domingo, 25 de dezembro de 2011

O teu céu. O teu inferno.

A relatividade das coisas é mesmo muito sacana. O bom e o ruim. O defeito e a qualidade. O certo e o errado. Quem senão nós mesmos para julgarmos isso? Obviamente, existe a moralidade. E essa acaba afetando nossos reais conceitos, e acabamos por julgar quando não nos cabe. Crítica é uma coisa muito natural. Julgamento é uma coisa completamente diferente. A linha tênue que separa ambos, é a sua capacidade de raciocínio. E sim, estou chamando de ignorantes àquelas pessoas que julgam. Se sua capacidade de raciocínio é boa, você naturalmente consegue compreender que cada realidade é única e que você não precisa entender todas elas. Você não precisa entender um erro, para respeitá-lo. Respeite-o e pronto. Porque com a mesma severidade com que você julga hoje, você já foi julgado ontem, e isso lhe doeu. Por que lhe doeu? Porque por mais que o julgamento fosse coerente, ninguém gosta de ser apontado. "O que é bom pra mim, pode não ser para você". Quem nunca ouviu isso? Agora a pergunta mais importante: quem aplica isso de forma sensata? Criticar é ter uma opinião formada por alguma coisa, seja baseada em fatos ou simplesmente o seu sentimento sobre o que está a ser criticado. Julgamento é apontar dedos sem saber de todo o entorno. Só quem vive aquilo é quem sabe. Não é a toa que até mesmo em julgamentos, em cortes, juízes erram o tempo todo. E também não é a toa que algumas pessoas são a favor e outras são contra a pena de morte. Não é a toa que aborto causa tanta polêmica. Porque nada é absoluto. Nem mesmo a morte já que pessoas morrem, e o médico consegue ressuscitá-la. Já pensou nisso? Claro que é muito fácil escrever coisas aqui, colocar em prática que é muito difícil. Não venho aqui dizer que não julgo ninguém. Aliás, sou umas das pessoas mais preconceituosas que conheço (p.s: aos leigos, preconceito não é necessariamente racismo). Porém, é a nossa força de vontade de mudar nossos defeitos que constrói o nosso caráter. Não acredito que as pessoas nasçam com o caráter construído e pronto. Acredito na educação, e no ambiente onde crescemos. Claro que alguma pessoas ultrapassam todas as coisas que lhes foram ensinadas (boas ou ruins) e o ambiente em que vive (seja ele bom ou ruim) e se torna uma pessoa completamente diferente do que esperávamos. Isso existe, claro. Mas não foi porque aquela pessoa nasceu com o caráter construído. Foi porque as coisas que essa pessoa passou, e o jeito com que essa pessoa lidou com os problemas, fez ela se transformar no que é. E é por isso que escrevo aqui, até quando não consigo colocar em prática o que escrevo. Espero depois de acabar de escrever, colocar minha cabeça no lugar, e melhorar minhas atitudes. Posso ou não obter sucesso, mas não é pela falta de certeza que vou deixar de tentar. E você? Qual o teu céu? Qual é o teu inferno? O que te faz ser a pessoa que você é? Quais os julgamentos que já fez e quais foram feitos a você? Pense. Pense. Pense. Ponha em prática.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O pensamento é inconstante, e tudo é relativo.

Bom, o ano tá mais perto do final do que ontem. E você ai mais perto da morte também. Ano que vem vou postar apenas sobre os tópicos que vocês estão me dando na promoção 3000 acessos, ou seja, minha liberdade por aqui está acabando. Esses últimos dias do ano vão me servir pra falar de qualquer coisa que eu queria aqui. Ano que vem é terminar o Dona Helena, e escrever posts mais elaborados sobre os tópicos de vocês. Outro dia um certo alguém me disse que se incomoda com algumas coisas do meu blog. Como por exemplo, raramente eu dou uma opinião forte e decidida sobre alguma. Eu simplesmente divago sobre, mostro todos os lados da moeda, e no final fica um grande ponto de interrogação. A proposta do blog é basicamente essa mesmo...fazê-los refletir. Minha opinião fica nas entrelinhas, mas não to aqui pra enfiar na garganta de vocês a minha opinião sobre as coisas. Acho isso um tanto egocêntrico. Como eu tenho a plena certeza de que sou egocêntrica, tento eliminar isso pelo menos aqui no blog. O nome do blog já diz: "pensamento inconstante". E o título também: "onde tudo é relativo". Se eu saísse por ai impondo minhas opiniões mal fundadas, eu estaria indo contra a proposta do meu blog. Eu gosto de pensar sobre todas as possibilidades, todos os pontos de vista. Isso faz de mim uma pessoa menos crítica, porém, menos decidida. É aquela coisa de que quanto mais o professor explica, mais o aluno se enrola. Quanto mais eu penso sobre um assunto, menos eu tenho uma opinião fechada sobre ele. Não acho isso 100% ruim. Acho isso bem racional. Não deixo a minha emoção interferir nos fatos. Existem muitas verdades em uma história. Nenhuma delas é absoluta. Cada uma delas depende uma da outra. Pessoas com opiniões formadas sobre todas as coisas do mundo eu vejo por ai de monte. O que venho fazer aqui não é ser mais uma a falar e blablabla... minha escolha aqui é desvendar todas as possibilidades em uma só questão. Tá certo que muitas vezes minha opinião fica bem marcada, pois tendo a ser tendenciosa ao escrever. Mas, o que tento, na maioria das vezes é não fazer isso. Sendo bem sincera, acredito que assim atinjo um número maior de leitores, pois não ataco a crença de ninguém, só os coloco para pensar um pouco mais sobre. Então é isso. Contagem regressiva pro final de ano. Nada está igual pra mim. Ouço muita gente dizendo que entra ano, sai ano e nada muda. Aqui é o inverso. Algumas coisas permanecem, mas a maioria muda. Sabe aquelas resoluções de final de ano? Pois é, eu as ponho em prática. Não preciso ser decidida aqui, se sou na minha vida. Mas então, é o fim do ano chegando. E ano que vem o blog ficará um pouco diferente. Os assuntos serão os escolhidos por vocês e colocarei algumas partes do meu livro "Dona Helena". Minha meta era terminá-lo antes do meu próximo aniversário em Maio, mas isso é só uma meta. Enquanto ele não fica pronto, coloco uns teasers pra vocês me dizerem o que estão achando. Tchau =)

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Above me, everybody else
Blood shot eyes
Misery knocking my brain
Boring life tale
Blocking my air vents
Crying til the last drop of tear
Always pretending
Always pretending
Bigger eyes
smaller world
empty world
crowded eyes
Just leave me alone
Stay where I can reach
Don`t leave me here
unattended
Don`t leave me here
Don`t ... leave me

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Screaming out loud.

É difícil escrever ou compartilhar sua opinião hoje em dia. Primeiro que em 1 segundo não sei quantas milhões de pessoas já falaram a mesma coisa em redes sociais, e ai quando você vai dar sua opinião ela já está ultrapassada. Não que isso importe para mim, mas dificilmente sua opinião vai valer de alguma coisa no meio de tanta informação repetida. Segundo que as pessoas, muito sabichonas, acham sempre que a opinião delas é melhor do que a sua, e você pode ser taxado de preconceituoso, ignorante, desinformado, etc. Sem contar quantas pessoas se ofendem quando as suas críticas lhes cabem. Claro que nada disso importa. A sua liberdade de expressão é bem limitada, mas a sua liberdade de pensamento, raciocínio e julgamento ninguém pode tirar. Daí então comecei a ver a inutilidade de expressar a minha opinião em lugares onde todos podem e fazem o mesmo. Agora meus pensamentos são só meus, minhas atitudes são de acordo com as minhas crenças, e as outras pessoas têm o mesmo direito. As minhas opiniões exponho no meu blog, onde só entra quem realmente deseja saber o que eu penso, e que faz críticas boas ou ruins com razão, e não porque simplesmente discordam de mim. Gosto de ler sobre o que os outros pensam pra saber o quão diferente ou igual eu sou do resto do mundo, em termos de 'poder de julgamento'. Ao mesmo tempo que eu acho um absurdo certas coisas, e acho que estou certíssima, porque pra mim é muito clara a loucura, para os outros a minha realidade e pensamento são loucura. Cada indivíduo possui um grupo que compartilha das mesmas ideias, e cada um desses grupos se acha absolutamente certo, e assim vai... Nossas crenças são diferentes, dentro de uma só cultura, muitas outras estão misturadas. O grande desafio é conseguir conviver com tanta diferença. Ou você se isola e se cala, ou você luta em vão e é criticado. Enfim, não é fácil. Mas acredito que bom senso tenha algum ponto neutro. Aquelas atitudes e palavras que existem para pacificar as diferenças. O que sabemos muito é julgar. Todo mundo nasceu com esse poder. Se julgamos certo ou não... esse é o x da questão. Por exemplo: não sinto nenhuma piedade por bandidos quando ouço por aí notícias absurdas de violência. Daí parando pra pensar mais a fundo, é a lei da selva. Se o rapaz não teve educação, nem em casa e nem no colégio, é corrompido pelo meio em que vive (coisa que todos nós somos, btw), e não conhece nenhuma outra realidade, como posso dizer que ele fez errado? E como também posso afirmar que ele não é culpado pelos próprios atos? Não temos como afirmar nenhum dos dois. A violência é uma coisa horrível e desumana? Sem dúvidas. Alias, sou bem radical em relação a isso. Mas sendo um pouco mais racional, cada caso é um caso, pode ser que a maioria seja culpado sim pelos seus atos, mas não quero cometer a injustiça de falar que todos são assim. Principalmente eu, que bato o pé firme dizendo que tudo é relativo. Então o que me vem é que somos capazes de julgar sim, o que não quer dizer que julguemos certo, sempre. E não quer dizer que se julgamos a todos, nunca seremos julgados. Com a mesma severidade que julga, você também será julgado. Apesar de sermos da mesma raça, a humana, somos indivíduos com cérebros muito únicos, e com reações químicas muito poderosas, e com doenças mentais muito sacanas, e com instintos muito primitivos. Somos muito únicos, apesar de todos iguais. Somos uma coleção de robôs igualmente diferentes. Ou diferentemente iguais. E hoje, com mídias sociais, site de relacionamento, revista, televisão, tabloid, enfim, com esses meios de comunicação tão facilmente alcançáveis, o turbilhão de informação que recebemos é muito mais do que conseguimos processar. Não paramos para pensar sobre. A nossa resposta à qualquer informação é sempre aquela instantânea. Não temos tempo para ler sobre cada assunto em pauta. Não temos capacidade de conhecer tanta gente com tanto detalhe para conseguirmos fazer um julgamento menos tendencioso. Estamos agindo sob pressão o tempo todo. Até nosso pensamento crítico está começando a ser comandado pelo pensamento crítico da massa. Hoje, pra ser ouvido, nem gritando mais.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Promoção 3.000 acessos

O blog Pensamento Inconstante anuncia:

ao atingirmos a marca de 3000 acessos presentearemos os leitores com livros em agradecimento à atenção.

Os livros serão:

Vidas Secas – Graciliano Ramos

Esboço para uma teoria das emoções – Jean Paul Sartre

A marca de uma lágrima – Pedro Bandeira

Os nomes do Amor – Marcos Bagno e Stela Maris Rezende

Antes que o sol apareça – Lucília Junqueira de Almeida Prado

Carapintada – Renato Tapajós

A droga da obediência – Pedro Bandeira

O caçador de Pipas – Khaled Hosseini

Amor de Perdição – Camilo Castelo Branco.

Para participar é só entrar no blog, entrar em “comentários” no post dessa promoção, deixar um tópico o qual você gostaria de ver nos próximos posts, deixar seu e-mail e pronto!

Os 9 melhores tópicos ganharão um desses livros em agradecimento. A escolha do livro será feita de acordo com a sua posição no rank. O melhor tópico poderá escolher primeiro, e assim por diante.

Uma forma de agradecimento a vocês, que fazem parte disso comigo.

Por que não?

