz o quão simples alguma coisa é, e você acha que a pessoa não vive no mesmo mundo que você? Por exemplo, alguém te diz pra esquecer uma pessoa "muito simples! Esqueça!" Sim, é simples. É simples se você não se importa com aquela pessoa. É simples você esquecer, se assim você sentir que deve ser. Mas quando seu pensamento diz que sim, e o sentimento diz que não, mais vezes do que não, o seu pensamento vai se render ao seu sentimento, e os dois vão caminhar juntos. Sim, como nada é regra, o seu pensamento (quero dizer o seu lado racional) vai calar todos os seus sentimentos, calar para o mundo, mas ele estará aí gritando dentro de você. E essa batalha eterna entre os dois, vai fazer com que coisas que poderiam ser bem simples na sua vida, sejam tudo aquilo que te atormenta de madrugada. Aqueles pensamentos que te movem, que te fazem caminhar, que são o combustível da vida.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A complexidade dos palmitos

Falemos então de algo menos complexo que a vida. Falemos sobre palmitos.

" O palmito é um alimento obtido da região próxima ao meristema apical, do interior do pecíolos das folhas de determinadas espécies de palmeiras (ou popularmente, o "miolo" da palmeira). Trata-se de um cilindro branco contendo os primórdios foliares e vasculares, ainda macios e pouco fibrosos. Os palmitos são conservados em salmoura e consumidos frios acompanhando saladas ou cozidos em diversas receitas.
A extração do palmito implica na morte da palmeira, uma vez que seu meristema apical é eliminado. Por isso, mesmo com sua introdução ao cultivo, a extração de palmito na natureza tem colocado em risco as espécies das quais é obtido, sobretudo a espécie Euterpe edulis, a espécie mais procurada. Os palmitos de pupunha e açaí têm sido aplicados como alternativas para diminuir a ameaça de extinção do palmiteiro tradicional. " http://pt.wikipedia.org/wiki/Palmito

Ok, palmitos são muito complexos também. Então falemos sobre complexidade. A complexidade das coisas também é relativa? Bom...aqui no meu blog obrigatoriamente ela é. Imagine que para você, encontrar uma pessoa seja muito simples. Você encontra. Olha. Fala. Olha pro lado. Responde. Dá dois beijinhos (dependendo da sua região). Vai embora. Para a outra pessoa, encontrar com você pode ser bem mais complexo. Desespero. Frio na espinha. Coração palpitante. Falta de ar. Choro engolido. Orgulho ferido. Lábio mordido. Esperança crescida. Ato falho. Suador. Dor. Saudade. A complexidade está no coração de quem a sente. Aqui no meu blog, complexidade vira sentimento. Sentimento que por si só já é complexo. Não subestime a complexidade das coisas; não ache que tudo é plano; não pense que só você tem camadas; não despreze o problema alheio. Seja solidário. Adote um cachorro. Plante uma árvore. Coma palmitos de açaí!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Verdades escondidas

E sobre o que é a vida? A vida é uma grande espera, uma contínua esperança. A vida é todo aquele mar de insatisfação que te faz andar para frente. Por entre os anos você passa sonhando com coisas e pessoas que nunca farão parte da sua vida. Você sempre segue sentindo falta de coisas e pessoas que simplesmente nunca voltarão. É toda essa falta que você sente, é todo esse sonho que você tem de viver uma vida diferente da sua, é toda essa mecânica e matemática que te faz nunca andar para trás. É impossível retroceder na vida, uma vez que aprendizado é muito mais eficaz quando vindo de experiências, sejam elas boas ou ruins. O fim de todos nós é o mesmo. Você ser melhor ou pior do que alguém é praticamente impossível. Dinheiro não te faz melhor, sofrimento não te faz melhor, matar alguém não te faz melhor ou pior. Em cada vida, em cada experiência boa, ruim ou sem graça, vemos que a vida não pode ser medida. As atitudes podem ser melhores ou piores, mas todo mundo tem seu lado bom e mau, todo mundo pelo menos uma vez na vida faz o bem e o mal. O número de vezes não importa. Não é assim que julgamos uma vida. Não dá pra saber o que passa na mente das pessoas, e por isso não há possibilidade de julga-la de forma correta. Claro que fazemos isso, vivemos em sociedade, fazemos isso o tempo todo e devemos. Mas no fim das contas, todo mundo é um corpo morto. As atitudes durante a vida fazem de você uma pessoa afortunada ou não. Uma pessoa amada ou não. Uma pessoa considerada boa para a sua respectiva sociedade ou não. Mas nenhuma crítica veio de nenhum Deus. Críticas vêm sempre de outros humanos. Humanos são imperfeitos. Essa é a graça do ser humano. Os caminhos que você escolhe, os caminhos que escolhem você, fazem você ser aceito como um tipo específico de pessoa. Os caminhos que você percorre lhe dão um estereótipo. Mas os conceitos de bem e mal, bom e mau foram definidos por outros humanos também. Tudo é contestável. Mas o que não é, é que a vida foi feita para ser experimentada. Algumas pessoas de maneiras ruins, e essas devem pagar por isso, pois tudo tem consequência, e algumas pessoas de maneiras boas (essas nem sempre recebem o retorno que deveriam, mas não podemos fazer as coisas esperando coisas em troca, certo?!) O fato é que a vida é isso. Essa coisa que ninguém descobriu ainda. Esse propósito que ninguém entende. Essa busca pela felicidade que nunca é plena. Essa incoerência cotidiana com a qual todos já estamos acostumados e convencidos. A vida nada mais é do que o caminho em direção à morte, e o que você faz com ele.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Leave me alone!

I'm not a party toy
keep good distance from me
I don't wanna hear complements

Don't touch me
Don't fool me
Don't love me

I don't wanna be
A darling no more

I don't wanna be
A doll any longer

Don't look at me
Don't listen to me
Pay no attention to me

Forget my existance
Leave me by myself
I give up on being
Me or anybody else

Don't use me
to satisfy
your dirty dreams

Don't say my name no more!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Back from heaven



E então... de volta do paraíso. Por onde começar? Acho que pelo fim. No final das contas não foi só mais uma viagem obviamente espetacular, mas foi também uma ótima oportunidade para rever conceitos, reconhecer emoções perdidas dentro de mim, e perceber o que realmente quero pra mim. A viagem foi extraordinária. Tudo que eu achei que aconteceria, aconteceu, e mais! Infelizmente, para quem não estava lá, ou não estava 100% lá, de corpo e alma, fica difícil fazer uma descrição fiel da coisa. Tudo que eu precisa ver, conhecer, reconhecer, admirar, reprovar, tudo estava bem claro e definido pra mim. Espero que esse ano tenha a sorte que ilha grande sempre me traz quando vou pra lá. Tenho boas intuições, mas claro que nossa sorte é a gente quem faz. Um ótimo 2011 para todos que estiveram comigo naquele lugar mágico e para todos os que não estavam também, mas só se fizerem por merecer.