Algumas vezes ouvi pessoas questionando a mim "por que você já vai arrumar ideia?" É a maneira que as pessoas arranjaram para tentar entender o por quê de toda hora eu inventar algo novo pra minha vida. Não é insatisfação. Longe disso. Conquisto as coisas muito rapidamente, e por isso sinto a necessidade de ir mais um passo além. Quero somar na minha vida, explorar, e fazer a minha vida ter cada vez mais sentido. Não acho errado quem não quer a mesma coisa pra própria vida, mas eu não me veria de forma diferente do que sou. Não julgo os conformistas, até porque pra certas coisas eu sou até conformista demais. Acontece que na minha vida, quem manda sou eu. E esse meu "eu", manda na minha mente. Minha mente é fraca demais quando se depara comigo mesma. Ela obedece. É por isso que já fiz tantas coisas, me arrependi, ou não. É pela necessidade que eu tenho de fazer coisas, me movimentar, me testar, rir de mim depois. E ai, quando eu me encho dessa vontade, minha mente obedece. Ela não consegue competir. Mesmo quando alguma coisa falha, ela dá certo. Errado seria ter vontade de algo sensato, e não fazê-lo. Tudo bem que sensatez é algo muito relativo. Muita gente pode achar que sou insensata pelas minhas atitudes muito aparentemente impensadas. Na verdade, já pensei e repensei mil vezes, e continuei com a mesma decisão. E me julgo sensata. Sensato não é aquele que só faz coisas certas (o que é certo?), sensato, ao meu ver, é aquele que faz o que quer, e lida com as consequências depois. Errar é muito parte da vida. Querer acertar te leva ao erro muitas vezes. E dai? Bom, mas o fato é que o motivo de toda essa minha movimentação nada mais é do que a tentativa, falha ou não, de fazer minha vida valer mais a pena do que ela por si só já vale. É fazer mais sentido do que ela já faz. Não é por insatisfação pessoal que sempre "arrumo uma ideia nova", mas é pela pergunta que vira e mexe eu me faço: por que não?

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Final de ano, Ano novo, Lançamento do livro Dona Helena.

Entrei em muitos blogs, estilosos, com layout bacana. Senti uma ponta de inveja. Mas depois lembrei o número de visitas do meu. E também lembrei do conteúdo do meu, que é o que mais prezo. Foi com esse blog que conquistei leitores, conquistei seres pensantes, pensando comigo. E vai ser com esse mesmo blog, com esse mesmo layout e com esse mesmo conteúdo que conquistarei mais coisas. Serei fiel até o fim. Nesse mês de Dezembro e no próximo mês de Janeiro estarei um pouco ausente pois dedicarei minhas férias ao término do livro Dona Helena. Minha expectativa é que ele seja lançado no meu próximo aniversário, 14 de Maio de 2012. Mas de qualquer forma, estarei postando algumas coisas, como o resumo da minha próxima viagem à Ilha Grande no Reveillon, e algumas partes do livro. Espero que meus leitores continuem visitando, comentando, e assim, me ajudando a manter a vontade de escrever pros interessados na minha escrita e nas minhas ideias. Sejam elas coerentes ou não. Gostaria também, de forma sincera, agradecer por esse ano maravilhoso, que se encerra com um número escandaloso de conquistas, e de felicidade. Estou ansiosa pelo começo do novo ano, porém me despeço desse com um aperto no coração, porque ele não poderia ser melhor, e agora tenho que me despedir dele. Então, vou me despedir desejando que o próximo seja igualmente maravilhoso, ou até mais, com o lançamento do livro. Juro que não esquecerei do blog ao ficar famosa =P

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A song of myself (who I don`t know)

Trying to be away
Away from you
From you who would rather
Would rather be anywhere
Anywhere but here

Trying to keep distance
Distance from your memories
Memories that hurt
Hurt my brain and soul
Soul, broken soul of mine

Trying, and always making
Making the same mistakes
Mistakes I make over and over
Over and over again I bleed
Bleed through my eyes

I`d never see you again
I`d never picture you again
I`d never feel your heartbeat again
If I could, I would
I would if I had the strengh
If I had your cold heart

The truth is, I have no idea who I`m talking about. I was trying to write a song and I wrote some hidden feelings. Feelings for who I don`t know. Maybe for the person I am and shouldn`t be.

Trying to scape
Scape from myself
My ugly self
My ugly selfishness

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Nada pra fazer, vamos escrever!

Nada pra fazer, nada pra fazer, nada pra fazer...vamos escrever!
Hoje eu vi algumas pessoas que me fizeram escrever notas mentais. Os apaixonados. Ah...os apaixonados... Como são ridículos! Ficam idiotas, não se largam por nada... andam iguais... gastam dinheiro com presentes. Fazem cara de doença mental. Muito difícil entender esses apaixonados (quando não se está apaixonado). Como que esse sentimento pode ser tão controlador? Como você pode mudar completamente o seu jeito de ser, as suas atitudes, tudo por um outro ser humano? E por causa de uma reação química! Deus nos ajude! ... São facilmente manipulados, esses apaixonados. Acham até que a vida não tem graça longe de seus amados... Coisa ridícula. A vida é tão dinâmica, tão cheia de coisas novas, muita coisa pra ficarmos hipnotizados por um sentimento. Acordem, seus apaixonados! Depois de algum tempo, o sentimento muda, e você vai ter passado anos agindo como uma criança retardada, sem capacidade de discernimento. Os românticos que me perdoem. Amor é lindo. Paixão é ridícula. Amor é aquilo que você constrói. É a capacidade de compreender as coisas, e não a incapacidade de raciocinar. Amor é ser quem você é, e gostar do outro da mesma forma. É saber equilibrar as coisas, saber viver muito bem sem a pessoa, mas mesmo assim escolher viver ao lado dela. Amor é raro. É sentimento que traz paz e não angústia. Amor não depende do sexo. Você ama sua família. Paixão depende de um ato físico. Não acredito num sentimento que só existe em função de outra coisa. Amor não precisa de outra coisa, ele existe. Você sente, e pronto. Com ele, outros sentimentos acompanham, mas ele não depende desses outros sentimentos pra existir. E ainda assim, isso não quer dizer que ele seja irracional. O amor é racional, mas coisa que talvez nenhum raciocínio explique. É paradoxal. Mas não é idiota e passageiro. Gostaria de poder mandar para a forca os que sempre estão "amando". Apaixonados de merda! Você estar apaixonado não quer dizer que está amando. Amor é construção. Se você é uma pessoa realizada, é porque ama a sua vida, e a construiu com dedicação. Assim é uma relação, entre um casal, entre amigos, entre a família. É a construção dedicada de uma vida juntos, com respeito e carinho que lhes fazem manter os pés no chão, ao invés de viver em outro mundo, que não seja esse tão especial que a vida lhe deu. Ainda assim a paixão existe. Ainda assim ela é mais frequente que o amor. Mais urgente, mais visceral. Temos que lidar com ela, porque de tempos em tempos nos apaixonamos. Talvez essa tal paixão nos prepare para o amor. A paixão nos deixa irritantemente felizes, e ser feliz importa muito, então venho aqui dizer: se você está apaixonado e idiota, parabéns! Aproveite a felicidade mesmo que passageira da paixão. Mas tente talvez não deixar que a paixão seja mais importante que o amor. O amor que você tem por você mesmo.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Terapia do egocentrismo.

Escrever, ai ...escrever, escrever, escrever. Muito melhor do que ler. Pelo menos pra mim, que sou egocêntrica e acho que tudo gira ao meu redor. O que os outros escrevem nunca é tão interessante. Faço curso de Letras na faculdade e deveria me interessar por leitura. Muitos professores me odeiam por isso. Não gosto de ler. Mas quando digo que gosto de escrever, não recebo elogios, apenas um: você só vai ser uma boa escritora quando você começar a ler mais. Sim, concordo. Mas quem disse que quero ser uma "boa" escritora? OK. Eu quero sim ser uma boa escritora. Mas se eu depender de ler, acho que vou ter um certo trabalho. Preciso me dedicar à leitura. Preciso que as pessoas me prendam em suas escritas. Assim como na vida. Preciso que as pessoas me prendam à vida delas. Caso contrário, me retiro facilmente. Não tenho orgulho disso. Só estou expondo um dos meus grandes defeitos. Expondo meus defeitos para que me julguem. Porque pra uma egocêntrica, é melhor que a julguem, do que não ser mencionada.

Não acho que nasci com o "dom" da escrita. Mas sei que nasci com o gosto pra escrita. Gosto de escrever, gosto que leiam o que eu escrevo. Gosto que aqueles que gostam de ler, me leiam. Gosto mais ainda dos que não ligam para essa coisa de ler, mas me leem. É esse desafio que lanço aos melhores escritores. Eu não gosto de ler, como eles me farão gostar? Não digo que não gosto de ler NADA. Li um livro no ensino médio que me prendeu e li tudo de uma vez só. O retrato de Dorian Gray. Tai um escritor que sabe me prender. O fato é que não me prendo à qualquer coisa. É bem particular aquilo que me prende. E não é que eu não me dê a chance de gostar. Eu começo a ler, me forço, vai Aline, você consegue. Acho até as primeiras páginas interessantes. Mas automaticamente paro de ler e venho escrever. Talvez seja compulsiva. Escrevo o tempo todo na minha mente. Alias, o que eu escrevo é simplesmente o que vem à mente, e eu coloco em palavras. Muitas pessoas não conseguiriam fazer isso, mas conseguem ler. Quem são elas pra me julgarem? Se forem leitores meus, julguem-me à vontade. Afinal, gosto de ser o centro das atenções.

Nem sempre consigo ser o centro das atenções. Simplesmente porque apesar de eu querer ser, eu não sou a pessoa mais interessante do mundo. Mas tem um lado meu que não se importa com a atenção das outras. Sou meio egocêntrica e meio blasé. Não digo que sou bipolar porque tenho mais lados do que esses dois mencionados. Representação disso é que escrevo muitas linhas sobre mim (egocêntrica), mas não me importo com zero comentário no final do texto (blasé). Eu sei que disse acima que gosto de ser julgada, e que gosto de ser o centro das atenções. Mas de fato, meu lado blasé também existe, e ele me conforta quando não sou o centro das atenções. Sabe aquela coisa: "ninguém me nota (depressão), mas eu não ligo (superação)"? Pois é. Basicamente isso.

Não gosto de ler. Gosto de escrever. Sou egocêntrica. Sou blasé. Sou paradoxal, talvez. Tenho vários "eus" em "mims". E assim segue a vida. Expus tudo que sou nessa minha espécie de terapia, e não achei solução alguma; apenas exorcizei. Acho que é de fato uma terapia. Sem pagar nada.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Heart in a soup bowl

There is some blood on the water
'cause you killed my heart
There is some blood on the water
What's your alibi?

You took my soul
threw in the mud
Watch me burn
drink me in a soup bowl (drink me in a soup bowl)

You cut my skin
threw in the bin
I lost control
drink me in a soup bowl (drink me in a soup bowl)

Controling my mind
Watching me die
Grab another spoon
What's your alibi?

You drank it all
now my heart is cold
clean up the mess
let me in peace rest

Last chance , get rid of the evidence
Choke on your motive, live with my absence

There is some blood on the water
'cause you ate my heart
There is some blood on the water
Come and watch me die
There is some blood on the water
'cause you killed my heart
There is some blood on the water
What's your alibi?
What's your alibi?
Come and watch me die
What's your alibi?

05:44

O momento que você quer dizer "chega". O momento pelo qual você pula os bichos da porta da sua casa sem medo. O momento que você quer estar nela e com mais ninguém. Porque nenhum bicho da sua porta é mais assustador do que o mundo de fora.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Um paradoxo do pretérito perfeito complexo da teoria da relatividade

Falar ou guardar?
Quando dizer e quando calar?
Ser cru e enganado
Ou ser profundo e queimado?

Ser bem resolvido por fora
E confuso por dentro
Ou ser confuso por fora
E bem resolvido por dentro?

Você prefere ser uma coisa ou outra
Ou uma coisa E outra?
De outras coisas você sabe dizer
Ou só em mim sabe se fazer?

Você vive em função de quê?
Alguma vez viveu de você?
Sente-se suficiente
Ou precisas de mim até pra morrer?

Esperar por alguém até a morte
Ou morrer sem nunca ter procurado ninguém?
Se achar vais ficar
Ou vai passar e fingir nem olhar?

Em quais paradoxos você cabe?
Quais paradoxos não o cabem?
Você é a complexidade barroca
Ou Machado de Assis?

Você é sua Pessoa
Ou seus heterônimos?
Você é seu mestre
Ou o é quem você gostaria de ser?

sábado, 5 de novembro de 2011

O Ela moderna - Versão Vanessão

Ela cheira à maquiagem
Ela pinta a própria alma
Ela se esconde no brilho
Ela finge não se importar

Ela é poliglota
Ela trabalha sua beleza
Ela também não come
Ela toma calmantes

Ela dança na pista
Ela sofre no escuro
Ela escuta o barulho
Ela vomita seu escudo

Ela vomita o seu agudo
Ela grita calada
Ela liga a televisão
Ela cansa de não se ver

Ela se olha no espelho
Ela torce o seu corpo
Ela extrai o suco da inveja
Ela acaba por ali

Ela se deita acompanhada
Ela dorme sozinha
Ela acorda de ressaca
Ela não quer lembrar de nada

Ela é rycca
Ela compra tudo
Ela compra até amizade
Ela comprou a própria felicidade

Ela vive assim
Ela não aprendeu outra forma
Ela é desse mundo moderno
Ela morre sem a ele ter pertencido


Mas se ela quiser, ela resolve. De boa.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O Ela moderna

Ela cheira à maquiagem
Ela pinta a própria alma
Ela se esconde no brilho
Ela finge não se importar

Ela é poliglota
Ela trabalha sua beleza
Ela também não come
Ela toma calmantes

Ela dança na pista
Ela sofre no escuro
Ela escuta o barulho
Ela vomita seu escudo

Ela vomita o seu agudo
Ela grita calada
Ela liga a televisão
Ela cansa de não se ver

Ela se olha no espelho
Ela torce o seu corpo
Ela extrai o suco da inveja
Ela acaba por ali

Ela se deita acompanhada
Ela dorme sozinha
Ela acorda de ressaca
Ela não quer lembrar de nada

Ela é rycca
Ela compra tudo
Ela compra até amizade
Ela comprou a própria felicidade

Ela vive assim
Ela não aprendeu outra forma
Ela é desse mundo moderno
Ela morre sem a ele ter pertencido

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Sugar in your bitter coffee.

Do you know how good it feels to rediscover yourself at the age of twenty something?
Can you understand you`ll never be this healthy and beautiful?
Have you realized how many possibilities you have?

Well, I do. I can. And I have.

I was reinvented. I was born. I am at the top. Now.

I am not rubbing my happiness in your face. I am thankful for it.

I am not just some enthusiatic. I am just being realistic. And it feels good.

Have you ever felt like you could die, because you would die happy? And even like that you wish you wouldnt die? Well, that`s the feeling. If I died right now, I would be satisfied with everything that I am. But I wish I wouldn`t. And hopefully I won`t. I just started making things work. I know the recipé now. I have to keep on dancing. I discovered all the things that really, I mean, really make me happy. Things that in fact give me real pleasure. I am being who I want, and surprisingly, it pleases others. I do not have to hide any longer.

I am not trying to convince you of that.

I am not trying to convince myself either.

I am just saying this, because tomorrow it can be too late to be thankful.

You always have time to complain. The question is: is that really how you want to spend your time? I mean, waste your time? If not, what are you doing to change your unhappy reality? Believe me, being always ashamed, afraid and angry is not the normal way of living. There is more out there. If you don`t feel like I do, then there`s something wrong.

I am not saying there cannot be bad moments.

I am not saying you are wrong to complain.

However, I`m sure the right is to have more of the good moments, and less of the bad ones.

Life is all about living, and how you are living it. A question you learn since the begining of you english-learning life: How are you? So... just fine? Or, awesome?

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

It tastes like... hate.

Some people just make me wanna write
And lose some of my little pride

'Cause I've made them lose theirs as well
I make them close, and then vanish

Most of the times I actually don't care
But at this point probably do

I've realized I exist out there
I exist because you hate me

You hate me and think of me
Therefore I exisit

I still don't care enough about it
But you make me alive somehow

And now I think about it all the time
Why the hell I exist because of you

You make me exist
You make me write
You hate my face
You love my taste

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A vida é muito curta pra ficar pensando em título de texto.

Quando eu fico muito tempo sem escrever fico me perguntando o porquê de tanta demora. Talvez conflitos sendo resolvidos antes de serem expostos. Nenhum conflito grande, nada que eu pense que não tem solução. O fato é que não tenho problemas. Tenho alguns obstáculos, mas problema eu não tenho nenhum. Dai talvez venha a razão dos conflitos de ideias, conflitos internos, conflitos comigo mesma. As pessoas precisam ter problemas para tornarem-se mais sábias e assim crescerem, quando não há problema externo, crio problemas internos. Prefiro os internos porque, pode parecer que não, mas nós temos controle sobre esses. Há quem ache que seus problemas são os maiores do mundo. Eu acho que os meus são os menores do mundo. Fico me perguntando que onda de falta de azar é essa que ando tendo. E quando será que ela pode acabar? Até lá vou ter que me divertir criando conflitos internos e complicando a minha vida que anda tão descomplicada. Me sinto um peixe fora d`agua quando não tenho do que reclamar. Dai reclamo de mim mesma. O quão egoísta eu sou, o quão erradas são as minhas opiniões. Talvez sem muitos problemas externos eu tenha tempo para olhar o meu interior. Acha-se coisas terríveis quando olha-se para dentro. E coisas muito boas também. Para cada defeito precisamos de pelo menos uma qualidade. Então, quando olhamos para dentro devemos achar o equilíbrio entre o nosso lado ruim e o nosso lado bom. Quando está fora de equilíbrio é porque alguma coisa está errada. E se o problema não vem de fora, como que criou-se sozinho dentro de mim? Por que então sou tão individualista, sem paciência, incompreensiva, e etc? Alguns defeitos nos tornam únicos, mas em demasia pode transformar-nos em seres unicamente vazios. Mas vamos lá: quem perfeito não é insano por esse mesmo motivo de ser perfeito? E o qual defeito é ruim de fato? Qual qualidade é realmente boa? Alias, uma qualidade pode acarretar um defeito. Se sou sincera posso me tornar rude. Se sou amorosa posso acabar sendo possessiva. Se sou racional posso me transformar em um ser insensível. Quem disse que o equilíbrio é a chave para a felicidade tava ocupado demais para se dar conta que o equilíbrio é uma das coisas mais complexas e difíceis de ser atingida. Não obstante, se encontramos nosso equilíbrio sentimos aquele vazio em não ter mais que buscá-lo. Sim, as coisas mais simples são as mais complicadas; são as melhores. Viu no que dá não ter problemas nessa vida?! A pessoa fica meio louca. Muito melhor do que ter muitos problemas e ser completamente louca. Não vim me queixar e nem muito menos reclamar da minha falta de problemas, ou do tumulto dentro de mim. Vim deixar claro que passamos a vida em busca de coisas que talvez nunca alcancemos. Passamos a vida atrás dos problemas, ou passamos a vida tentando livrar-nos de problemas. Passamos a vida ocupando-a com o que mais nos distrai; ocupando-a com o que mais nos faça crescer. Alguns acabam a vida sem refletir a própria existência. Se esses são mais felizes eu já não sei dizer. Só sei que não me orgulho dos meus defeitos, mas não me rejeito por causa deles. Não me acho superior por ser desequilibrada, mas sei muito bem que pouquíssimos são de fato equilibrados; muitos simplesmente apenas se acham de tal forma. Sei que na verdade, devemos aceitar nossos erros e complicações, tentar resolve-los, mas nunca em hipótese alguma devemos viver apenas dessa tentativa; porque a tentativa pode falhar, e se então isso acontecer, o que terei eu concluído se não o fracasso de não resolver meus próprios problemas? Nem sempre conseguimos encontrar o valor de X. É um problema matemático com a relatividade das ciências humanas. Quer algo mais incerto que isso? 2 + 2 nem sempre é 4 tratando-se de seres humanos. Seres humanos que criticam, erram, são criticados, acertam, sentem medo, sentem inveja, sentem orgulho, sentem vontade, têm atitude, se escondem, e enfim...fazem o que o interno sente que deve ser feito influenciado pelo externo. Não sei se tudo que escrevi foi sensato ou uma grande bobagem, mas tenho certeza que estou mais tranquila do que quando comecei a escrever. Exorcizei alguns espíritos do mal. E se a resposta final do problema não importa, a paz de espírito de não se prender a esses detalhes com certeza importa.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Big bang

Anos passando e o mundo discutindo sobre as mesmas coisas. Sociedade, política, direitos, direitos de quem? Quem de direito? Viciamos na palavra preconceito, porque ninguém pode mais criar um simples conceito. Ninguém pode mais pensar sozinho. Ninguém pode mais? E quando que alguém algum dia pôde? Estamos perdendo a visão, perdendo a audição, mas tudo bem, o pior de tudo é mesmo perder a voz que nunca nem ao menos tivemos. Ciência, tecnologia, teologia, antropologia, e todos os outros estudos tão importantes porque eles têm seus próprios nomes. Temos muita paciência e somos muito bem domados. Pela política talvez, ou pela nossa própria essência. Todos os que se destacaram foram aquele que perderam a paciência. Sabemos disso e continuamos a manter a nossa. Mais fácil, menos arriscado, muito inútil. Todos os assuntos relacionados aos problemas do mundo e das pessoas do mundo são discutidos antes mesmo que houvesse conceito pras coisas da vida e da morte. Nunca chegamos à nenhuma conclusão que nos beneficiasse. Discutimos a estupidez humana, que somos nós mesmos, discutindo sobre algo eternamente, e alcançando solução alguma eternamente. Se a luta é o que importa, vamos lutar com garra. Se não existe luta sem alguma vitória, então que lutemos com mais força. Passar por qualquer lugar não é o que eu quero pra mim. Eu não me importo se você só quiser isso. Talvez você esteja até mais certo que eu. Mas enquanto eu não morrer, vou viver da maneira que eu bem entender, e se eu tiver que ser mais uma andando em círculos, tentando ajustar uma coisa que já é tão danificada que é melhor ficar parada, bom, então vou viver andando em círculos mas nunca ficarei parada. Não só otimista, sou realista. De tão pouco se viveu até hoje, só tendemos a crescer,e não o contrário como muitos pensam. E talvez cresçamos tanto que explodiremos, e ai outro big bang pode estar por vir.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Confusões e definições.

Já ouvi dizerem que a felicidade é superestimada. Diz isso quem nunca conseguiu alcançá-la. Até porque quem definiu felicidade foi bem criterioso. Eu acredito viver com objetivos, alcançar esse objetivos, ter amigos, ter uma boa família, sentir-se necessário, precisar de pessoas, compartilhar sentimentos e saber ultrapassar barreiras é um bom conceito para felicidade. Talvez a felicidade superestimada seja a felicidade perfeita, a qual talvez nem exista. A felicidade em si não é algo inalcançável, o que acontece é que, como muitos outros sentimentos, nós confundimos. Felicidade não é ter tudo que se quer ter, é saber viver com o que se tem e, acima de tudo, saber lutar pelo que se quer conquistar. É talvez sabermos perder e mesmo assim continuar. É querer o bem das pessoas do mesmo jeito que queremos para nós mesmos. É ter ao lado pessoas que valham a pena ter. É, quem sabe, não querer morrer, mas ter a certeza de que se você morresse agora, deixaria boas lembranças para os que ficaram. Tocar algumas vidas, modificar coisas, deixar sua marca. Pessoas que conseguem fazer a diferença, independente do quão significante ela seja, essas são felizes, porque não passaram pela vida como figurantes. Algumas pessoas ficam a vida inteira esperando por uma felicidade que não existe, e por isso morrem achando que nunca tiveram essa sensação. O problema é não saber reconhecer tal sentimento, confundi-lo assim como confundimos o amor com a possessividade, a satisfação com a ganância, a adoração com inveja. Talvez as pessoas fossem mais felizes se parassem de idealizar e vivessem mais; cada momento.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Transitoriedade não-relativa.

Verdade é algo relativo. Depende da função dessa verdade e pra quem ela serve; de que ângulo a olhamos, ou com o que comparamos. Erros e acertos também são relativos. Qual a circunstância que me encontro pode diferenciar erro de acerto. Sentimentos são relativos. Amor pode ser bom ou não, depende de quais outros sentimentos estejam vinculados a ele. Sempre digo que tudo é relativo. Defendo Einstein e sua teoria. Para mim, simplesmente, tudo é relativo. Pois bem, até isso é relativo! Será mesmo que nada contém verdade absoluta? Porque de tempos em tempos deparo-me com questões da vida que me parecem pouco relativas. Algo que não muda e nunca vai mudar, por exemplo, é a transitoriedade da vida. Toda essa relatividade que nos envolve, que faz com que as coisas sejam sempre diferentes das outras por mais parecidas que sejam, essa sequência de "erros" e "acertos" que nos fazem aprender e ultrapassar "verdades" que nos pareciam tão absolutas. Isso nunca vai mudar. Não importa o quão boa ou ruim uma experiência seja, nada vai nos tirar a capacidade de aprendermos com ela. Mesmo que façamos a mesma sequência de coisas diariamente até o fim de nossas vidas, nossos sentimentos, nosso caráter, nosso olhar perante às coisas e pessoas sempre vai mudar de alguma forma. Por mais que uma pessoa não tenha um poder muito bom de percepção ou aprendizado, ela nunca vai morrer sem ter ultrapassado algumas barreiras. Cada um caminha pela vida, em frente ou em círculos, nós caminhamos. Não há relatividade quando dizemos que a vida é transitória, ela é e isso é um fato que não precisa de ciência ou religião para apoia-lo.


Créditos: Ricardo Coelho por ter pensando junto =)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Do que se precisa.

Não mendigar sentimento cura a alma. Ter carinho desprovido de obrigatoriedade pode ser mais forte do que mesmo o próprio amor. O amor que sempre é confundido com tanta coisa. Tanta certeza em meio de tanta dúvida. Não deveria haver dúvida. Não se esforçar demais, o quão bom é isso?! Conseguir dividir, conseguir não viver esperando pelo que não vai acontecer. Não sofrer de ansiedade por saber que todas as coisas estão no seu devido lugar. Dançar de um jeito tão ridículo que o outro acha lindo. Achar que nunca tinha se divertido tanto, todos os dias. Não se sentir objeto. Sentir-se necessário. Não disputar poder, e nem esperar para que um momento acabe para que o outro venha logo em seguida. Ter a sorte de encontrar alguém que nos faça assim, mesmo depois de achar que não haveria quem. É o que todos precisam.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

What a mess!

Já comecei e recomecei esse texto milhões de vezes. Quando essas confusões acontecem, é porque de fato dentro de mim está tudo confuso. Eu adoro estar no meio dessas confusões internas. São as mais enriquecedoras. Melhor sentir-se perturbado do que não sentir nada. Algumas coisas acontecem, e as coisas saem do eixo. Gosto quando a minha vida sai daquele rumo conhecido e toma caminhos arriscados. Gosto porque a monotonia de sempre andar pisando por onde já sabe me anflinge. Ficar parada no mesmo lugar nunca me agradou. Não que coisas boas tenham que sair da minha vida só para eu ter a sensação de renovação, mas tudo tem limite nessa vida. Ou pelo menos deveria. Todos nós precisamos de um pouco de confusão e um pouco de paz. Em alguns momentos da vida precisamos mais de um do que de outro, mas mais cedo ou mais tarde, estaremos buscando pelos dois ao mesmo tempo, ou em tempos diferentes. Mas alto lá! Gosto do que se faz permanente também: minhas amizades, minhas saídas previsíveis, minhas idas à faculdade ouvindo sempre as mesmas músicas. Certas coisas eu tenho muito orgulho de manter como padrão na minha vida. Apesar de estar adorando toda essa confusão, me sinto em paz em saber que a hora que ela acabar, a minha vida estabilizada estará lá, esperando por mim. Qual dos dois eu prefiro? A bagunça ou a organização? A bagunça! Mas preciso saber que a bagunça tem como ser organizada.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Canto XI.

Você me disse que eu não sou dessas que gostam de teoria
Como gostaria eu de saber mais da tua teoria
Gostaria de conhecer mais a tua prática
Gostaria de conhecer a tua doença.

Você ousou achar que não sou dessas que gostam de história
Queria saber da história tua que muito me importa
Fazer parte dessa história agradar-me-ia
E em teus braços tu pegar-me-ia.

Voz adulta macia e ríspida essa que escuto da boca tua
Macias e estúpidas mãos essas que movimentam
Movimentos esses que dão vida à tua fala
Que dão combustível à minha loucura.

Seus suaves movimentos fazem-me não fazer movimento algum
Sua estrutura de tão firme só faz a minha desmoronar
Faz com que eu queira apenas que tu queiras matar
Matar essa minha vontade de contigo estar.

Alma minha essa que é jovem descontrolada e destemida
Não teme a tua presença e muito menos a tua falta
Teme apenas que o teu vasto conhecimento
Não se espalhe por entre veias minhas.

Deixe-me por final então matar de vez a tua santa doença
Deixe-me ser então, por que não, a tua tal doença
Aquela que não deixa-te dormir por afobação
Preocupação, inquietação, maldição.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Vanilla Ice Cream

Get off of my face
Come here or go just away
Your cute smile makes me fall from grace

I dare you to stay
You know you'd better pray
Otherwise I'll only make you break

Break the laws
Break the fucking rules
Come here and just do what I do
Allowed to say what I want you to say
Turn your face and leave me when I'm done

Fall down on your knees
Can't you just go down on me
Just do your dirty job and get lost

Your vanilla taste annoys me
It makes me want you even more
Want you, hit you, kiss you, fuck you!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

If you don`t care, than I don`t care

Trying hard to be a better person
Doing my best not to be shallow
Facing every single moment with my guts
Running after all the possibilities

Showing all my fucking feelings
Pretending does not have a room anylonger
Being the sweet one to sweet up your life
Changing all my beliefs to new ones

But somehow nothing seems to fit yet
What I do does not bring me joy
What I do does not bring anybody joy
What I thought it would be has just fade away

People do not recognize
They do not even try
They do not seem to dare
But why do I care?


Conversa estranha comigo mesma

A indiferença realmente é o pior dos castigos. Claro, isso se a pessoa a qual sofre a indiferença se importa. Alias, nada funciona sozinho. Ou pelo menos quase nada. Se eu odeio alguém e esse alguém não se importa, bom, ele raramente vai ter efeito a não ser dentro de mim. Se eu amo alguém e esse alguém também não se importa, esse amor vai ser inútil. Mas dessa vez, o amor vai ser inútil para a outra pessoa. Pra mim, aquele amor vai ter importância sim. Dependendo de como se cultiva esse amor, ele fará bem ou não. Bom, acho que se não fizer bem não é propriamente amor. Comecei falando sobre uma coisa, mas depois de escrever algumas linhas, acabei entrando em conflito comigo mesma, e minha ideias. Será que as coisas só tem valor quando um outro alguém se importa ou é atingido? Talvez não. As coisas podem funcionar sozinhas, sim. Entretanto, nós temos a necessidade de dividir sentimentos. Para a maioria das pessoas, o amor só é válido se correspondido. A pessoa quando sente raiva, acaba tendo a necessidade de demonstrar, maltratar, só pra validar o poder daquele sentimento. As coisas acontecem sozinhas, mas a gente não vive sem o outro. Se a gente não se importa com a pessoa, ou com as atitudes dessa pessoa, é porque essa pessoa não importa pra gente; mas isso não quer dizer que não nos importemos com ninguém, ou que não precisamos de ninguém. Bom, o fato é que cada sentimentos que carregamos pesa sobre nós. Dividir isso é bom quando faz bem pra todo mundo, quando o sentimento faz mal pra você e para outrem, bom, livre-se disso. Tá. Nem sempre é tão fácil quanto parece. Quer dizer, nunca é fácil se desfazer de sentimentos. Seja ele um sentimento bom ou ruim, ele faz parte de nós. Acho que o conflito foi resolvido. As coisas acontecem sozinhas sim, mas nenhum sentimento se divide, ele se multiplica. Se ele está sozinho, talvez não tenha tanta força. Sendo multiplicado com um outro alguém, ele toma força, forma. Devemos saber lidar com isso. Sentimento nada mais é do que sua energia. Que tipo de energia você quer multiplicar?

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Por onde andei?

Eu tento sempre me convencer
E até tento sempre me controlar
Parar de vez com essa coisa de errar
Talvez conseguir, assim, de fato me entender

Nem sempre seu consigo
Nem sempre sou sincera comigo
Faço da vida o que penso ser certo
Mas sou aquela que menos sabe do que fala

Tento seguir minha doutrina
Doutrina criada na minha distração
Quero controlar minha vida descontrolada
Sem deixar que baguncem minha desorganização

Sem saber aonde estou
Tento descobrir para onde vou
Preocupo-me com essa coisa de destino
Tanto, que tudo acaba por levar me ao desatino

Certeza aquela que busco
Certeza que prefiro mesmo não ter
Muralha aquela que pretendo não mais ser
Farsa que hoje se puder não mais vou escolher

Depois de muito tentar convencer
Convenci-me a parar de sempre perder
Perder o percurso do caminho por não saber
Saber se esse tal caminho vale a pena percorrer

A vida é feita de escolhas. (?)

Há sempre uma discussão interna comigo se os nossos caminhos já estão traçados ou se a vida é feita de escolhas. Há um tempo atrás eu tinha certeza que os caminhos já estavam traçados. Depois passei a concordar que a vida é feita de escolhas. Hoje me encontro nesse conflito. Muitas coisas acontecem e parecem estar fora do nosso controle de escolha. Mas não podemos ficar parados esperando que tudo aconteça. Devemos participar ativamente da vida que nos foi dada. Por mais que os caminho te guiem, você não pode simplesmente confiar nisso. Talvez o destino final seja o mesmo, mas como você vai percorrer esse caminho depende de você. Por que cometemos erro? Muita gente questiona até mesmo a existência de Deus por passarem por tantos problemas. "Por que Deus iria querer que eu sofresse tanto?" as pessoas dizem. Algumas pessoas de verdade não merecem passar por certos problemas e entendo que essas pessoas sintam-se injustiçadas. Mas esses testes existem, creia você em Deus ou não. Você ter problemas ou não, não define seu caráter. Como você lida com esses problemas, sim. Por isso não podemos culpar o destino quando algo dá errado no caminho. O seu destino pode estar traçado, mas como você traça seu caminho é responsabilidade sua. Muitas coisas inesperadas acontecem. Coisas que parecem completamente fora do percurso natural. Talvez aquilo seja só um desvio do percurso natural para que você crie uma consciência mais crítica, e então possa voltar ao seu caminho. Os desvios que encontramos por ai, pelo nosso caminho, funcionam bem para que sejamos capazes de saber lidar com o caminho real. Desviamos do caminho, erramos e aprendemos com esse erro, e daí então estamos prontos para voltarmos ao plano principal. O difícil é saber diferenciar os desvios do caminho certo. Então precisamos dosar nossos erros. Aprender e tirar proveito, mas não pensar que simplesmente você está numa fase de teste e que tudo bem se você errar várias vezes. Você não pode saber qual é o seu real caminho e quais são os desvios. Então, mesmo que num desvio, seja leal ao que você acredita, trabalhe o seu caráter, aprenda com seus erros, tente não errar da mesma forma, haja com cautela, não sofra mais do que deve sofrer. Nós não somos os donos da verdade, não sabemos na verdade é de nada. Então não conte com o destino. Aproveite suas opções e faça escolhas corretas para você. Caso você faça um mal julgamento, pelo menos você vai estar com a consciência tranquila, porque você fez o que achou e sentiu ser o certo, independente se aquele momento foi um desvio ou o caminho real a ser seguido.

domingo, 7 de agosto de 2011

Cigarro e licor e silêncio.

Algumas vezes preciso de meditar para escrever. Preciso de um ambiente bagunçado, alcoólico e esfumaçado. Algumas vezes preciso de uma música ambiente, e outras, do silêncio. Nunca penso sobre o que vou escrever antes. Começo a escrever e as ideias fluem. Não recebo nenhuma entidade que faz isso, nem estou dizendo que é simples assim escrever, mas todas as ideias da minha cabeça, todas as perguntas e certezas tomam forma quando começo. Hoje estou escrevendo no silêncio. Algumas pessoas não gostam deles. Talvez elas consigam ouvir seus pensamentos mais nitidamente e não gostem deles. O fundo de sua mente pode trazer coisas desagradáveis. Temos um filtro, somos politicamente corretos no que falamos, mas o nosso pensamento é incontrolável. Podemos nos distrair, mas a nossa essência existe, e tentamos lidar com ela a vida toda pra nos tornarmos a pessoa que idealizamos ser. Algumas pessoas não gostam de ficar sozinhas. Elas não conseguem conviver com elas mesmas sem que tenha alguém ali para elas se apoiarem. Eu, por minha vez, gosto de ficar sozinha pra me conhecer. Conhecendo-me mais diretamente, tendo essa ligação direta com meus pensamentos mais sinceros, consigo entendê-los e ai sim, lidar com eles. Nunca consegui ser o tipo de pessoa que esconde as coisas; não estou falando dos outros, não consigo esconder as coisas de mim mesma. Procuro me entender para assim me consertar. Os outros sabem pouco sobre mim, sobre o que eu penso, porque acho que coisas particulares são muito delicadas para serem compartilhadas. Alguns acreditam que isso seja um problema, mas enquanto eu puder compartilhar comigo mesma quem eu sou, e não me esconder de mim mesma, acho que é algo muito saudável. Antes de eu apresentar um pensamento para alguém, eu preciso conhecê-lo, caso contrário eu só estaria confundindo à mim e ás outras pessoas, seria inútil. Gosto do silêncio. Gosto de ouvir meus pensamento. Gosto de perceber como são mutáveis e inconstantes. Gosto do fato de mudar de ideia constantemente porque assim sinto que participo da minha própria vida mais ativamente. Sinto-me no controle de mim. Ideias inacabadas são a fonte do nosso crescimento, então gosto de estar sozinha e no silêncio para que eu possa trabalhar encima delas. Não adianta nos escondermos. Não adianta negarmos que temos lados esquisitos, e dúvidas. Todo mundo tem dúvidas, e como já disseram por ai, de perto ninguém é normal. Por que fugir disso? Em troca de que? Imagem? Se você quer passar uma imagem diferente para as pessoas significa que você não está satisfeito com o que é, então ao invés de mentir para o mundo e para si, construa a pessoa que você acharia legal ser. Devemos viver bem com quem somos, e mesmo que ninguém saiba na real quem somos, o que pensamos ou como vivemos, estamos satisfeitos com quem de fato somos: seres em construção.

O fim do infinito - Por Fabio Key

Um caminhar por todo o errado
claro, reluzente, esclarecedor
surge, dentre as montanhas, o nada
uma gentileza mal-vinda
como rosas sem pétalas
que cortam sua pele, e nada lhe deixam
a não ser fragmentos de espinhos
estes para sempre deixarão sua marca
como uma cicatriz, que dói no começo,
que se estabiliza, mas que sempre deixará sua marca
como uma lembrança mal lembrada.

Quando a noite não serve para nada
ódio e raiva são meu sangue
corre pelas minhas artérias, direto ao coração
minha mente encancerada
alimenta e é a energia do meu corpo
da minha cabeça aos meus pés
o que me disseste, céu?
naquela noite sem escuridão,
naquela fonte de exatidão,
onde tu descansas por exaustão.

Energia que me resta,
que me comove
e me destrói
como papel molhado,
corta-me ao meio
e joga-me ao chão
querendo que eu sobreviva
para que tudo aconteça,
uma dor indolor,
o visível mais invisível,
um recorte da ilusão.

A morte não é um caminho,
nem uma opção
é o fugir dos covardes,
a atração dos curiosos
não me curvo, pois, a esse caminho
resisto, por mais que sombrio,
limpo minha mente
e, de novo, acredito.

Sou o nada, o ninguém
sou o quase, o talvez
sou a verdade e o oculto
sou o que lhe resta, o que lhe ajuda
sou, acima de tudo,
aquilo que procura
e que, mesmo assim,
nunca vais achar.

A chuva não me molha,
o sol não me queima,
a luz não me dá coragem,
a escuridão não me amedronta,
um simples olhar não me define,
o complexo não me atrai,
a verdade me deprime,
a mentira a mim opõe-se,
não há sombra,
porque em mim não há luz
não verás meu rosto,
porque meu caminho não reluz.

Cordas de esperança são cortadas
a cada minuto que se passa
mentiras são contadas
a cada segundo que morre
a cada feixe de tempo que atrai
o céu escurece
e o amanhã o trai,
nada ocorre.

O passado representa a morte,
o presente representa a vida,
o futuro representa a verdade e a mentira,
a mentira e a verdade
e, todos, numa peça teatral
juntos, promovem o grande espetáculo
espetáculo da dúvida,
onde não há lugar,
onde não há o vulgar
há apenas o sentido
e um único caminho
que você não sabe onde dará
ou de que modo encarar.

Há em algum lugar
esperança para se procurar?
há, ainda,
verdade para se encontrar?
ou melhor,
um dia para alegrar?
Há o nada no tudo
mas não há o tudo no nada

Busco, ou não, a razão
o porque do perdão
busco o sentido de amar
ou a verdade de odiar
busco o sim e o não,
ou apenas aquilo que é a paixão
busco a procura,
a criação
busco o nada,
busco o tudo
procuro buscar algo profundo,
ou o fim da exatidão
para, no fim de tudo,
descobrir que não há o que buscar
e sim um simples luar,
um sorriso com medo de se mostrar,
o amor com medo de amar,
o calor com medo de esfriar,
dois corações com medo de parar,
vozes com medo de se calar,
e uma verdade com medo de voar.

Fabio Key

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Insônia

O que te faz perder o sono? Eu tendo a perder o sono sempre que estou feliz. Sinto que dormindo posso perder esse momento. A minha felicidade é uma coisa meio sem explicação. Muitas das vezes quando tenho tudo que quero, não me sinto feliz. Acho que felicidade não se resume à realizações. Claro que faz parte, mas seu estado de espírito tem mais a ver com a felicidade do que a materialização de seus sonhos. Talvez seja hormonal, emocional, ocasional. Superar algumas dificuldades me deixa mais feliz do que receber as coisas com facilidade. Sim, isso é uma realização, mas essa felicidade acho muito estética. Não é querer fazer tipo não, eu realmente gosto das coisas que são mais complicadas. Tudo que vem muito fácil acaba por ir mais fácil. As coisas difíceis também podem ir embora com facilidade, mas como eu conquistei aquilo com dificuldade, sinto aquele gostinho de vitória. O problema é que muitas vezes, assim que consigo o que quero, abro mão por já ter conquistado o meu objetivo. Isso acho que já não é felicidade, é orgulho. Claro que trabalhamos para melhorar, elevar o espírito, e é isso que venho fazendo. Venho tentado aproveitar os dias, as noites, meu sono, minha falta de sono. Venho tentado ser mais delicada, mais afetuosa, mais amigável. Tudo isso porque me sinto feliz em receber o mesmo em troca. Dizem que você não pode fazer uma coisa esperando algo em troca, mas acho que nada faz sentido sem reciprocidade. Claro que você pode ser muito nobre e ser bondoso e piedoso com um inimigo seu, mas isso acaba por tirar o merecimento das pessoas que de fato deveriam ser tratadas com nobreza. Talvez isso não seja felicidade, talvez seja carência. Seria felicidade também algo relativo? Ou simplesmente existe a felicidade estética e a real? Estética aquela que você é feliz para que os outros te vejam dessa forma, e a real, aquela que você realmente sente e que quer dividir com os outros por ela ser tão grande que não cabe em você? Felicidade tem níveis? Tem definição? Alguém ai sabe me dizer o que é isso? Pode ser confundida com ansiedade, orgulho, vaidade? Você é feliz em comparação com os outros ou em comparação com o quanto pode ser? Felicidade definida em uma palavra? Felicidade superficial: Realizações / Felicidade real: vida. Quem não se sente feliz por estar vivo realmente não deveria estar. Por que as pessoas celebram tanto quando alguém nasce? E por que choram tanto quando morrem? Porque a vida, independente de suas características boas ruins péssimas perfeitas, é uma conquista por si só. Algumas pessoas podem me dizer que não sofro o que elas sofrem, e com isso dirão também que eu não sei o que estou falando. Pode ser. Alias eu acho que nunca sei bem o que estou dizendo. Mas desculpem-me os sofredores, se você não está contente com vida que tem, mude-a. Mesmo que pareça impossível mudar, tente. Não seja inútil e vulnerável à tudo que lhe acontece. Seja forte o bastante para encontrar essa felicidade nas piores das situações: nada é pra sempre. Tudo é fase, tudo é transição. Bom, talvez eu esteja falando bobagem. Mas enquanto eu vou falando bobagem você está se lamentando e criticando ou tentando fazer algo para mudar isso? Você que passa fome, está morrendo, mora num lugar muito pobre: você conhece a felicidade? A felicidade realmente depende do meio, ou de quem a sente? Tudo é relativo. Até porque em países árabes, não se celebra quando alguém nasce e não se chora quando alguém morre, como eu havia mencionada acima. Pelo contrário, celebram a morte pois acham que a vida é o seu tempo de sofrimento para depois ter uma coisa melhor. É...quem vai dizer o que é o quê nessa vida? Acho que o importante é que você saiba que ela existe. Mesmo que você ache que nunca a sentiu, ela existe. A felicidade está dentro de você, e talvez algumas ações do exterior o ajudem a encontrá-la, mas saiba que ela está ai com você, esperando para ser achada. Veja as coisas por outros ângulos, outras perspectivas. Será que você realmente não é feliz? E você? Esbanjador da felicidade, você já realmente encontrou a sua?

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Falando sobre realidade.

Depois de muito imaginar, vamos falar da realidade. Eu trabalho com o real, o que eu posso tocar. Tocar com a alma, com o pensamento, com a minha falta de loucura. Digo aqui, por agora experiência própria, que precisamos imaginar um pouco menos. Precisamos parar um pouco de pensar, refletir, tentar entender. A vida não lhe pertence, apesar de ser vivida por você. O amanhã pode não ser nada do que você imagina. Assim como hoje, muita coisa do que você imaginava não acontece, e muita coisa que você não imaginava,... Quero dizer claramente aqui, e que me desculpem os sonhadores, que viver em função de futuro é querer morrer sem concluir nada. O futuro nunca chega se você só pensa nele. Alguma vez alguém já disse: "pronto! Cheguei ao meu futuro" e parou de se preocupar com o próximo futuro? Obviamente o futuro existe, precisamos nos preparar para ele. Mas quando você morrer não existirá mais futuro para você confiar. Vai ser tudo passado. Então viva seu presente, plante coisas boas, faça o que deve ser feito, que o futuro com certeza vai lhe reservar coisas boas. Mesmo que as coisas não pareçam boas na sua perspectiva, bom, largue mão de ser mimado e viva a sua vida com ou sem dificuldades porque é assim que todo mundo vive. Você não é o único no mundo a se sentir sozinho. Você não é o único que sofreu e sua dor não é maior que a de alguém só porque você acha que sim e sente pena de si mesmo. Abra os olhos para a realidade. Sonhar é bom, mas saber quando acordar é necessário.

despedida - por Carla Carvalho

O Zahir
Zahir, em árabe, quer dizer visível, presente, incapaz de passar despercebido. É algo ou alguém que, uma vez que o contactamos, acaba por ir ocupando a pouco e pouco o nosso pensamento, até não conseguirmos concentrar-nos em mais nada. Isso pode ser considerado santidade ou loucura.

Pois hoje me liberto de meu zahir. Digo adeus por nao mais haver o que dizer. Não sobra mais nada. Apenas meu pensamento e o tudo para o qual abri a porta para que possa ir embora.
Fui tua zahir, por inteiro. Mas agora te deixo partir...Voce deixou uma parte comigo. Mas lavo agora com lagrimas a perda e a chegada do não mais.

Voce, meu zahir.Por quanto te amei... Seja feliz.

Conversa entre o claro e o escuro - por Aline Thosi e Carla Carvalho

E o que você pensa ser? O que você gostaria de ser? O que você gostaria de ser para os outros?

Nada. Por que sao os outros meu parametro. Para merda todos eles. Ja me moldaram demais. Agora que me amem ou odeiem. Nao importa. Minha alma e livre. um cavalo alado. aquilo que voce jamais vai tocar. Somente e se assim eu quiser ver passar.

E daí você se rebela. Se torna forte. Depois de cada tempestade não dizem que vem a bonança?! E é assim que deve ser. Você sempre mais forte do mal que te persegue. E não é você que não acredita em amor?! Isso tudo é o seu amor pela vida, por você...aquele outro amor é tão necessário assim? Ele te faz tão forte quanto esse que você sente agora?

Amor? quem falou em amor? Vim da alma do mundo e para ele volto. Quero o amor mas sou selvagem. Ha de haver quem venha comigo. Para onde ja nao ha mais nada. Ou irei so. solto de mim meu eu. Minha alma sem rumo, sem pudor e sem medo. Forte? Nao... sobrevivente... vitima de mim mesma... so que e voce que baixa os olhos para mim... me olha.. me veja.. me toca...

Só a representação de como deve ser. É assim que deve ser. Aliás, de perto, todo mundo é igual: os mesmos medos, as mesmas desavenças consigo mesmo, as mesmas particularidades. O que difere você dos normais é a forma de enxergar o mundo, a vida e a morte. São visões completamente diferentes, mas não esqueça que tudo isso está interligado. O mundo a vida a morte. E talvez até uma outra vida. Quem sabe?! Faça o que deve ser feito. Sofra o que tiver que ser sofrido. Ame mesmo sem ser amado. Você não sabe se essa outra possível vida existirá. Faça o que veio fazer, faça pelos outros, mas não esqueça de você.

Para merda outra vida. Quero tudo dessa. E que digam "tinha gestos inocentes... seus olhos riam no fundo... invisiveis serpentes faziam-na ser do mundo". Nao foi minha escolha. Mas que seja. Amor? Nao deve ser para mim. Mas agora sou livre... nao quero amar. Que morra esse meu desejo. Seja eu o que vim para ser. A Ishtar... ou seja la quem venha da porta de uma taverna para oferecer a morte... e a vida

Tá certo. É a realidade que importa. E o hoje também. O clichê estava certo after all. Nada com o passado e o futuro. Que seja só o presente o que me importa. E que ele seja sofrido ou alegre. Vou vivê-lo porque ninguém mais vai viver isso por mim. É a minha história sendo escrita. O único livro o qual realmente serei autora. Todo o resto ... todo o resto vai ter influências externas. E eu sou interior. Eu sou energia e tudo aquilo que acredito. Sou assim, e enquanto você tiver do meu lado vai ser assim também. Vai ser natureza, alma, à flor da pele. Tudo não pensado. Tudo vivido. Tudo seu. Só seu. É só seu. O que você quer fazer com isso? Só você pode controlar, só você pode entender, viver, renunciar e sofrer a consequência. Sabe o que isso te faz? O seu próprio Bem. O seu próprio Mal. Seja Bem e Mal. Mas seja com tudo que pode. Faça por merecer os momentos que alguém, algum dia, te deu.

Desculpe mae. A menina morreu. O amor pode ser mortal... mas ainda sobra alguma coisa... meu passado que me forjou e meu futuro que nao existe... sua menina. Sonhos. Planos. Nada.Obrigada por me dar a vida duas vezes mas o mundo acabou com o que voce me deu. E voce nao esta mais aqui. Agora sou eu e o resto. Meu corpo que pouco sente. Minha mente doutrinada. Sou a puta que voce nao quis de mim. Mas do que de mim foi feito. E se o amor me salvar um dia volto a ser sua menina. Mas ate entao... instinto, forca, e o que de mais baixo eu aprendi. Adeus minha santa. Eu tentei... mas fui vencida.

Palavras de quem ainda não chegou ao fim. História sendo construída. Somos assim. Pensamos que acabamos e aí estamos. Pensamos que desistimos e daí insistimos. Mas sonhos quebrados servem para sermos fortificados. Somos aquilo que Deus quiser que sejamos e não há como limpar aquilo que permanentemente sujamos. Mas nem por isso deixamos de errar, aprender, acertar, amar, compreender, conhecer, experimentar. Assim como morrer, viver é inevitável.

Viver e inevitavel. Amar pura convencao. Prove o contario... Quem? Pois a mim ninguem.

Duvide bastante até que alguém venha e lhe prove o contrário.

Quem?

Quem sabe?

Se o amor nao existisse .... precisaria ser inventado... mais doce de todas as mentiras... e o maior dos interesses ... quem?

FIM.

ganhei... amor? conveniencia e reproducao... nenhuma reciprocidade e todo sofrimento... a maior merda humana inventada

Não ganhou não. Mas ninguém vai te convencer falando. Espere que alguém te mostre, ao invés de dizer "eu te amo"

Hoje sou meu corpo e minha mente .... coracao que bombeie sangue... que e para isso que serve... "eu te amo"? hahahah que valha uma noite paga....

Indeed my friend !!!!

sábado, 30 de julho de 2011

Dança comigo?

Você fica 30 minutos olhando para a caixa de texto e não consegue escrever. Quando isso acontece comigo é quando mais tenho coisas na minha cabeça. Elas entram em conflito e eu não consigo que elas saiam e façam sentido para o resto das pessoas. Alias, acho que nem quando eu consigo colocá-las em ordem elas fazem sentido para as pessoas. Bom, mas de qualquer forma você tenta. Tenta externar os seus pensamentos, e vê no que vai dar. O fato é que você gostaria de explicar algumas coisas, mas nem você sabe bem o sentido delas. Sou uma pessoa muito inconstante, e muito extremista também. Quando quero uma coisa eu quero muito e faço de tudo para conseguir; não durmo direito até conseguir. Até que uma hora eu vejo que aquilo não é mais certo para mim, e eu esqueço de uma forma que parece que aquilo nunca fez parte da minha vida. Não sei ser meio-termo, e acho que isso me faz perder as coisas boas do "por entre" as estórias. Isso me torna um pouco prática e obcecada ao mesmo tempo. Nem todo mundo sabe lidar com as coisas de uma forma suave. Eu não sei lidar com as coisas de forma suave. Ou eu dou muita importância, ou não dou importância nenhuma. Isso não seria nenhum problema se eu soubesse jugar o que merece a minha atenção e o que não merece. Na maioria das vezes eu erro nesse julgamento. Assim, me arrependo de forma insistente, e tento mudar coisas que simplesmente não podem mais ser mudadas. Alias, fico em dúvida se corro atrás do prejuízo porque realmente me arrependi, ou por orgulho. Mas é claro, que eu só consigo achar essa reposta um tempo depois. É simplesmente um círculo vicioso. Gosto de experiências que me fazem aprender. Essas das quais eu me refiro hoje, me fazem dar voltas e voltas no mesmo lugar. E não sei se um dia eu aprendo, porque cada situação por mais parecida que seja, é única e relativa. Mas acredito que isso seja normal. Não posso ganhar em tudo, muito menos perder em tudo. Bom, o único fato é que a vida tem que seguir em frente. As coisas devem continuar caminhando para frente, sempre para frente. Não importa o que aconteça, não importa quantas despedidas, nem quantas perdas, o que mais te importa é a vontade de continuar dançando.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Reflita a morte, antes da vida.

Tem dias que você não consegue pensar direito. As coisas ficam embaralhadas na sua cabeça, e você fica imaginando se o problema está em você. Não, aqui não é um blog de auto-ajuda. Aqui é um blog de críticas, então não vou especular soluções, mas sim, vou promover o pensamento crítico sobre as coisas. Nesses dias que você não consegue focar-se, ou que você simplesmente está com toda a sua cabeça revirada, o que é mais importante: se o problema está em você ou com as outras pessoas; ou o que você vai extrair dessa problema; ou melhor, isso é mesmo um problema? Qual é o seu conceito de problema? Ele tem níveis? Ele é matemático? Ele tem solução? Problema só existe quando existe solução? Solução existe sempre? Temos que lidar com todas essas perguntas durante a nossa vida. Saber lidar com elas é mais difícil do que lidar com os problemas. Porque não existe resposta certa. O ser humano não é uma prova de múltipla escolha. Tudo é relativo. Todas as situações têm vários lados. Por que você acha que na maioria das vezes as pessoas sempre acabam rindo de problemas passados? Será que rimos porque já superamos? Só rimos dos passados superados? Você ri porque ganhou algo com ele? Ou você nunca ri de seus problemas? Depende do problema? Ou depende de você? Um exemplo leigo meu: uma pessoa com câncer, um problema de saúde complicado de se combater, quando se cura ri do que passou ou chora por ter passado? Ou ainda mais a fundo, essa pessoa não se cura, mas ela passa o resto dos dias chorando o problema ou rindo por causa do problema? Ou seja, você passa seus últimos dias sofrendo pelo câncer ou sendo feliz por ainda estar vivo? São perguntas genuínas. Não sei a resposta de nenhuma delas. Apenas aqueles que já estiveram nessa situação. E mesmo assim, cada um daria uma resposta. Porque, queridos, tudo é relativo. Sempre quando queremos dar o exemplo de algo muito terrível falamos em câncer. Por que? Porque você sofre muito, e com probabilidade de estar sofrendo muito nos últimos momentos de vida. Então é terrível por que você vai morrer ou por que você está sofrendo? A morte para algumas culturas é uma redenção, a pessoa é agraciada com a morte. Então até isso é discutível. O sofrimento, bom, não vou ousar dizer que o sofrimento é discutível, pois nunca passei por algo parecido, mas posso perguntar: o que é mais válido? Sofrer e simplesmente sofrer pra depois morrer? Ou sofrer com esperança, boa vontade, heroísmo e força? Você quer morrer e ouvi dizerem que você sofreu muito, ou você quer ser lembrado por ter lutado, amado, sido feliz até o último momento, mesmo quando a vida não te facilitou isso? Boa reflexão para você. =)

quinta-feira, 21 de julho de 2011

I love the sound of the leaves

I love the sound of the leaves
When they fall off the trees
And they go away with the breeze

I love the sound of the leaves
They make me stay in peace
They make me wanna seize

I love the sound of the leaves
Everything seems to be at ease
And I no longer grieve

I love the sound of the leaves
It's when my pain relieaves
And it just makes me believe

I love the sound of the leaves
They just make me believe
The wind will, too, take away my peeve

Big Party of Fools

And there I was. Staring at the faces. The music was too God damn loud. I could barely hear my own thoughts. The good thing is that I did not have to make small talk. People insisting in talking/screaming, fighting against that music, which seemed to come from hell. It was a joke from Devil. I could be there, just like a statue, forever. I did not fit. All those supid people, without brains, trying to fit into a paradigm. They were all very happy, and singing. Apparently I was the only weirdo. Just because I was not clappin hands to the fools. So I sat, and ate, and every single movement seemed to be everlasting. All those people I do not know, all my relatives who I am not alike. Those shallow people who just wanna be appearance, and they are not even that! But I am the strange one. I am the one to be called crazy and weird. Just because I would rather sit and write, and read, and cook, and cry, and die, everything not to be there, around those messy and loud people. Hollow people. Hollow lives. Sorrow inside. I do not belong here. I was not born to be part of that big party of fools. I want more.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Pudesse eu - Por Fábio Key

Por alguns minutos,
adentro, em meu próprio leito
não mais pensando,
nem ponderando;
mas sentindo.
O que geralmente me falta
ou simplesmente tento ignorar,
forçar, bloquear meus lamentos.
E cego, me ponho a ver
não mais a mim, nem a ti
vejo o que há de verdadeiro,
sincero, o que sinto fala tão alto...
e ecoa entre meus pecados
e meus bons atos,
além de meus esforços
e meus atrasos.

Pudesse eu logo dizer a ti
o que sinto e já senti
sem precisar pensar em tudo
nem ter que com as consequências arcar
só lhe amar
e aceitar,
de certo modo,
o que há de ser.

E, de alguma forma,
era o que havia de positivo
em alguém tão negativo
e me ponho a prantos
quando imagino que tudo pode se quebrar,
em pedaços, estilhaçar sem atraso
e todo meu esforço
resultar em apenas um esboço
do que deveria ser...

"Deveria" é... ridículo.
Quem sou para dizer o que se deve ser
ainda mais à você
a quem devo tanto
e sei que esse valor jamais poderei pagar
acima dos erros que cometo
e dos acertos ocasionais,
mas nada acima de ti
ou de que representas a mim
e, por mais que não aceites,
saiba que não há como evitar
e sei que,
de certa forma,
com esse sentimento por ti vou até o fim
dos meus pensamentos
do que chamo de vida
acima do que tenho de fé,
e do que digo acreditar.

Temo tanto lhe dizer
e há um tempo de temor,
contrai-me e dispersa,
faz-me querer sentir o calor
e me põe a imaginar
e só a sonhar
e de ti lembrar
até a noite cair,
e com ela o sono vir –
se não vier
levo-te comigo pela noite –
sempre quando fecho os olhos
e finjo escutar a voz
de quem me traz paz
e a novíssima verdade
da essência do que realmente deixei de ser.

As horas tanto passam,
e nada para,
finjo ignorar-te,
e pretendo ser o que pouco sou,
mas,
quando só,
não preciso me esconder de ninguém
e fujo para o meu próprio bem,
onde encontro paz
quando encontrar a ti era o que queria realmente encontrar
e uma lágrima se quer jamais derrubar
e talvez ser o que sou.

Talvez se os ventos
mais devagar pudessem passar
e assim pudesse eu parar para pensar
no que vier
e não me preocupar
com o que circula pelo meu próprio poder.

Pudesse eu logo lhe dizer,
sem relutar,
comigo mesmo brigar,
alguma essência, achar
e um caminho, tomar...

Pudesse eu...
seria tão mais fácil,
sim, como seria,
mas nada foi fácil até agora
como poderia você ser?
era esperar de menos,
mas me choca o pensamento errado
então prefiro não pensar,
pelo menos não nisso,
mas pensar em ti me faz bem,
incondicionalmente,
você é o que me traz paz.
Mas às vezes o que preciso
não é bem paz.

Pudesse eu lhe trazer para perto
e um abraço infinito lhe dar,
fazer o tempo não passar –
ao menos para nós –
e tornarmo-nos muito maiores do que o mar,
e nada mais.

Pudesse eu
em apenas em uma única coisa pensar
desde já,
seria naquilo que me faz tranquilo
e faz meus sentimentos fluírem,
faz meus olhos,
sempre tão sólidos,
brilharem,
seria em ti,
paz da minha vida.

Fabio Key.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Prévia de Dona Helena

Capítulo I – Me chamo Helena.
Sou mulher. Minha idade já não me importa. Ela não me importa porque definitivamente, se ela me importar, morrerei. Ela não me importa no sentido estético, eu não me incomodo com minhas rugas. Minhas rugas são apenas disfarces para que me achem uma velha, apenas. As pessoas só enxergam o meu exterior, e isso me agrada. As pessoas que de fato só enxergam as minhas rugas, são aquelas que eu jamais quero que vejam o que há dentro de mim. Mas sim, a idade me vale de alguma forma. Tudo que sou hoje dedico aos meus bons anos vividos. Porque eu de fato os vivi. Minha vida não acabou por eu já ter comemorado muitos aniversários, minha vida começou. Não sou jovem e inconsequente. E isso me faz superior. Minhas experiências são dignas de inveja. Minha sabedoria conquistei com o tempo. Sou a senhora do tempo. Sei de cada coisa em mim. Me conheço melhor do que ninguém. Hoje sei manipular cada emoção minha e faço delas as minhas armas; armas essas que me protegem do mundo em quem ainda vivo.
Me chamo Helena. Sou uma mulher de 70 anos que nasceu na década de que não se lembra. Nasci naquela Era esquecida, quando ninguém se importava com identidade. Fui adulta quando criança, e depois o contrário. Aprendi tudo e depois descobri que as verdades não serviam para nada. Vivi das emoções; sempre no linear entre apaixonada e louca. Apaixonada pela vida eu era, andando numa corda bamba, sempre querendo cair para o lado de lá. Caminhei por diferentes caminhos e países. Fiz de tolas muitas das pessoas que passaram por mim. Me fiz de tola para muitas das pessoas que passaram por mim. Fui de várias personalidades e nunca encontrei a minha, pois não me encaixo em nenhum paradigma. Espantei pessoas exóticas, enganei pessoas boas, mas nunca me juntei à pessoas ruins; eu as observava de longe. Fiz muitos amigos e perdi alguns deles. Nunca passei sem ser notada ou sem deixar marcas. Fiz da vida um brinquedo nas minhas mãos pequenas. Sofri e me desgastei por tudo, eu só não aguentava não sentir nada. Gastei meus 70 anos como se fossem o dobro, o triplo talvez, e não foi nem a metade do que gostaria. Descobri a melhor maneira de não errar, não tentando. A partir de então, comecei a errar feito louca. Depois de muito andar comecei a sentir minhas pernas doerem, corri. As pernas então adormeceram, e eu espetei agulhas nas duas para nunca mais deixar de senti-las. Foram essas mesmas pernas que me fizeram chegar a lugar nenhum, não podia abandoná-las. Senti que depois de muito aprender, eu não tinha nada o que ensinar, aprendizados são individuais. Sou conhecida como Dona Helena, aquela doida do primeiro andar. Meus gatos tentam, mas não conseguem convencer a ninguém que sou uma velha normal. Normal e com o pé na cova, como todas as outras. Cismam em dizer que estou desvairada, mas estou mais lúcida do que Sophia; ela quem está cega com as cenas tortuosas da juventude. E eu, com os olhos muito certeiros, consigo enxergar que a vida me foi uma brincadeira, dela fiz o que bem entendi, e ela fez de mim o que não esperava fazer.

Durante toda a minha vida escolhi o que me pareceu errado, só para poder dizer que era uma pessoa contraditória. Fazia questão de errar várias vezes o mesmo erro, até que então ele se tornasse um acerto. Quando digo “ele” quero dizer o erro, homens nunca foram tão importantes no meu contexto, não é “dele” que estou falando. Eles simplesmente passavam, e então tinham alguma experiência traumática para contar para os amigos. Apenas um homem prosperou na minha estória. Mauro perseverou em ser louco, foi morar comigo há 50 anos e sustentou essa loucura desde então. Acho que ele quer provar para o mundo até hoje o quão forte um homem pode ser. Meu esposo sempre foi muito cheio de vida, sempre acreditou na construção de uma família, mas a vida lhe passou a perna e o fez se apaixonar logo por mim; e por ser realmente muito azarado, me apaixonei por ele também. Sei que sempre digo que homens nunca foram parte de um contexto importante, mas ele não é simplesmente um homem. Nunca acreditei na instituição do casamento, e por isso nunca assinamos nada, mas nem por isso deixamos de celebrar nosso amor todos os dias. Nunca tivemos filhos. Sempre tive horror à crianças e talvez a Natureza tenha sentido isso e me tirou essa possibilidade. Mauro como veio nessa vida para pagar seus pecados da vida anterior, me amou tanto que enterrou a ideia tradiciomal de família. Eu sou a sua família. E o pior, é que essa família, ele mesmo quem escolheu.

Mauro e eu nos apaixonamos muito cedo. Fui sua namoradinha no colegial, e hoje em dia sou sua namoradinha de final de vida. Acho que ele sempre foi tão o meu oposto, que em mim encontrou tudo aquilo que o completaria. Meu Amor não ficou comigo porque acreditava em nós dois, mas porque não acreditava nele mesmo sem mim. E então, aceitamos o que e quem somos juntos ano após ano. Nos completamos realmente, nos amamos realmente, e o que passou ao longo de nossas vidas foi uma estória de amor como qualquer outra que resiste às futilidades do nosso dia-a-dia. Demos certo quando não tínhamos mais saída. E foi ótimo.

Antes da pessoa que ficou do meu lado para sempre, existiram outros. Outros os quais me lembro o nome, mas não me recordo do sentimento. Cada um deles sei que foi intenso de uma forma particular, mas já não os considero. Sempre os tentava avisar do que estava por vir, mas de nada adiantava. Quem estivesse ao meu lado, faria de tudo para continuar, e não importava o quanto eu me esforçasse para convencer do contrário.
Passos de magia deslumbram o caminho.

Será longo e frutífero?
Ou será curto e sombrio?
No canto de cada ser
Não sou a que os engana
Enganam a si mesmos
Aqueles que não me escutam dizer
Que incerto e estimulante
são passos de magia que seguem adiante;
E que serei passagem e memória
ou talvez não farei parte de nenhuma estória.
Tolos aqueles que se deixam levar
Passos de magia que somem ao meu caminhar.
Caminharei para longe em todo final
E caminharei para perto de um novo inicio
Que por sua vez me fara andar para mais longe.
Espere então de mim nada mais que o fim
Ao longo de toda sua caminhada,
a sua vontade de descanso se torna encorajada.
Passos de magia não são o suficiente
Desde que o mundo se chama mundo
A angústia final nunca foi contente.
Realidade não faz mal à ninguém
Passos de magia posso contar no dedo à quem.
Desista de ilusões e alusões,
Coloque suas pedras para que eu tropece
E que junto com o meu caminhar
Também encurte o seu pesar.
De bons conselhos que já dei,
O melhor de todos a você vou dar
Escuta a quem vos fala,
De nada vale me amar.

Para mim, foram apenas uma forma sacana de passar o meu tempo, trabalhando o meu ego o tempo todo. Sempre fui egocêntrica, mas nunca com o Mauro. Meu Amor sempre me fez ser tudo aquilo que eu fazia os outros serem comigo: dedicada, ciumenta, possessiva, amorosa, relativa. Brinquei com esses outros, os tive na palma de minha mão, e eu era tudo aquilo que nunca conseguia ser com Meu Amor: irônica, maliciosa, manipuladora. Mauro então sempre me ganhou por ser o que se destacava dentro de mim, aquele que não me deixava ser o que normalmente eu era. Mauro-Amor, como o chamava, despertava em mim uma personalidade que eu não conseguia controlar. Deveria estar falando sobre os outros agora, mas só dele há o que falar. Mauro sempre teve alma de artista, sempre foi criativo e encantador. Político, sempre teve muitos amigos. Ele me ensinou como viver em sociedade, mentindo e sorrindo mentiras muitas vezes para poupar desgastes. Ele me ensinou a ter equilíbrio certas horas, me ensinou a ser um pouco mais racional, tudo aquilo que me irritava muito nele. Mas ele sempre teve um ótimo coração, e assim como eu, ele também era movido pelo nosso amor. Acredito que estamos juntos por não termos conhecido ninguém mais interessante, ou por ninguém ter conseguido ser interessante para nós, uma vez que nos conhecemos.

Vim de uma família muito tradicional, daquelas que vivem de mentiras e que ninguém é bem sucedido. Todos com suas vidas planejadas e medíocres, daquelas que nunca tive vontade de viver. Meu único modelo familiar foi minha mãe, e não por ter me criado, mas por ter conseguido sobreviver mesmo com todas as maldades da vida em que viveu. Mas com certeza eu faria tudo diferente se estivesse no lugar dela. Mas é claro, nunca estaria no lugar dela, pois só ela mesma conseguiria sobreviver ao que viveu. Meu pai era daqueles que tinha duas caras. Mas ainda assim viveram felizes para sempre. Minha mãe era uma empresária, e meu pai um contador de estórias. Os dois se amaram até que a morte os separou. A morte se chamava Clara, uma moça que minha mãe encontrou. Não, ela não era amante do meu pai, era a amante de minha mãe. Depois de muitos anos mamãe encontrou a morte, digo, a Clara, e junto com a Clara, encontrou um recomeço; ou um refúgio. Só sei, claro, que depois disso, meu pai se recusou a passar por toda aquela humilhação e se matou. Não de fato, mas matou todo o seu passado e foi embora construir uma nova estória para contar. Ele foi morar na Itália. Era de lá que sua família vinha. Passei uns tempos por lá, mas não aguentei ficar longe de Mauro por muito tempo. Encontrei Mauros em potencial lá, mas nenhum deles conseguia com que eu deixasse de ser a Helena de sempre, coisa que Mauro sempre soube fazer muito bem e muito naturalmente. Aliás, visitei muitos lugares tentando esquecer do Meu Amor, assim como fez meu pai, mas ao contrário dele, eu não consegui. No final das contas, eu voltava sempre pros braços do Meu Amor.

Apesar do que pode parecer, não sou uma pessoa romântica nem mesmo com Mauro. Depois de tantos anos aprendi que amor não se concretiza apenas ao externá-lo. Amor é amor independente do que se faça com ele, ou do que se faça dele. Mantemos nossa ligação mesmo que sem falar nada, mesmo que sem dizer que nos amamos por tanto tempo. Nós já sabemos disso, nossa estória confirma, palavras são levadas com o vento, e não valem de nada, apenas quando queremos machucar alguém, aí sim palavras podem ter efeito, e também só quando esse alguém se deixa ser afetado pelas palavras ditas, apenas se aquela pessoa que emitiu aqueles sons, significa alguma coisa.

sábado, 16 de julho de 2011

Raízes - por Carla Carvalho

Como é difícil deixar para trás o que por um longo tempo fez parte de nossas vidas. Independente do que seja, o aperto no peito vem. E nenhuma razão é grande o suficiente para ser mais forte que o sentimento que carregamos dentro de nós. Lembranças, momentos, histórias... tudo aquilo que se plantou um dia. A novidade sempre nos atrai, e figura como uma boa desculpa para seguir. Desculpa porque nesse momento estamos lidando com emoções, e aquilo que é racional acaba por não fazer a menor diferença. Precisamos convencer o eu interno que o livro segue, só o capítulo que muda. Agarramo-nos firmemente à esperança, ao conforto de imaginar o que está por vir. E sempre há uma tarefa ou outra que nos perece ser útil para simplesmente não precisarmos refletir. Forçamo-nos a seguir. Até porque no fundo sabemos que depois passa. Nada na vida dura para sempre. Existem momentos eternos, e nada mais. Como sempre digo há de se viver o hoje. Ontem não retorna jamais. Amanhã, ainda está longe. Há de se viver o agora. Construir o agora. Para quem sabe depois, existam frutos a serem colhidos. Resultados a serem celebrados. E mesmo que ambos não apareçam, celebraremos a vida que nos dá todos os dias a chance de recomeçar. Arar novamente a terra. Jogar as sementes, aguar e esperar que brotem. Que venham vendavais. Porque se destruírem a tudo, estarão apenas dando-me a oportunidade de repensar meu arado.
E que sempre me recorde das raízes fortes que me trouxeram a este mundo. A força de meus pais. Hoje sou o que sou por seus erros e acertos. Sou caule. A cada dia minhas folhas crescem. Amanhã germinarão os meus frutos. Porque preciso um dia também retornar à terra. Tornar-me raiz. Prender ao chão os que de mim vierem. Para vê-los um dia gerar mais uma vez a beleza da vida. Contínua. E quem sabe infinita de alguma forma....

http://www.freeyourmind28.blogspot.com/

Done being pleasant

Middle of the night. Sparkling eyes are no longer seen. Only a gloomy soul. Sometimes you just wanna be alone. Your are your best company. And you also don't wanna anybody to read you, or see you, or listen to you. You are just fed up with people, and the same flaws, and the same qualities. Let go. Nothing will ever be the same. Especially because you've changed. That's good. But what is good anyway?! Who am I trying to deceive. I`m here, the last of the enthusiastics, trying hard not to show my real self. I just wanna be inside for two weeks. Inside my home, inside myself. Being all political towards people can really be overwhelming. I don`t even write what I want anymore. I write what people wanna read. Everytime I feel like this I just try to convince myself I`m just tired. And I really am. I`m tired of all that shallow stuff. You people should just shut up and listen to the noisy silence of the end of the world. It burns my ears. It`s a quarter to three. I`m waking up in 4 hours. I wish I would wake up in 4 years. Would anybody remember me? Would I want people to remember me? Sometimes I just wish they would forget about me. Yeah, I`m selfish. Well, that`s part of who I am. The wrecked me. And I don`t need help, I don`t want your help, what do you have to add to my life? The only help I wanna get is my own. I don`t feel I`m the only worthy person, but I`m the only one I wanna be with right now. Cause don`t understand myself, but I understand all of you, too predictable, too easy. I wish I could write till I had bled fingers. But up to now, I content myself with bled soul, bled wine, bled mind. This mild discomfort of mine, should never die, it makes me think, it makes me exist. I don`t care if you don`t know that, but I do exist. What I am, what life made me, it just don`t care. Nobody cares. You are as selfish as I am, sometimes. It all boils down to the fact that, you only care about yourself, and the care you give the rest, is the care which has left. I`m bitter and realistic tonight. What is reality anyway?! Are you sure you are awaken? Are you sure this isn`t both heaven and hell? Oh well. It`s time to go to bed. Because tomorrow I`ll have to wake up at I-do-not-want-to-wake-up o`clock and go to blow-my-fucking-head-off work. So, great day to come.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

E se? E quando?

Claro que todo mundo já pensou: "E se eu morrer?" Engraçado que as pessoas usam "se" ao invés de "quando", mas enfim, a questão é "E quando eu morrer?" Deus queira que nossa missão só acabe no centenário, mas a data não importa. Quando você morrer, qual filme você quer que passe pela sua cabeça? O que você quer ter cumprido? Quais arrependimentos você quer ter tido? Quais lembranças você gostaria de deixar? Bom, pense nessas questões e comece a escrever sua história agora. Ela já está sendo escrita desde sempre, mas o que passou você não pode mudar, o que ainda vai acontecer, bem, a maioria delas você decide. A vida não pode ser vivida como um rascunho. Ou até pode, o que que eu sei? Mas, o que parece é que não temos a oportunidade de passar a limpo. Então vamos lá, comecemos a analisar o que gostaríamos de ser, e o que de fato somos. Vale pensar nas suas vontades mais impossíveis. Mas se você começou pensando que gostaria de ser rico, lembre-se: você realmente gostaria de ser lembrado por ser rico? Não está errado se quiser, porém, há coisas mais importantes e significantes do que dinheiro. O trabalho que você produz para receber esse dinheiro por exemplo. Ou o que você faz com esse dinheiro. Essa coisa de bens materiais está injetado em nossa cultura capitalista. Mas o que está injetado na sua alma desde que você se entende por gente? O que você mais gosta em você? Por que você gosta de ser assim? Quais pessoas você morreria e viveria por? São essas as questões que devem perpetuar. As pessoas passam a vida preocupadas com coisas supérfluas, mas porque não podemos só olhar para dentro. Ter dinheiro é fundamental, estudar é enriquecedor, ter coisas é da nossa natureza. Mas qual é o espaço para as pessoas e seu sentimento por elas? Qual mensagem você diria, se as pessoas realmente te escutassem? E se elas realmente te escutarem? E se você puder mudar o mundo todo ou apenas o mundo de alguém, enquanto ainda vive? Certos exercícios são mais importantes do que se pensa. Você não precisa mudar tudo que não gosta na sua vida, mas dê mais importância às coisas que te fazem bem, e feliz. Parafraseando Julian Casablanca: You only live once (é o que dizem)

domingo, 10 de julho de 2011

500 dias comigo

Uma conversa de lá pra cá
Uma vontade que é daqui pra lá
Mas na verdade nada no meio disso tudo

Nossas letras e intenções
Dizemos termos com nossas invenções
Músicas e danças e filmes e distrações

Aquilo que sei que nunca terei
Como sempre foi e sempre há de ser
Com certeza aquilo que mais gostarei

Mas dessa vez gosto ainda mais
Porque dessa vez terei ainda menos
Supérfluo que já não me importa mais
nem menos.

Canto-te como se num refrão
Daqueles que na sua cabeça ficam
Daqueles que até no sono te perturbam

Leio-te como se fosse um livro
Daqueles que não devem ser lidos
De trás pra frente se possível for

Escuto-te como quem quer calar
Calar porque sei que nunca vai dizer
Aquilo que meus ouvidos esperam escutar.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A poesia do silêncio.

E eu não vou nem dizer que estou com frio.
Muito menos direi que estou ocupada.

Não vou falar que trabalho demais,
e nem que estou cansada demais.

Não gostamos de auto-piedade
muito menos de obviedade.

terça-feira, 5 de julho de 2011

De jejum

Escrevo ainda sem ter comido nada. Dormi por 12 horas e ainda me sinto cansada. O frio faz um pouco isso. O frio e a calmaria. A casa aqui é silenciosa. O sofá é macio; faz a cama parecer inútil. Tem dias que a gente acorda sem saber o que está pra acontecer. Você sabe que vai ser um dia normal de trabalho, mas você simplesmente tem a sensação de que alguma coisa mudou, ou pelo menos ainda vai mudar. Engraçado que há alguns dias, quando de fato uma coisa mudou, eu não senti absolutamente nada. O meu sexto sentido não deve valer de muita coisa mesmo. As pessoas se apegam muito aos seus pressentimentos, eu me agarro muito a isso, mas será que ele só me perturba e me deixa paranóica? Será que só eu me prendo a isso e acho que é normal, mas na verdade é tudo loucura da minha cabeça? Dizem que quando você enxerga o seu futuro ele automaticamente muda. Então talvez os seus pressentimentos sejam a sua defesa. Vi isso no filme Efeito Borboleta 1. Não sei se acredito que toda a nossa vida já está escrita, e que tudo deve acontecer de uma maneira pré-determinada, mesmo que pareça ruim. Parece que algumas pessoas deixam a vida ser medíocre com esse pensamento. Elas acreditam que tudo que acontece, bom ou ruim, já estava predestinado, e elas só devem fazer o mínimo de esforço e receber tudo o que já estava escrito para elas. Eu acredito que nossa missão esteja escrita, mas cada ação, cada palavra, cada sentimento muda todo o percurso da minha vida. Talvez essas minhas escolhas já também estejam escritas, mas nunca vou escolher ficar parada esperando acontecer; isso jamais pode ter sido predestinado a ninguém, ficar parado... O mundo precisa do seu movimento, das suas atitudes, mesmo que pareçam sem valor. Qualquer ato seu modifica o mundo de uma maneira muito poderosa. Já parou pra pensar quem governa o mundo, aparentemente e sem pensar em religião? Os seres humanos. Você é um ser humano. Você tem mais participação para a salvação ou destruição do mundo do que qualquer outra coisa. Não espere as coisas acontecerem. Não leve uma vida medíocre. Procure o que te faz feliz, e que essa felicidade não machuque ninguém. Que essa felicidade seja inspiração. Procure a felicidade pela qual você viveria toda a sua vida. Aquela felicidade que quando a sua morte chegar, vai ter sido aquela que te completou e que te permitiu ir embora ainda feliz.

sábado, 2 de julho de 2011

O lagarto na beira do abismo Ou é melhor esquecer tudo isso

Aline,

O lagarto na beira do abismo
Ou é melhor esquecer tudo isso
É melhor quando ousa, ouça:
Você fala mil coisas
Tipo o lagarto
Você projeta carinho nele
Como se ele fosse um redemoinho
Pra tudo que não foi
E o que foi
E tudo que não é
E o que é
E as pessoas
E ele ao mesmo tempo parece ágil
Frágil e cruel
Traiçoeiro
Uma parte humana mais humana de você
E ao mesmo tempo
Menos
A metamorfose da menina
Sabe quando a gente sente
Um frio na barriga
Algo que dá enjoo
E que parece a beira do abismo
Eu sinto isso quando leio os seus textos
Sabe quando no sonho
A gente tem uma sensação que parece mais perto do nosso íntimo
Uma sensação descascada
Pois é


Contribuição de: Carlos Morais

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A morte.

Fiquei imaginando um título menos impactante, menos seco, e menos apelativo para esse post, mas a morte é basicamente tudo isso. Seja de uma pessoa, seja de um animal. Se você amou um alguém e esse alguém morreu, sua vida muda para sempre. Claro, a morte não tem o mesmo significado para todos. Se você que está lendo, você que eu não conheço, morrer, sinceramente, não vou sentir nada. Talvez vou me compadecer pela perda das outras pessoas, mas por você, eu não vou sentir nada. A morte só nos afeta quando nos arranca alguém que amamos. Todo o sentimento de culpa vem à tona. Tudo que você não fez pela pessoa, tudo que você não disse a ela, toda vez que você a ignorou. Como diz no topo do meu blog, cada vida e cada morte modifica o mundo de uma forma particular. Basicamente pelo fato de que se alguém que eu amo morre, a energia da minha vida muda, meus sentimentos viram outros, e sendo assim, meus atos, mesmo que sendo de forma bem difícil de enxergar, mudam. Eu modifico tudo ao meu redor. A pessoa que morreu também vai modificar o mundo. Ela vai deixar de existir, deixar de me fazer feliz ou triste, deixar de contribuir ou de destruir o mundo. Tudo muda. Mesmo que tudo pareça igual, nada está igual. Eu sempre me achei muito preparada para essa fase da vida. Muitas pessoas a minha volta ja morreram, e eu simplesmente segui em frente. O fato é que eu não amava essas pessoas (a não ser o meu pai, a morte dele foi a que mais modificou a minha vida e me fez crescer), então, eu achei que já estava preparada para a morte. Minha, ou a de outras pessoas. Mas quando ela bate à nossa porta, arrancando um amor de dentro de você, você percebe a sua impotência, percebe que não há mais nada a ser feito. Percebe que você simplesmente nunca mais vai ter outra chance de mudar as coisas. A não ser, mudar a ti mesmo. A morte é a única certeza da nossa vida. Mesmo assim, nunca estamos preparados para ela. Por que mesmo que seja o ciclo natural da vida, não parece natural alguém que você ama ser tirado do seu percurso. E a pessoa não vai voltar. Nunca. Um dia você supera, um dia a dor vira uma saudade boa. Assim que me sinto em relação ao meu pai que morreu há 13 anos. Adoro sentir saudades dele porque me sinto perto dele dessa forma. Mas até esse processo se solidificar, muito tumulto acontece dentro de você. Seja pela perda de uma pessoa, de um animal, não importa. As pessoas podem achar esquisito alguém se sentir tão abalado pela morte de um animal, mas o amor não difere. Novamente, como está escrito no topo do meu blog: não adie o que você quiser fazer. Certifique-se de que as pessoas as quais você se importa saibam disso. Que elas saibam como você realmente se sente. Porque num estalar de dedos tudo pode acabar.